Alunos do Instituto Português de Fotografia expõem projetos finais no Arquivo Municipal de Lisboa

  • Exposição “Projeto Coletivo” é inaugurada amanhã (quinta-feira) e entrega o protagonismo a cinco finalistas do Curso Profissional de Fotografia.

 

Cinco alunos do Instituto Português de Fotografia (IPF) vão ter os seus trabalhos expostos, a partir de amanhã (dia 16 de novembro), no Arquivo Municipal de Lisboa (AML). Este é o resultado de uma enriquecedora colaboração entre as duas entidades, iniciada em 2015 e que vê agora a luz do dia.

Uma parceria estabelecida no âmbito da iniciativa “Ponto de Vista”, que o Arquivo Municipal de Lisboa promove desde 2011 com escolas de artes visuais. O objetivo é reunir e expor as obras feitas pelos alunos, tendo em conta o conceito da fotografia de arquivo. Desta vez, fruto do excelente trabalho que realiza, a escolha recaiu no Instituto Português de Fotografia.

O trabalho de cooperação entre o IPF e o AML iniciou-se em 2015, com a professora Luísa Baeta, e foi desenvolvido e concluído pelo professor Luís Aniceto. O resultado é a exposição “Projeto Coletivo”, com inauguração agendada para as 18h30 de dia 16 de novembro, no Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico.

A exposição consiste em quatro projetos de cinco finalistas do Curso Profissional de Fotografia, que irão estar patentes ao público até ao dia 30 de dezembro. Quatro propostas alternativas e diversificadas, plasmadas em quatro experimentações, que abordam os limites da interpretação e questionam os suportes fotográficos.

Instantâneas Transparências”, trabalho apresentado por Ana Antunes e Neiva Vieira, num levantamento de emulsão Polaroid, subverte o material para questionar a leveza da imagem, mais parecendo um espectro.

Em “Anarquivo”, Skarlath Batista providencia um encontro de imagens a preto e branco, em que surgem surpreendentes abordagens, quase em conflito visual.

Luísa Neves, com “Monólogos Ilustrados Suspensos no Tempo”, apropria-se de imagens para reinventar um discurso próprio, que questiona a coleção privada e reposiciona o espetador da fotografia.

Helena Amaral apresenta, com a obra “O Que Decidimos Guardar”, em pinhole / impressão em jato de tinta, um arquivo geológico sedimentado num novo discurso visual.

Os projetos aqui apresentados por finalistas do Curso Profissional de Fotografia refletem sobre diferentes modos discursivos da prática fotográfica, propondo formas de leitura sobre a preponderância do arquivo e da memória nas suas variadas implicações interpretativas, sejam elas do foro pessoal e transmissível, sejam do âmbito do esquecimento e da ausência”, sublinha Luís Aniceto, do Instituto Português de Fotografia. “Voltar ao ‘Arquivo’ numa abordagem de dimensão crítica fotográfica, complementar com as não verdades ou as verdades não inscritas, explorando o visual enquanto construção cultural que permeia o discurso da história pessoal e coletiva de quem vive e pensa o mundo por imagens”, acrescenta.

 

“Projeto Coletivo” – Exposição

Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico

Rua da Palma, 246 – 1100-394 Lisboa

De 17 de novembro a 30 de dezembro

Horário: segunda-feira a sábado, das 10h00 às 19h00

Entrada livre

Telefone: 218 844 060 | E-mail: arquivomunicipal@cm-lisboa.pt

 

Sobre o Instituto Português de Fotografia

Celebrando, em 2017, 50 anos de experiência na formação em fotografia, o Instituto Português de Fotografia (IPF) é a mais antiga e prestigiada instituição dedicada à área em Portugal. Neste meio século de ensino de excelência, dedicou-se ainda à promoção dos seus formandos. O IPF é a solução para quem aspira ser profissional da fotografia ou o recurso para os muitos amantes da fotografia que desejam evoluir ou simplesmente potenciar o equipamento de que dispõem, seja uma câmara fotográfica ou um smartphone. Dispõe de uma ampla oferta formativa, inclusivamente para os mais novos – há formações orientadas para crianças a partir dos seis anos de idade. Com sede em Lisboa e instalações na cidade do Porto, o IPF é reconhecido pelo Instituto Português da Qualidade (IPQ) como Organismo de Normalização Sectorial para a Fotografia em Portugal e como instituição de formação tem o reconhecimento da DGERT (Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho), sendo ainda membro permanente na ISO, representando Portugal no seu comité de fotografia. Ao longo do seu percurso, organizou inúmeras ações de formação por todo o país, não excluindo a ilhas. As formações IPF estão abertas a pessoas de todas as nacionalidades, tendo recebido já formandos da China, Japão, Rússia, Finlândia, Noruega, Itália, Inglaterra, Holanda, França, Suíça, Espanha, Angola, Moçambique, Colômbia, México, Brasil, Canadá e EUA.

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