ADEGAMÃE: O AMADURECIMENTO DE UM PROJECTO ORGULHOSAMENTE ATLÂNTICO

– Adega de Torres Vedras apresenta as novidades para 2014: quatro monocastas brancos, o colheita Dory Branco 2013 e ainda um novo Reserva Tinto.

– A maturidade das vinhas, a confirmação de adaptabilidade das castas à região e os ganhos de experiência impulsionam os grandes objectivos: qualidade, consistência e ainda maior consolidação do projecto.
Torres Vedras, 22 de Julho de 2013

Três anos depois da inauguração e a poucos meses da quinta vindima, a AdegaMãe apresenta as novidades para 2014, renovando as suas propostas de inspiração marcadamente atlântica. À entrada do Verão, a adega de Torres Vedras lança no mercado quatro novos monocastas brancos – a colheita 2013 dos já conhecidos Alvarinho, Chardonnay e Viosinho e a estreia do Sauvignon Blanc; o colheita Dory Branco 2013; e ainda o Reserva Tinto 2011. Um total de seis lançamentos, à imagem do sucedido o ano passado, e no seguimento de uma estratégia com objectivos definidos: qualidade, consistência e consolidação.

“Este é um projecto orgulhosamente Atlântico. Somos muito marcados por uma influência climática que nos distingue, que empresta aos nossos vinhos características únicas ao nível da frescura e da mineralidade. Os nossos objectivos continuam muitos claros: queremos potenciar estes factores diferenciadores e trabalhá-los em qualidade e em consistência. É assim que nos temos procurado afirmar e acreditamos que as novidades para 2014 são mais um passo nesse sentido”, afirma o director-geral Bernardo Alves.

A AdegaMãe renova, portanto, a gama de monocastas brancos (Alvarinho, Chardonnay, Viosinho, e a estreia Sauvignon Blanc), lança a nova colheita Dory Branco (provavelmente o seu vinho mais emblemático) e apresenta ainda o novo Reserva Tinto (sucessor do vinho mais premiado da gama). E fá-lo num cenário de consolidação do projecto, fruto da natural evolução das vinhas, da confirmação do potencial das várias castas implementadas e da experiência acumulada.
“Temos vinhas novas que naturalmente se expressam cada vez melhor, ano após ano, e só podemos ganhar com isso. Por outro lado, as castas que nos surpreenderam em 2013 voltaram a demonstrar um excelente comportamento, confirmando a sua adaptação. Portanto, temos tido a oportunidade de trabalhar o perfil dos nossos vinhos dentro de uma consistência que nos entusiasma muito. Estamos perante um enorme potencial, mesmo nos tintos”, afirma o responsável de enologia Diogo Lopes.

No início deste ano, a equipa da AdegaMãe foi reforçada com a colaboração de Amândio Cruz, consultor de viticultura que veio garantir um importante apoio na área técnica e de produção. Paralelamente, foram ainda realizados investimentos a nível comercial: “Estamos em permanente processo de consolidação. Queremos produzir bons vinhos, acessíveis aos consumidores e à altura do que de melhor se faz noutras regiões nacionais ou mesmo no estrangeiro. Os nossos vinhos têm sido muito bem recebidos, o feedback é muito bom, mas este reconhecimento também faz aumentar a responsabilidade”, conclui o director-geral da AdegaMãe, Bernardo Alves.

Para além das novidades deste Verão, no final do ano (e tal como em 2013), a AdegaMãe colocará no mercado os novos monocastas tintos e ainda o novo Reserva Branco.

 

AdegaMãe Alvarinho 2013

Pode a Região de Lisboa produzir um Alvarinho que honre os melhores vinhos nascidos nas regiões de Monção e Melgaço? Anselmo Mendes e Diogo Lopes acreditam que sim. Se o primeiro Alvarinho AdegaMãe, em 2012, apontou a esse caminho, agora confirma-se a tendência.

“O Alvarinho voltou a ser uma das castas que mais sobressaíram. Tínhamos alcançado um resultado extraordinário na vindima da 2012 e, portanto, em 2013, tínhamos como objectivo voltar a fazer um grande vinho e confirmar mais uma vez todo o potencial desta casta na adaptação à Região de Lisboa. O nosso Alvarinho 2013 volta a demonstrar a mineralidade muito própria dos nossos vinhos. A frescura atlântica está muito presente e como se tratou de um ano com temperaturas médias mais baixas do que o habitual, talvez as notas da casta estejam ainda mais presentes e o perfil seja ainda mais citrino”, explica o responsável de enologia da AdegaMãe, Diogo Lopes.

O Alvarinho 2013 da AdegaMãe é produzido em solos argilo-calcários e tem um preço referência recomendado de 7 euros.

AdegaMãe Alvarinho 2013 // Notas de prova
Cor amarelo citrino. Aroma citrino, com notas de toranja e alguma mineralidade. Na boca surgem notas tropicais e citrinas assentes numa acidez atlântica vibrante.

 

AdegaMãe Chardonnay 2013

As uvas Chardonnay de 2013 voltaram a demonstrar um excelente potencial, ou não fosse esta uma casta importante no lote do Reserva Branco que será lançado no final de 2014. Com o Chardonnay 2013, a AdegaMãe apresenta um varietal muito genuíno, com um curioso toque atlântico, de novo a revelar a   adaptação da casta à Região de Lisboa.

“O Chardonnay de 2013 evoluiu para um perfil ainda mais clássico, graças ao facto de ter sido fermentado exclusivamente em barrica. A madeira eleva-lhe a complexidade e torna-o um vinho ainda mais fiel à inspiração da Borgonha, mais untuoso, com aquelas  notas cremosas da baunilha e de coco muito bem casadas com o marmelo e a fruta branca. Fez batonnage, o que lhe trouxe volume, e mostra a sua inspiração atlântica através de uma acidez e frescura muito presentes”, explica Diogo Lopes.

O Chardonnay 2013 da AdegaMãe é produzido em solos argilo-calcários e tem um preço referência recomendado de 7 euros.

AdegaMãe Chardonnay 2013 // Notas de prova
Cor amarelo citrino. Aroma muito sedutor com notas de amêndoa torrada e frutos brancos.  Volumoso na boca com bastante equilíbrio e com final intenso.

 

 AdegaMãe Viosinho 2013

Entre todas as castas que se destacam e “reclamam” a obrigatoriedade de acabar em garrafa, o Viosinho foi, pelo segundo ano consecutivo, a que mais surpreendeu, pelo equilíbrio e pela capacidade de produção. Estamos perante um caso de extraordinária adaptação à Região de Lisboa, com uma casta que se está, também, a tornar a espinha dorsal no reserva branco da AdegaMãe.

“O Viosinho empresta aos nossos vinhos um lado muito mineral e essa característica é, claro, muito marcante no monocasta. As notas minerais e o ligeiro floral, conjugados com uma acidez muito interessante, tornam este vinho uma autêntica experiência refrescante”, explica Diogo Lopes.

O Viosinho 2013 da AdegaMãe é produzido em solos argilo-calcários e tem um preço referência recomendado de 7 euros.
AdegaMãe Viosinho 2013 // Notas de prova
Cor amarelo citrino. Aroma intenso com notas vegetais, maçã e fruta branca. Mineral. Volumoso na boca, com frescura e mineralidade. Final intenso.

 

AdegaMãe Sauvignon Blanc 2013

Pela primeira vez, a AdegaMãe apresenta o monocasta Sauvignon Blanc. A casta é um verdadeiro caso de sucesso na sua internacionalização, com evoluções distintas e de extraordinário resultado nas mais diferentes geografias. Mais do que uma surpresa, portanto, estamos perante mais um belo exemplo de adaptação à Região de Vinhos de Lisboa.

“Sabemos que o Sauvignon Blanc se exprime de muitas formas, mas aqui evolui para um lado muito vegetal e de grande frescura, mais a apelar ao seu lado francês do que propriamente aos exemplos do Novo Mundo. As notas de espargo e de folha de tomate estão presentes, num vinho surpreendentemente intenso e fresco. A fruta está presente, mas a mineralidade corta-lhe qualquer excesso às vezes notado nesta casta”, explica Diogo Lopes.

O Sauvignon Blanc 2013 da AdegaMãe é produzido em solos argilo-calcários e tem um preço referência recomendado de 7 euros.

AdegaMãe Sauvignon Blanc 2013 // Notas de prova
Cor amarelo citrino. Aroma muito intenso, com notas vegetais de espargos e folha de tomate. Ligeiro tropical. Muito vibrante na boca com um final refrescante e intenso.

 

Dory Colheita Branco 2013

O ADN da AdegaMãe, ou o vinho que desde logo se assumiu como o rosto  do projecto. O colheita 2013 volta a apostar no blend Arinto, Viognier e Fernão Pires, fundindo da melhor forma as características das castas nacionais, a influência atlântica e a personalidade do Viognier. O resultado é mais um vinho emblemático, que realiza o objectivo primeiro da equipa de enologia: vinhos de qualidade, únicos, espelho da região e acessíveis aos consumidores.

“Mantemos o perfil, pela excelência das castas e pelo consenso que o vinho tem tido. O Fernão Pires expressa-se de forma extraordinária na nossa região, juntamente com o Arinto e o Viognier, pelo que chegamos à terceira geração de um vinho interessantíssimo: notas de fruta e flores, mas com uma acidez e frescura que o equilibram muito bem. Neste segmento, talvez estejamos perante uma das propostas mais interessantes do mercado”, explica Diogo Lopes.

O Dory Colheita Branco 2013 é produzido em solos argilo-calcários e tem um preço referência recomendado de 4 euros.

Dory Colheita Branco 2013 // Notas de prova
Aroma intenso, com notas tropicais e vegetais. Ligeira mineralidade. Na boca é fresco, atlântico e vibrante.

 

Dory Reserva Tinto 2011

O sucessor do mais premiado vinho da AdegaMãe apresenta uma importante novidade: a casta Cabernet Sauvignon junta-se ao lote de Touriga Nacional e Syrah. O ano de 2011 foi extremamente generoso e emprestou uvas de grande qualidade para um Reserva Tinto com pretensões de continuar a ser uma referência no seu segmento de preço.

“O nosso compromisso nos Reserva é simples: utilizar as melhores uvas. No grande ano que foi 2011, o Cabernet Sauvignon destacou-se e para além de ter sido engarrafado como monocasta,  naturalmente que integrou o lote do Reserva. O resultado é um vinho com a elegância característica da nossa região, mas talvez com mais corpo, mais estrutura, mais nervo, característica trazida pelo Cabernet Sauvignon. Sabemos que tivemos muito sucesso com o Reserva 2010 e acreditamos que estamos no mesmo caminho com o seu sucessor”, explica Diogo Lopes.

O Dory Reserva Tinto 2011 é produzido em solos argilo-calcários e tem um preço referência recomendado de 10 euros.
Dory Reserva Tinto 2011 // Notas de prova
Cor ruby profunda. Aroma muito complexo com notas de frutos pretos, ligeiro floral e bagas silvestres. Folha de tabaco e especiarias. Na boca é um vinho profundo com elegância e taninos firmes. Final longo e persistente.

Sobre a AdegaMãe
A AdegaMãe, inaugurada em 2011, resulta  do investimento do Grupo Riberalves numa nova área de negócio e surge como uma homenagem da família Alves à sua matriarca, Manuela Alves. O conceito de “Mãe” é a inspiração para um espaço de nascimento, de criação, no qual se pretende potenciar as melhores uvas e fazer nascer os melhores vinhos. Localizada no Concelho de Torres e vocacionada para a produção de vinhos com características muito próprias, graças à proximidade do mar e influência do Clima Atlântico, a AdegaMãe é, igualmente, uma referência para o enoturismo da Região de Lisboa, destacando-se pela arquitectura exclusiva e por todas as actividades desenvolvidas em torno da vinha e do vinho. Sendo uma empresa do Grupo Riberalves, a marca Dory (inspirada nos Dóris, embarcações antigamente utilizadas pelos portugueses na pesca do bacalhau)  representa a principal gama de vinhos comercializados. A exportação assume 60 por cento do volume de vendas.