Renovado Motorshow Autoclássico Porto 2018 foi enorme sucesso!

• 40.000 pessoas coloriram festa nacional do desporto automóvel
• Ari Vatanen assumiu protagonismo, levando público ao rubro com exibição de luxo e “incansável” simpatia
• Mário Barbosa foi o grande vencedor do “Troféu Piloto Motorshow” e tornou-se recordista de triunfos na competição

Emoção, adrenalina, paixão e o “bichinho” pelos motores foram o prato forte de mais uma edição do Motorshow Autoclássico Porto. Na sua 16ª edição, o público não faltou à chamada e foi a alma de um evento em que a animação esteve presente desde o primeiro momento.

Os holofotes maiores brilharam sobre o convidado de luxo que veio da Finlândia para encantar os entusiastas que acorreram à Exponor. Ari Vatanen voltou a fazer sonhar os muitos que se recordam de o ver passar em míticas estradas como as de Sintra e Peninha, durante o Rali de Portugal, brilhando na Exponor, com exibições de luxo aos comandos de um Ford Escort MK II, em tudo igual ao que lhe deu o título de Campeão do Mundo de Ralis, em 1981.

Conhecido por ser um dos expoentes máximos da geração dos “finlandeses voadores”, o nórdico mostrou ser ainda capaz de transformar simples momentos de descontração e prazer ao volante, em momentos mágicos e verdadeiramente inesquecíveis. Aos 66 anos, o quatro vezes vencedor do Rally Dakar e, seguramente, uma das maiores lendas vivas dos ralis, mostrou que tem intactas as extraordinárias capacidades de pilotagem que sempre o notabilizaram, só ultrapassadas pelo seu caracter de generosidade e amabilidade. Se, em Portugal, difícil é encontrar quem não tenha uma foto com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na Exponor, o outrora deputado europeu, assumiu igual estatuto de popularidade, distribuindo selfies, autógrafos, abraços, sorrisos, com uma aura que só emanam os grandes campões.

O incansável finlandês brindou todos os presentes com uma simpatia sem paralelo, que resplandeceu ao longo dos três dias, fazendo cintilar ainda mais a emoção de todos os que acorreram ao Motorshow Autoclássico Porto, tornando a edição de 2018 num momento único. No final, deixou um grande elogio à prova organizada pela Xikane: “Dá muito trabalho fazer um festival como este, mas têm de ser feitos para manter a família dos automóveis unida. É importante para o desporto, para Portugal, para fazer permanecer este desporto vivo. Foram três dias de muito ‘calor humano’ e parece que saio daqui ainda mais jovem e de alma rejuvenescida!”

Neste último dia do certame, não houve Benfica/Porto que demovesse os fervorosos adeptos do automobilismo de estarem presentes no maior evento ibérico que junta automóveis desportivos e clássicos. As bancadas que circundaram o novíssimo traçado de 1,5 km, em estreia na zona exterior da Exponor, estiveram repletas de entusiastas que não arredaram pé e que ficaram até ao último momento para aplaudir Mário Barbosa, o grande vencedor da edição deste ano do “Troféu Piloto Motorshow”.

Tirando partido dos mais de 600 cavalos de potência do Citroën DS3 WRX com que tem participado em algumas provas do Campeonato FIA Europeu de Rallycross e com uma condução precisa e ‘cirúrgica’ contra o cronómetro, o piloto de Paços de Ferreira bateu os mais de 60 adversários que animaram a competição, com carros de diversas disciplinas como os Ralis, a Velocidade, o Off Road e até o Todo-o-Terreno.

Na Super Final, que decidiu o nome do vencedor e à qual já só tiveram acesso os 16 pilotos mais rápidos do fim-de-semana, Barbosa acabou por se superiorizar ao piloto com pseudónimo “Multiclima”, num Mitsubishi Lancer. A vantagem de 1,860s sobre o piloto do Mitsubishi Lancer não espelha as dificuldades por que passou o vencedor que é agora também o recordista de triunfos no “Troféu Piloto Motorshow”, com quatro vitórias. Segundo o piloto, “a vitória foi difícil, mas muito saborosa. Na Super Final, já não tinha os pneus nas melhores condições e tive que ser muito preciso na condução, procurando não cometer erros. Esse foi, afinal, o segredo deste triunfo, para além de conseguir uma boa afinação de “set up” e de um excelente trabalho global da minha equipa DM Motorsport”.

A completar o pódio final, também merece referência o terceiro lugar de João Novo Jr., um jovem de apenas 16 anos, que mostrou todo o valor e potencial, ao volante de um Citroën idêntico ao do vencedor.

Noutras categorias, os duelos em pista foram sempre cerrados, para gáudio do público que vibrou com a atuação dos mais rápidos. Se Mário Barbosa registou o triunfo também na Categoria “4×4”, na Categoria 2WD, a vitória foi parar às mãos de Tiago Prata, no extremamente eficaz Westfield Aero. E enquanto nos “Clássicos”, o lugar mais alto do pódio foi conquistado por Joaquim Costa, em Ford Escort, na Categoria “Feminino” foi Filipa Sanguedo, com um Opel Adam R2, que colheu os louros.

Mas não foram só os motores que fizeram as pulsações acelerarem. Numa prova de emoções fortes também um inédito e inolvidável momento marcou esta 16ª edição, quando António Dias, um dos grandes animadores do “Troféu Piloto Motorshow”, finalizou a sua atuação apelando ao sentimento, com um pedido de casamento surpresa à sua futura esposa, que assistia à sua prestação da bancada!

Num certame pelo qual passaram inúmeras caras conhecidas da família das quatro rodas, como Rui Madeira (Ex-Campeão do Mundo de Grupo N) e Pedro Salvador (recém congratulado Campeão Nacional de Velocidade), ficou provado que tudo pode mesmo acontecer! A edição de 2018, foi pródiga em sensações intensas, com uma grande variedade de atuações em pista, onde também brilharam os drifts de um Camião Racing e de um Kartcross, tão impressionantes como as acrobáticas manobras do pioneiro do freestyle em Portugal, Paulo Martinho, de moto, carro ou em veículos por si improvisados. Tudo valeu para colorir o Motorshow Porto 2018, com um ambiente único e memorável.

No entanto, o Motorshow também viveu do “casamento” perfeito com o Autoclássico, mostra ibérica de veículos clássicos e feira de automobilia, traduzindo-se o sucesso desta relação no registo de cerca de 40.000 visitantes.

Para Pedro Ortigão, o responsável máximo da Xikane (promotor do evento), “o balanço só pode ser extremamente positivo, pois apesar de ter sido a 16ª edição, funcionou como um ano zero’, na sequência da total reformulação da pista, que se revelou do agrado da maioria dos pilotos. Não podíamos estar mais satisfeitos com a resposta dos muitos e bons pilotos que responderam à chamada, do público que se entusiasmou e foi incansável a apoiar as exibições, e, claro, com a aposta de trazer Ari Vatanen, que excedeu todas as expetativas, com o seu notável talento, popularidade, simpatia e grandiosidade que demonstrou como ser humano, durante os três dias do evento”.

Agora é só esperar pela edição do Motorshow Autoclássico Porto 2019. E a contagem decrescente já começou…

Classificação Absoluta:
1º Mário Barbosa (Citroën DS3 WRX), 1m17,787s
2º “Multiclima” (Mitsubishi Lancer), a 1,860s
3º João Novo Jr. (Citroën DS3 WRX) a 1,925s
4º Joaquim Santos (Ford Focus WRX), a 2,474s
5º Tiago Prata (Westfield Aero), a 4,205s
(…)

Pode ver e recordar todas as informações, notícias, curiosidades e histórias na página oficial do evento no Facebook: https://www.facebook.com/MotorshowPorto.

Motorshow Autoclássico Porto 2018: Ari Vatanen faz as delícias dos adeptos

– Espectáculo na Exponor hoje e amanhã

À cabeça, um convidado de luxo: Ari Vatanen. O mítico piloto finlandês, considerado um dos melhores da sua geração, voltou a encantar os muitos aficionados do desporto automóvel ou os simples curiosos que não resistiram à adrenalina do ambiente de competição que se respira na Exponor, no Motorshow Porto. Em perfeita sintonia com o Ford Escort MK II, em tudo igual ao que lhe deu o título de Campeão do Mundo de Ralis em 1981, o “finlandês voador”, como era então conhecido, foi o rei do espetáculo, relativizando os seus 66 anos, carregados de experiência.

Sessões de autógrafos e co-drives, que se traduziram em experiências inesquecíveis, fizeram também parte do programa do piloto, que voltou a demonstrar ter tantas qualidades como piloto, como também humanas, nunca recusando uma palavra a quem ele se dirigia.

Nas suas palavras, ficam de imediato, destacadas as suas qualidades humanistas, “falando de história, nunca tive muita sorte nas provas em que participei em Portugal, mas não foi isso que me fez ficar com má memória de Portugal e dos portugueses. Antes pelo contrário! Se os carros são sempre uma paixão, trata-se sobretudo das pessoas e do carinho que delas sinto que me fazem sentir em casa quando aqui venho. Sempre assim foi e sempre assim será! Adoro este desporto, adoro Portugal e até o Ford Escort, um carro de tração traseira, com o qual se identifica o meu estilo de condução e com o qual estou a reviver memórias incríveis no Motorshow, mas as pessoas, para mim, têm sempre prioridade e só posso estar grato por todo o reconhecimento que aqui estou a ter”.

Na competição, propriamente dita, hoje foi dia das primeiras decisões do “Troféu Piloto Motorshow”, com a disputa de duas Qualificações e de uma Final, onde mais de 60 inscritos deram o máximo para ficarem no lote dos 25 mais rápidos que, amanhã, disputarão a fase final e decisiva da competição.

Com a companhia do calor, o cheiro a borracha queimada e muita adrenalina, quer na pista, quer na bancada, as emoções dividiram-se entre a luta contra o cronómetro no traçado desenhado no exterior da Exponor e o contacto com as máquinas já no Paddock, fazendo o deleite do público, que com eles pôde conviver num ambiente de grande descontração. No plano competitivo, para já, o mais rápido foi Mário Barbosa, num Citroën DS3 WRX, que apesar de alguns problemas nas Qualificações, venceu a Final 1 e se perfila como o maior candidato à vitória final no “Troféu Piloto Motorshow”. Mas para o último dia de prova, em que será conhecido o melhor entre os melhores, a expetativa não podia ser maior e… tudo pode acontecer!

Hoje como amanhã e num programa para todos os gostos, quem procure saciar a paixão pelos clássicos e deseje ritmos mais calmos também encontra no Autoclássico uma excelente aposta para passar um dia inesquecível. Paredes meias com o Motorshow, neste evento é possível entrar na “máquina do tempo” e reviver a história, com automóveis de marcas como a Porsche, Ferrari, Aston Martin, Lamborghini, Rolls Royce e muitas outras, que nos fazem suspirar e levitar a imaginação e que se transformam num hino de homenagem ao que de melhor se faz no mundo das quatro rodas.

Em exposição estão, também, cerca de duas dezenas dos melhores carros que são a cara dos campeonatos nacionais de velocidade e clássicos, num espaço de contemplação único. Para pais e filhos aspirantes a pilotos, os simuladores da G’s Competizione são, igualmente, uma excelente proposta para fazer o gosto à paixão pelos automóveis, num programa irresistível que permite experimentar as sensações de verdadeiro piloto.

Todas estas e muitas outras emoções estão presentes até amanhã (domingo) na Exponor, no Motorshow Autoclássico Porto 2018 que, no último dia, abre suas portas às 10h00 e só as encerra às 20h00.

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Motorshow Autoclássico Porto 2018: Ari Vatanen já brilhou e encantou!

– Evento arrancou hoje e prossegue durante todo o fim-de-semana na Exponor

Este fim de semana, a festa do automobilismo é na Exponor (5 a 7 de outubro). Pelo 16º ano consecutivo, o Motorshow Autoclássico Porto começou em força, com milhares de aficionados das duas e quatro rodas presentes, para uma festa em que se respira o gosto pelo automobilismo. Ari Vatanen assumiu o protagonismo, num dia em que se ouviram os primeiros “acordes” dos motores e a animação foi já a palavra de ordem.

O Motorshow Autoclássico Porto 2018 começou hoje e, em dia de feriado, o público correspondeu em massa à chamada, juntando o útil ao agradável.

A expectativa era grande para ver a estrela desta edição, Ari Vatanen, que correspondeu e “interpretou”, na perfeição, o papel de “personagem principal” do evento. O Campeão do Mundo de Ralis de 1981 deixou os adeptos em delírio quando pisou a nova pista do Motorshow, com cerca de 1,5 km e com zonas técnicas a exigirem excelentes dotes de condução, que o piloto finlandês não teve dificuldade em apurar.

Vatanen saiu para a pista num Ford Escort MK II igual àquele com que foi campeão e mostrou que quem sabe não esquece! Com um ‘show’ de condução só ao alcance dos predestinados, colocou o mítico carro inglês a ‘dançar’ ao ritmo do entusiasmo do público, fazendo milhares de adeptos reviverem velhos tempos. De resto, a sua simpatia esteve ao nível do seu talento, com o piloto nórdico, que também já venceu por quatro vezes o Rally Dakar, a responder a todas as solicitações de autógrafos e selfies, sempre com um sorriso nos lábios.

Radiante com o ambiente que se faz sentir no evento organizado pela Xikane, Vatanen não se poupou a elogios: “adoro Portugal e o desporto automóvel e por isso não podia faltar a este espetacular evento, que ajuda muito a promover o automobilismo, a trazer gente nova e até a unir famílias inteiras, como as que vi na Exponor. É um prazer estar no Motorshow Porto e brindar o público com as melhores exibições que consigo fazer ao volante de um Ford Escort que ainda muito me diverte e me faz também lembrar o início da minha carreira”.

Ao eloquente piloto que um dia também já foi Deputado Europeu, juntaram-se as mais de 60 equipas que participam no “Troféu Piloto Motorshow” e que tiveram também o primeiro contacto com a pista, que servirá de palco à competição durante todo o fim de semana. Um momento a que acorreram inúmeros adeptos, fãs e curiosos, sozinhos ou em família, aproveitando o bom tempo que se fez sentir, para respirarem a adrenalina da competição e se congratularem com as atuações de espectaculares e variadas máquinas, como o Porsche 997 GT3, Citroen DS3 WRX, Ford Focus WRX, Skoda Fabia R5, BMW M3 ou Ford Escort MK II, entre muitos outras.

Mário Barbosa (piloto do Europeu de Ralicross), Joaquim Santos, Vítor Pascoal e António Dias ficaram no leque de grandes nomes que muito animaram este primeiro dia de evento e fizeram deste um feriado bem especial. Mas este foi apenas o aperitivo para a festa dos próximos dias, já que só no domingo será conhecido o vencedor do “Troféu Piloto Motorshow”, bem como os vencedores das diversas categorias.

A par das emoções do cronómetro, mas em ritmo mais calmo, o público pode apreciar também automóveis de outras eras e com notável distinção no Autoclássico, certame que decorre em paralelo com o Motorshow. Cerca de três centenas de expositores apresentam o que marcas como a Ferrari, Porsche, Lamborghini, Rolls Royce, Aston Martin, Mercedes-Benz ou BMW, entre outras, de melhor deixaram de espólio à história do automóvel. E tudo para comprar ou apenas ver… e sonhar!

A animar esta 16ª edição estão, também, várias efemérides que homenageiam marcos importantes do setor automóvel e que têm presença obrigatória no evento. Dos 70 anos da Porsche, da Honda e do Citroën 2 Cv, aos 80 da Volkswagen ou aos 115 da Harley Davidson, tudo são pretextos para justificar a visita ao Motorshow Autoclássico Porto, com as boas previsões meteorológicas para o fim-de-semana a ajudarem.

Diversas concentrações, como a do Porsche Club Portugal ou a do AutoClássico Targa Clube, e também ‘show’s’ e exibições paralelas, como o de Paulo Martinho, o pioneiro do Free Style em Portugal, que hoje já fez a primeira aparição no evento, levando o público ao delírio, são apenas mais alguns motivos que fazem deste, afinal, um evento imperdível.

Amanhã, o Motorshow Autoclássico Porto iniciará as atividades a partir das 10h00 e só encerrará às 21h00, no segundo e penúltimo dia do evento, onde, como é fácil antever, a animação está garantida.

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Exponor recebe Ex-Campeão do Mundo de Ralis, em festa do automobilismo nacional

MotorShow Autoclássico Porto 2018 arranca amanhã com Ari Vatanen!

O MotorShow Autoclássico Porto assinala, este ano, a sua 16ª edição. Para comemorar a rigor, o evento volta a oferecer, durante três dias, um programa de luxo aos adeptos do automobilismo, mas também a todos os que privilegiam as emoções fortes e a adrenalina. Ari Vatanen, ex-Campeão do Mundo de Ralis, será a estrela mais cintilante, mas entre automóveis de competição, clássicos, exposições e exibições, há muito para ver, ouvir e sentir na Exponor…

Uma parceria de sucesso! É assim, o Motorshow Autoclássico Porto 2018, onde várias gerações têm encontro marcado para viver uma paixão comum: os automóveis! De um lado, o Motorshow, um dos mais espetaculares e simbólicos eventos ibéricos do desporto automóvel. Do outro, o Autoclássico, verdadeira montra de luxo de automóveis clássicos, numa saudável e bem articulada harmonia, que promete encher a Exponor, de público, aficionado e conhecedor.

No Motorshow, o destaque principal vai para um nome que (quase) dispensa apresentações: Ari Vatanen. O piloto finlandês, Campeão do Mundo de Ralis em 1981 e vencedor em quatro ocasiões do mítico Rally Dakar, é o convidado de honra da edição deste ano, trazendo com ele muitas memórias aos seus indefetíveis fãs. Com carreira ímpar no desporto motorizado (mas também na política, onde chegou a ser Deputado Europeu), Vatanen pilotou carros icónicos, como o Ford Escort RS 1800 ou os Peugeot 205 e 405 T16, tendo representado, oficialmente, diversas equipas oficiais de construtores automóveis.

Para brindar os muitos milhares de fãs que são esperados ao longo do fim de semana, o finlandês irá apelar à nostalgia, tendo programadas diversas exibições ao volante de um Ford Escort MK II, igual àquele que lhe deu o título mundial e que conhece como ninguém. Um cenário de festa em que os fãs poderão privar de perto com o mítico piloto, em sessões de autógrafos ao longo dos três dias e habilitar-se a co-drives, guardando uma recordação para não mais esquecerem.

Para Vatanen, o regresso a Portugal significa “duas excelentes notícias: por um lado volto a um país que gosto muito e onde tenho excelentes recordações e, por outro, regresso ao volante de um carro que sempre me dirá muito e que marcou o início da minha carreira!”. Com esta presença, o finlandês passa a ser o mais recente nome histórico dos ralis a integrar a lista de ilustres que marcaram presença no MotorShow Autoclássico Porto, como Markku Alen, Didier Auriol, Stig Blomqvist, Miki Biasion, Juha Kankkunen ou Hannu Mikkola.

Mas o Motorshow também terá muita vida para além de Vatanen. A competição, propriamente dita, estará igualmente em destaque, com a realização do “Troféu Piloto Motorshow”, que ocupará muito do protagonismo durante o fim de semana, ao chamar a si grande parte das atenções, ou não fosse o momento em que pilotos, nacionais e estrangeiros, lutam ao cronómetro pelo título de piloto da edição de 2018.

Serão vários os campeões nacionais de várias disciplinas (Ralis, Velocidade, Off Road, Drift e Perícias/Slalom) com presença assegurada. Entre eles, destaque para Mário Barbosa, o piloto que compete no Campeonato Europeu de Ralicross e que irá tentar impor-se pelo quarto ano consecutivo, desequilibrando para o seu lado o recorde de vitórias nesta competição. Um enorme desafio que tem pela frente, até porque, em pista, vão estar mais de meia 60 pilotos dispostos a dar o seu melhor.

No evento organizado da Xikane, este ano a maior novidade é mesmo o novo e inédito traçado onde a competição se irá desenrolar. Pela primeira vez, a pista é integralmente desenhada no exterior da Exponor, na zona que habitualmente serve de palco ao Parque de Assistência do Rali de Portugal. Um formato mais aberto, que irá permitir aos pilotos mostrarem os seus dotes de pilotagem, num ambiente caloroso e vibrante, rodeado de público, e em que as velocidades, pelas características da pista, vão ser mais entusiasmantes que nunca.

A competição, que decorre ao longo de três dias, será constituída por quatro sessões de qualificação, que apuram os 25 pilotos mais rápidos. Seguem-se duas finais que apuram 17 pilotos e uma Super Final a que ninguém quer faltar. Esta será disputada numa única manga e irá consagrar o melhor entre os melhores no “Troféu Piloto Motorshow” da 16ª edição do MotorShow AutoClássico Porto 2018.

Mas nem só de competição vive o MotorShow Autoclássico Porto 2018. Na vertente da exposição e comercialização de veículos clássicos, de duas e quatro rodas, o público tem 300 expositores à sua espera, com modelos para todos os gostos e carteiras e que muito dinamizam o Autoclássico. Os 70 anos da Porsche, da Honda e do Citroën 2 Cv, os 80 da Volkswagen ou os 115 da Harley Davidson são algumas das muitas efemérides que se assinalam neste evento e que farão as delícias dos milhares de espectadores que são esperados na Exponor.

Um fim de semana com um programa memorável, ao qual se juntam, ainda, diversas concentrações, como a do Porsche Club Portugal ou a do AutoClássico Targa Clube, e onde não faltarão também show’s e exibições paralelas, como o de Paulo Martinho, o pioneiro do Free Style em Portugal.

O Motorshow Autoclássico Porto 2018 abre as portas no feriado de 5 de outubro (a partir das 10h00 e até às 21h00), prolongando-se depois para sábado (das 10h00 às 21h00) e encerrando no domingo, às 20h00.

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RallySpirit Altronix já conta com 90 inscritos!

Marca já indelével do panorama do desporto automóvel português, o RallySpirit Altronix regressa de 1 a 3 de novembro e prepara-se para voltar a deixar o seu cunho de diferenciação entre os eventos de automobilismo. Abraçando, novamente, o conceito de “Rally-Legend”, a prova disputar-se-á, desta feita, entre Vila Nova de Gaia e Barcelos. Noventa equipas já confirmaram a sua inscrição, com míticos carros de diferentes gerações, que prometem mexer com as emoções dos muitos aficionados deste tipo de provas.

Pelo quarto ano consecutivo, o RallySpirit Altronix apresentará mais uma edição repleta de motivos de interesse, “piscando o olho” aos aficionados do automobilismo em geral, e dos ralis, em particular, mas também aos muitos “anónimos” que não resistem à tentação de viver as emoções fortes que uma prova como esta proporciona.

A cerca de dois meses do início da quarta edição, são já 90 as equipas que confirmaram a sua participação no RallySpirit Altronix, provando que a fórmula de “Rally-Legend” que a organização da Xikane foi pioneira em Portugal goza, atualmente, de pleno sucesso. A “receita” é, de resto, conhecida e junta pilotos de nomeada e com reconhecido palmarés, a carros icónicos que integram a lendária história dos ralis e atravessam a fronteira do tempo, ligando passado e presente.

Com conceituadas equipas portuguesas (inclusivamente da Madeira), mas igualmente formações espanholas e irlandesas com presença já assegurada – a que se juntará o piloto “figura de cartaz” da prova a anunciar brevemente -, está dado o primeiro passo para o êxito da prova que, na estrada, será gerida pelo experiente Clube Automóvel de Santo Tirso.

Mas o prestígio de máquinas tão emblemáticas que integram o património dos ralis internacionais como o Alpine-Renault A110, o Fiat 131 Abarth, o Ford Escort RS, o Porsche 911, o Renault 5 Turbo, o Talbot Sunbeam Lotus, o Lancia Delta Integrale, o Subaru 555, o Ford Escort Cosworth, o Ford Sierra Cosworth ou, de mais modernas, como o Porsche 997 ou Skoda Fabia S2000, entre outras, são também um “carimbo” de sucesso no “passaporte” da prova.

Num verdadeiro espírito de “museu vivo”, que estará em ação entre os dias 1 e 3 de novembro, o RallySpirit Altronix está pronto para proporcionar muitas emoções fortes aos milhares de espectadores que deverão acompanhar os três dias de prova, em locais simbólicos e privilegiados de Vila Nova de Gaia e de Barcelos.

No primeiro dia do evento (quinta-feira, 1 de novembro), a tradicional cerimónia de partida simbólica será dada num dos muitos cenários típicos de Vila Nova de Gaia, aproveitando as equipas para fazerem as últimas afinações dos carros no Parque de Assistência, que terá enquadramento perfeito na beleza da cidade da margem sul do Douro.

No dia 2 de novembro, as emoções começarão verdadeiramente a “aquecer”, com os participantes a deslocarem-se para a cidade de Barcelos, para cumprir uma dupla passagem da mítica classificativa da Franqueira. Será com o cronómetro também já ligado, que será disputada a Superespecial noturna no Parque da Feira de Barcelos, enquanto um reagrupamento no centro da cidade será palco privilegiado para maior envolvimento entre pilotos e espectadores, num ambiente de grande descontração.

Para o último dia de prova, fica marcada a passagem por algumas das provas especiais que têm feito a história do evento nos últimos anos, mas também o regresso a Vila Nova de Gaia.

Como admite Pedro Ortigão, responsável pela organização do RallySpirit Altronix 2018, “nesta quarta edição, estamos muito satisfeitos com a adesão das equipas, sobretudo estrangeiras, o que significa que o evento está no bom caminho e a ganhar projeção internacional. A manutenção de Vila Nova de Gaia como centro nevrálgico da prova e as alterações feitas, este ano, no esquema competitivo do rali, tornam o evento mais ‘maduro’. Já a aposta em Barcelos vai de encontro à estratégia de crescimento sustentado que, desde o primeiro momento, alicerçou o RallySpirit Altronix”.

Igualmente satisfeita por voltar a apoiar uma prova que, de ano para ano, ganha maior afirmação e credibilidade entre os eventos desportivos nacionais, também se mostra a autarquia de Vila Nova Gaia. Como sublinha Eduardo Vítor Rodrigues, Presidente do Município, “uma vez mais o RallySpirit Altronix regressa a Vila Nova de Gaia. E perante o êxito das edições anteriores, não esperamos menos do que um sucesso idêntico ou ainda maior. Os fãs do desporto automóvel vão novamente poder ver bem de perto algumas das melhores máquinas, num evento desportivo também importante para a dinâmica do município. Não poderíamos, por isso, deixar de nos associar, novamente, a esta iniciativa, à qual desejamos, desde já, o maior sucesso”.

No ano de estreia, “é com grande entusiasmo que o município de Barcelos recebe o RallySpirit Altronix 2018”, reconhece Francisco Rocha, Vereador do Desporto da Câmara Municipal do Desporto. “O mítico monte da Nossa Senhora da Franqueira e a sua imponente subida vai proporcionar um excelente espetáculo. Queremos com este evento valorizar e dinamizar a modalidade e também colocar Barcelos no mapa do automobilismo em Portugal. Esperamos que esta seja uma prova única e com um ambiente fantástico que, certamente, irá atrair milhares de espectadores e oferecer um tónico de emoção à disciplina dos ralis. Esta é também uma forma de dar a conhecer a nossa cidade, estando certos que, muitos dos aficionados que vão estar em Barcelos, vão querer regressar, mais tarde, para descobrir todo o nosso património cultural, gastronómico e turístico”.

Motivos de sobra não faltam, portanto, para que o RallySpirit Altronix 2018 possa voltar a dar mais uma prova de vitalidade do desporto automóvel português, num evento que tão bem combina passado com presente, numa atmosfera única de competição, mas também de descontração, que promete não deixar ninguém indiferente.

Agora é só apontar na agenda a data de 1 a 3 de novembro…

Ari Vatanen é a estrela do Motorshow Autoclássico Porto 2018

A presença de um dos mais espetaculares pilotos de todos os tempos está garantida no Motorshow Autoclássico 2018! O finlandês Ari Vatanen, Campeão do Mundo de Ralis de 1981 e quatro vezes vencedor do Dakar, já confirmou a presença, sucedendo assim a um rol de estrelas internacionais que já passaram pelo evento nortenho, casos de Markku Alen (2007 e 2014), Timo Salonen (2008), Marc Duez (2008), Armindo Araújo (2008 e 2009), Didier Auriol (2010), Massimo Biasion (2011), Stig Blomqvist (2012), Juha Kankkunen (2015), François Delecour (2016) e Hannu Mikkola (2018).

Integrada no Salão Autoclássico, a 16ª edição do Motorshow terá lugar nos dias 5, 6 e 7 de outubro na Exponor e ficará marcada por muitas novidades. Um ano que a organização assume de mudança na já longa história do evento.

Contando desde 2007 com a presença de um cabeça de cartaz internacional, chegou agora a vez de Ari Vatanen dar brilho a mais uma edição do evento. A exuberância ao volante de qualquer carro de competição, associada à simpatia e abertura do nórdico com o público, serão motivos para tornar a sua participação no Motorshow Autoclássico Porto… inesquecível!

O piloto finlandês traz na sua bagagem 101 participações em provas do Campeonato do Mundo de Ralis, tendo representado, oficialmente, marcas como a Ford, Opel, Peugeot, Subaru e Mitsubishi, com as quais conquistou 10 vitórias, 27 pódios e 527 vitórias em provas especiais de classificação, sempre com um estilo de condução rápido e espetacular, que deixou muita saudade!

O triunfo no Campeonato do Mundo de Ralis de 1981, o grave acidente na Argentina com o Peugeot 205 T16, as quatro vitórias no Dakar com a Peugeot e Citroën e as impressionantes participações em Pikes Peak, são talvez alguns dos momentos mais marcantes da sua carreira.

A participação de Ari Vatanen no Motorshow Autoclássico Porto permitirá aos adeptos uma justa homenagem ao piloto, que considera a sua presença como “uma excelente oportunidade para voltar ao convívio com um público muito conhecedor e entusiasta. Tenho um grande prazer em estar neste tipo de eventos, onde existe uma grande proximidade com o público e onde é possível regressar ao volante, fundamentalmente com a preocupação de dar espetáculo.”

Para além de Vatanen, o Motorshow Autoclassico Porto 2018 contará, também, como vem sendo habitual, com a participação de alguns dos principais pilotos nacionais das mais diversas disciplinas, dos Ralis, à Velocidade, passando pelo Off-Road, num ano em que organização propõe um renovado Motorshow.

Um pavilhão exclusivamente dedicado ao Paddock/Exposição e uma pista desenhada, na sua totalidade, nos parques exteriores da Exponor, são as principais novidades para os milhares de aficionados que, todos os anos, não dispensam a visita a esta grande festa do automobilismo nacional.

Pedro Ortigão, da Xikane, responsável pela organização, salienta que “a edição de 2018 representará a renovação do Motorshow Autoclássico Porto. A pista será integralmente desenvolvida no exterior dos pavilhões da Exponor, passando a ser possível ver outro tipo de carros em ação, nomeadamente os da Velocidade, que normalmente, competem apenas nas pistas! Com isso conseguiremos também proporcionar um ambiente mais agradável dentro do Pavilhão do Paddock, passando, portanto, a ser possível desenvolver outro tipo de atividades do interesse do público. A presença do Ari Vatanen será a ‘cereja no topo de bolo’. Um piloto que, além de espetacular, tem uma atitude fantástica com o público.”

De salientar que as candidaturas para a participação no “Motorshow AutoClássico Porto 2018” já se encontram abertas e encerram a 22 de setembro, podendo ser efetuadas através do email: motorshow.porto.xikane@gmail.com.

Mais informações, notícias, curiosidades e histórias na página oficial do evento no Facebook: https://www.facebook.com/MotorshowPorto.

Carlos Sousa e o Duster no Dakar: A desistência inglória!

Uma das mais duras edições da história Dakar foi também madrasta para as aspirações de Carlos Sousa no Duster da Renault Sport Argentina. O piloto português foi obrigado a desistir na ligação para a 8ª etapa, na sequência de uma fuga de óleo no radiador. Um problema detetado na especial de ontem, mas impossível de resolver pela equipa, pelo facto de, nas etapas-maratona, só os pilotos estarem http://www.viagrabelgiquefr.com/ autorizados a fazer reparações e pelos seus próprios meios. Uma desistência inglória, face à determinação e perseverança com que a formação do Duster, com o número 315 nas portas, ultrapassou a primeira semana de prova.

As estórias de drama no Dakar 2018 são diárias e hoje o dia fica marcado pela desistência do Duster de Carlos Sousa. Um desfecho insólito para a máquina e raro para o piloto. Com efeito, este é o primeiro ano, desde a estreia em 2013, que um Duster não chega ao pódio final do mais duro rali do mundo. Por sua vez, este foi apenas o quarto abandono do português, em 18 participações!

A desistência consumou-se na ligação para a 8ª etapa, a escassas centenas de metros da partida para o troço cronometrado. «Foi quando constatámos que a fuga de óleo no radiador era maior do que pensávamos», explica Carlos Sousa. «O Duster perdera três litros de óleo, em apenas 30 quilómetros. Com 500 quilómetros de ‘especial’ pela frente, é evidente que íamos ficar pelo caminho com o motor partido. Por isso, para evitarmos males maiores, em conjunto com a equipa, tomámos a decisão de abandonar. Um problema que já tínhamos diagnosticado ontem, mas como se tratava de uma etapa-maratona (com assistência proibida), não conseguimos fazer a reparação com os nossos próprios meios.»

Depois do esforço e determinação que foram necessários para superar a dureza da primeira semana, Carlos Sousa admite que «esta desistência tem um sabor ainda mais amargo. Mas, a verdade, é que a edição deste ano já fez um número incrível de vítimas, até mesmo entre os candidatos à vitória das diferentes categorias.»

O que o português também lamenta é que «nunca tenha tido uma etapa isenta de percalços, pois gostava de ter demonstrado o verdadeiro potencial do Duster. Aliás, já o disse na etapa de descanso, mas repito a ideia: com um bom programa de desenvolvimento e de testes, e com o envolvimento da ‘casa mãe’, não tenho dúvidas que o Duster pode ser um futuro candidato à vitória do Dakar.»

A dupla Carlos Sousa/Pascal Maimon ocupava a 23ª posição da geral quando foi obrigada a desistir do Dakar 2018. Como melhor resultado em etapas, o 13º lugar conquistado na 4ª etapa. «Teria sido possível fazer melhor nalguns dias, não fossem alguns ‘atascanços’, um ou outro percalço técnico e uma ou outra dificuldade de navegação. Mas também teria sido importante eu realizar mais do que um simples ‘shakedown’ antes da prova, até para tentar readquirir o ritmo perdido em dois anos de ausência das competições.»

Para terminar, um desejo e um sentido agradecimento: «Que a Renault ‘casa mãe’ olhe para este projeto do Duster como uma excelente base para um futuro envolvimento oficial da marca. Repito: o potencial do Duster é enorme! Só precisa do apoio e envolvimento oficial da marca para ser ganhador. Mas também quero agradecer a confiança que a Renault Sport Argentina depositou em mim, o empenho de todo o Duster Dakar Team, o trabalho e a amizade do Pascal (o meu navegador), o apoio da Renault Portugal em acolher e divulgar o projeto, bem como as manifestações de carinho e de incentivo que recebi, seja por telefone, mas também na minha página no Facebook. Muito obrigado a todos! Não tenho palavras para exprimir o que sinto…»

 

Carlos Sousa e o Duster na 7ª etapa do Dakar: Piloto durante o dia e mecânico à noite!

Quando os portugueses estiverem reunidos à mesa, Carlos Sousa está a partir para o oitavo dia do Dakar. Às 13h32, o almadense desafia a segunda metade da etapa-maratona, ao volante do Duster que não recebeu assistência ‘pesada’ no final da ‘especial’ de ontem. Ou seja, o piloto nacional e o navegador fizeram de mecânicos até ao início da madrugada em Portugal. Um esforço suplementar, depois de mais uma etapa não isenta de percalços, mas onde, ainda assim, estabeleceram o 23º melhor tempo – ocupam resultado idêntico na classificação geral.

Piloto durante o dia e mecânico à noite. Ontem, foi assim o dia de Dakar de Carlos Sousa. Depois de 425 quilómetros cronometrados bastante duros e de mais 301 em ligações, o português e o francês Pascal Maimon (o seu navegador), foram obrigados a horas extraordinárias no bivouac situado na cidade boliviana de Uyuni. Afinal, tratou-se de uma etapa-maratona, o que na terminologia do Dakar equivale a dizer, uma ‘especial’ com proibição de assistência ‘pesada’ no final. Os dois estiveram de volta da caixa de ferramentas, procurando curar algumas feridas do Duster, naturais face à dureza e altitude das pistas bolivianas. Mais um dia à ‘Dakar’, já um clássico para os resistentes da edição 2018…

Era já madrugada adiantada em Portugal, quando Carlos Sousa deixou o bivouac do final da 7ª etapa para umas curtas, mas merecidas horas de descanso. «Quase seis horas de sono. Um luxo!», confessa o piloto, minutos depois do despertador ter tocado. «Ontem foi mais um dia bastante difícil. Aliás, as pessoas não imaginam o quanto está a ser duro este Dakar. No início da etapa imprimimos um ritmo forte, rodando a um minuto e pouco dos pilotos que fechavam o top-10. Mas numa zona de areia encontrámos alguns Toyota atascados e saímos da pista para os contornar. Não foi a melhor solução! Atascámos várias vezes e perdemos algumas dezenas de minutos. Quando conseguimos retomar a pista, decidimos prosseguir a um ritmo mais moderado. As pressões de pneus não eram as mais adequadas e os pisos estavam duríssimos, até pelo facto dos primeiros camiões já rodarem à nossa frente».

Quando chegaram ao bivouac e já de volta da caixa de ferramentas, Carlos Sousa e Pascal Maimon descobriram uma fuga de óleo no Duster: «Não conseguimos detetar a origem, pois só com os nossos meios, não conseguimos tirar a muita areia e lama acumuladas na mecânica. Tanto pode ser do motor, como da direção assistida. Tentámos tudo para perceber, mas não conseguimos. Por isso, hoje vamos partir com uns bons litros de óleo no carro para tentarmos chegar ao final da etapa. O objetivo vai ser ‘apenas’ esse, não temos alternativa. E não vai ser fácil, porque se perspetiva mais um dia muito difícil.»

Apesar dos contratempos, ontem, a dupla Carlos Sousa/Pascal Maimon estabeleceu o 23º melhor tempo da sétima etapa, a 2h02m16 dos mais rápidos, ocupando posição idêntica na classificação geral.

O dia de amanhã

Domingo, 14 de janeiro/8ª Etapa (Uyuni/Tupiza) – 584 km (SS: 498 km)

A segunda parte da etapa-maratona é também a que dispõe da especial cronometrada mais longa de todo o rali. Não fosse isso um desafio já de si complexo e as equipas ainda terão que enfrentar mais um duro teste nas dunas, desta feita, a 3500 metros de altitude. Se há etapa seletiva onde se poderá começar a preconizar o nome do vencedor é esta.

Carlos Sousa e o Duster na 6ª etapa do Dakar: Uma etapa tranquila, com o 18º melhor tempo do dia!

Depois de cinco etapas pródigas em dramas, o sexto dia do Dakar foi relativamente calmo, sendo marcado pela despedida do Peru e a entrada na Bolívia. O português Carlos Sousa, aos comandos do Duster, foi o 18º mais rápido nos 313 quilómetros cronometrados da especial e ascendeu ao 25º lugar da classificação geral. Hoje, (sexta-feira), o Dakar cumpre o tradicional dia de descanso na cidade de La Paz.

Seis dias e mais de três mil quilómetros depois da partida na cidade peruana de Lima, a chegada à Bolívia para o tradicional e tão desejado dia de descanso. O Dakar chegou a meio… Se a dureza e o grau de dificuldade dos percursos têm sido bem retratados em imagens e testemunhos, também há números que reforçam essa ideia. No caso de Carlos Sousa, a primeira semana representou qualquer coisa como 25h56m09s de tempo em especiais. Isto, para além do tempo que esteve ao volante do Duster para realizar os quase 1.700 quilómetros de ligações. É o Dakar! Um incontornável desafio para pilotos e máquinas. 40 anos depois, ainda uma grande odisseia.

A sexta etapa foi marcada pela despedida do Peru e a entrada na Bolívia. Um dia longo em extensão, com Carlos Sousa a chegar ao bivouac, na cidade de La Paz, já madrugada em Portugal. «Mas foi uma especial sem problemas», sublinha. «Passámos de situações extremas de areia e de muito calor, para outras condições também bastante difíceis: altitude, chuva e muito barro. Depois das dificuldades vividas nos cinco primeiros dias, não corremos riscos. Viemos a descobrir o comportamento do Duster nessas condições e só é pena que a relação da caixa de velocidades se continue a revelar muito ‘curta’, pois nas zonas rápidas estamos em desvantagem.»

Ainda assim, Carlos Sousa foi o 18º piloto mais rápido do dia. «Sobretudo na segunda parte da etapa, já na Bolívia, imprimi um ritmo mais forte. Aliás, nessa segunda metade do percurso estivemos perto do top-10. Mas ninguém pode negar que o Dakar 2018 não é apenas dos mais difíceis dos últimos anos. É, também, dos mais competitivos, com um plantel de pilotos e de automóveis de enorme valor.»

Em função dos percalços de que foi vítima ainda no deserto peruano, Carlos Sousa tem consciência que «vai ser impossível alcançar o resultado a que nos propusemos no início da prova. Apesar de tudo, estamos determinados em chegar ao fim e, nas etapas que forem mais favoráveis ao Duster, tentarmos surpreender. Vamos ver como correm os próximos dias, mas o mais importante é que ainda cá estamos. Agora é aproveitar o dia de descanso para retemperar forças e preparar o Duster para os desafios que se seguem.»

Na sequência do 18º tempo, a 29m48 do mais rápido, conquistado na sexta etapa, a dupla Carlos Sousa/Pascal Maimon ascendeu ao 25º lugar da classificação geral. Hoje, cumpre-se o tradicional dia de descanso. Para o português, é tempo de recuperar as energias. Afinal, ainda há oito dias de competição pela frente, disputados entre a Bolívia e a Argentina.

 

O dia de amanhã

Sábado, 13 de janeiro/7ª Etapa (La Paz/Uyuni) – 726 km (SS: 425 km)

Cruzando a fronteira e nesta etapa pilotos e navegadores mudam o “chip”, passando a ter que conviver secções diárias mais longas e trilhos de velocidade mais abundantes, com as dunas a desaparecerem da paisagem. Nesta etapa-maratona, terão que gerir o ritmo, pois qualquer passo em falso pode levar ao abandono, uma vez que não haverá assistência no final.

Carlos Sousa e o Duster na 5ª etapa do Dakar: Demonstração de perseverança e determinação!

Em 40 anos de história, nunca o Dakar teve um início com tanto drama. A dureza e as dificuldades do deserto peruano fizeram inúmeras vítimas em toda a caravana, candidatos à vitória incluídos. Carlos Sousa esteve para engrossar a lista de desistências, mas o português fez questão de vencer todas as adversidades, levando o Duster até ao final da 5ª etapa, ainda que perdendo 5h36m49s para o mais rápido do dia. Com este resultado, o piloto caiu para o 26º lugar da classificação geral, mas o Dakar ainda nem chegou a meio…

Não há memória de um Dakar como o deste ano. O dia de despedida do Peru fica marcado por inúmeros problemas e desistências. Há quem diga que as dunas que fizeram parte da especial foram das mais difíceis da história do Dakar (África incluído). Depois do brilhante 13º lugar conquistado na etapa da véspera, Carlos Sousa viveu hoje o inferno e a desistência chegou a estar na mente do piloto.

Logo nos quilómetros iniciais da especial, Carlos Sousa chegou a ter a companhia de pilotos como Sébastien Loeb, Cyril Despres, Giniel de Villiers, entre outros, num ‘atascanço’. «Era uma zona muito, mas mesmo muito difícil, mas de onde até conseguimos sair sem perder muito tempo. O problema foi ao quilómetro 20, quando ficámos apenas com tração traseira no Duster. A partir daí, os ‘atascanços’ foram sucessivos e optámos por parar. Ficámos à espera de um camião que transportava peças e ao fim de umas horas lá conseguimos fazer a reparação, em mais um excelente trabalho do Pascal (o navegador).»

Carlos Sousa confessa que, «até ao final da etapa, o espírito dentro do carro não era o melhor. Estávamos cansados e desanimados, mas decidimos ir até ao fim», numa demonstração de enorme perseverança, determinação e profissionalismo.» Mas como admite o português, «é claro que nos passou pela cabeça desistir. As hipóteses de conquistar um bom resultado esfumaram-se. Mas depois de termos superado uma etapa como a de hoje e, no fundo, todos estes dias, temos de continuar. Hoje, no controlo final, recebemos imensas mensagens de apoio, o que nos deu imenso ânimo. Por isso, não vamos desistir e como ainda nem sequer estamos a meio da prova, vamos tentar surpreender nas etapas que forem mais favoráveis ao Duster.»

Com as 5h36m49s perdidas na especial de hoje, Carlos Sousa desceu para o 26º lugar da classificação geral. As hipóteses de conquistar um bom resultado são bastante reduzidas, mas o português está determinado em continuar a vencer aquela que, certamente, ficará para a história como uma das mais duras e difíceis edições do Dakar. Pior sorte teve o colega de equipa do Duster Dakar Team, uma vez que Emiliano Spataro nem sequer chegou a partir para a especial de hoje, devido aos danos irreparáveis no Duster, depois de um acidente na etapa de ontem.

A etapa de amanhã

Quinta-feira, 11 de janeiro/6ª Etapa (Arequipa/La Paz) – 758 km (SS: 313 km)

O Dakar troca o Peru pela Bolívia e com a troca vêm novos desafios. O deserto dá lugar à montanha e as pistas tornam-se mais rápidas. A partida para o segundo sector cronometrado far-se-á nas margens do Lago Titicaca e com a entrada no Altiplano boliviano e a navegação a 2500 metros acima do mar aparecem as primeiras dificuldades com a altitude.