Aventureiros em duas rodas partem à conquista das Aldeias Históricas de Portugal

Data: 10/09/19

É já a partir deste sábado, dia 14 de setembro, que os participantes do desafio The Castles Quest vão descobrir as Aldeias Históricas de Portugal, em cima de uma bicicleta. Esta é a terceira edição de um evento sem igual no nosso país: não é uma prova, mas sim uma aventura, em que a diversão, o companheirismo e a fruição das paisagens estão em primeiro lugar.

Depois do sucesso das duas edições anteriores, são cada vez mais os aventureiros em contagem decrescente para a próxima aventura The Castles Quest: na terceira edição, que decorre de 14 a 22 de setembro, cerca de 40 bicicletas vão percorrer os caminhos da GR22 – Grande Rota das Aldeias Históricas, um percurso circular que passa pelas 12 Aldeias Históricas de Portugal. À semelhança dos cavaleiros medievais, irão conquistar castelos, fortalezas e aldeias, com a única diferença a ser a forma de locomoção: bicicletas BTT em vez de cavalos. Serão 560 quilómetros repletos de cariz histórico que vão ficar na memória de quem os pedalar.

O The Castles Quest é um desafio estimulante. Sem ser uma competição – uma vez que não há classificações, vencedores ou vencidos – os participantes têm, ainda assim, de completar uma missão. O percurso a efetuar é percorrido ao ritmo de cada um, mas para o desafio ser completado com sucesso, os “cavaleiros” necessitam de passar por pontos pré-definidos nas 12 Aldeias Históricas de Portugal, tendo um limite máximo de tempo para o fazer.

Mas o The Castles Quest não é só uma aventura. É também uma oportunidade única para conhecer e imergir na vida quotidiana destes territórios, partilhando experiências e ouvindo estórias contadas na primeira pessoa. Uma viagem emocionante e enriquecedora a vários níveis.

Em relação às edições anteriores, este ano a grande novidade está relacionada com uma melhoria significativa do traçado e dos serviços disponíveis ao longo de todo o percurso. A sinalética da GR22 e das rotas circundantes foi aperfeiçoada, com o objetivo de dar a conhecer os vários percursos e pontos de interesse turístico nas 12 aldeias. Desta forma, os participantes do The Castles Quest vão poder usufruir, ainda mais, desta experiência única, descobrindo os mil e um encantos das Aldeias Históricas de Portugal e das suas envolvências naturais e paisagísticas.

O The Castles Quest é um evento que obedece a todos os requisitos internacionais de sustentabilidade, a nível da preservação da natureza e do património. Essa preocupação é, aliás, uma prioridade para a rede de Aldeias Históricas de Portugal, que tem procurado assegurar a sustentabilidade de todos os eventos que organiza. Recorde-se que as Aldeias Históricas de Portugal são o primeiro destino em rede a nível mundial e o primeiro destino nacional a receber a certificação BIOSPHERE© Destination. A organização pretende que o The Castles Quest receba igualmente o selo BIOSPHERE© Events, que certifica precisamente a sustentabilidade do evento.

Desafio pode ser feito a solo ou em equipa

O The Castles Quest é uma aventura efetuada em total autossuficiência, que pode ser vivida a solo ou em equipas, e que põe à prova a resistência e o sentido de orientação dos ciclistas. O desafio é percorrer centenas de quilómetros, numa filosofia de bikepacking, em locais de elevado interesse histórico, como são os territórios das Aldeias Históricas de Portugal. O percurso pode ser dividido, podendo cada elemento da equipa fazer uma parte do mesmo.

Há duas formas de enfrentar o desafio: uma aventura de oito dias, que começa no dia 14 de setembro e que tem como limite o final do dia 22 de setembro; e uma aventura mais curta, de quatro dias, entre 19 e 22 de setembro.

A aventura de oito dias é um percurso circular, de 560 quilómetros, que acompanha a GR22. Começa e termina na Aldeia Histórica de Sortelha e a missão dos participantes será “conquistar” as 12 Aldeias Históricas de Portugal. Depois de Sortelha, o percurso segue por Castelo Mendo, Almeida, Castelo Rodrigo, Marialva, Trancoso, Linhares da Beira, Piódão, Castelo Novo, Idanha-a-Velha, Monsanto e Belmonte, regressando a Sortelha.

Os participantes da aventura de quatro dias irão também pedalar pela GR22, durante cerca de 330 quilómetros. A partida e a chegada serão igualmente em Sortelha, passando os “cavaleiros” por outras cinco Aldeias Históricas de Portugal: Belmonte, Piódão, Castelo Novo, Idanha-a-Velha e Monsanto.

As diferentes possibilidades de dormida, refeição e serviços complementares serão disponibilizadas antecipadamente aos participantes, através do “Adventure Guide”. E, apesar de a aventura ter como conceito-base a autossuficiência, a organização disponibiliza ferramentas que permitirão realizá-la em segurança, inserida numa estrutura de acompanhamento.

As inscrições já estão fechadas mas toda a informação sobre o evento pode ser consultada em http://www.thecastlesquest.bike.

O The Castles Quest é uma iniciativa das Aldeias Históricas de Portugal, apoiada pelo Centro 2020, Portugal 2020 e Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

Sobre a Rede das Aldeias Históricas de Portugal

Perdidas entre montes e vales da verdejante paisagem do interior de Portugal, repletas de lendas e castelos, sabores e tradições, há 12 singelas aldeias onde apetece perdermo-nos, para nunca mais nos encontrarmos. Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso: as Aldeias Históricas de Portugal, um destino que são 12, são paraísos escondidos que nos levam numa viagem ao tempo de reis e rainhas, épicas e infinitas batalhas que escreveram a História como a conhecemos hoje. Viajar até às Aldeias Históricas de Portugal é, assim, descobrir a História de um país de temerários conquistadores, através das pedras das suas calçadas e das suas frondosas muralhas e castelos, orgulhosa e imponentemente erguidos. É, ainda, a garantia de momentos inesquecíveis de lazer, aventura e descoberta, temperados com os inigualáveis aromas e sabores da região, que compõem a sua típica gastronomia. No território das Aldeias Históricas de Portugal há um sem fim de trilhos para caminhadas e percursos de bicicleta e BTT – como a Grande Rota 22 (GR), a maior rota de Walking & Cycling em Portugal, com cerca de 600 km. As Aldeias Históricas de Portugal são o primeiro destino em rede – à escala mundial –, e o primeiro destino nacional a receber a certificação BIOSPHERE DESTINATION.

“The Castles Quest” volta a desafiar à descoberta das Aldeias Históricas de Portugal em cima de uma bicicleta

  • Participantes neste evento, único em Portugal, percorrem as 12 Aldeias Históricas de Portugal num tempo limite.
  • Inscrições já estão abertas e são gratuitas.

Data: 25 de junho de 2019

Os ancestrais caminhos do território das Aldeias Históricas de Portugal vão ser o cenário perfeito para a terceira edição do The Castles Quest, um desafio único no nosso país que leva os participantes a descobrir, de bicicleta, as 12 aldeias que integram a rede. As inscrições já estão abertas, depois do sucesso das duas edições anteriores.

Durante nove dias, de 14 a 22 de setembro, os participantes percorrerão os caminhos da GR22 – Grande Rota das Aldeias Históricas, um percurso circular que passa pelas 12 Aldeias Históricas de Portugal. À semelhança dos cavaleiros medievais, irão conquistar castelos, fortalezas e aldeias, com a única diferença a ser a forma de locomoção: bicicletas BTT em vez de cavalos. Serão 560 quilómetros repletos de cariz histórico que vão ficar na memória de quem os pedalar.

O The Castles Quest é um desafio estimulante. Sem ser uma competição – uma vez que não há classificações, vencedores ou vencidos – os participantes têm, ainda assim, de completar uma missão. O percurso a efetuar é percorrido ao ritmo de cada um mas, para o desafio ser completado com sucesso, os “cavaleiros” necessitam de passar por pontos pré-definidos nas 12 Aldeias Históricas de Portugal, tendo um limite máximo de tempo para o fazer.

Ao mesmo tempo, o The Castles Quest é um desafio a outros níveis. Ao conhecerem as Aldeias Históricas de Portugal em duas rodas, os participantes têm a oportunidade rara de se relacionarem e de imergirem na vida quotidiana das comunidades destes territórios, partilhando experiências e ouvindo estórias contadas na primeira pessoa. Será uma viagem seguramente enriquecedora.

Em relação às edições anteriores, este ano a grande novidade está relacionada com uma melhoria significativa do traçado e dos serviços disponíveis ao longo de todo o percurso. A sinalética da GR22 e das rotas circundantes foi aperfeiçoada, com o objetivo de dar a conhecer os vários percursos e pontos de interesse turístico nas 12 aldeias. Desta forma, os participantes do The Castles Quest vão poder usufruir ainda mais desta experiência única, descobrindo os mil e um encantos das Aldeias Históricas de Portugal e das suas envolvências naturais e paisagísticas.

O The Castles Quest é um evento que obedece a todos os requisitos internacionais de sustentabilidade, a nível da preservação da natureza e do património. Essa preocupação é, aliás, uma prioridade para a rede de Aldeias Históricas de Portugal, que tem procurado assegurar a sustentabilidade de todos os eventos que organiza. Recorde-se que as Aldeias Históricas de Portugal são o primeiro destino em rede a nível mundial e o primeiro destino nacional a receber a certificação BIOSPHERE© Destination. A organização pretende que o The Castles Quest receba igualmente o selo BIOSPHERE© Events, que certifica precisamente a sustentabilidade do evento.

Prova pode ser feita a solo ou em equipa
O The Castles Quest é uma aventura efetuada em total autossuficiência, que pode ser vivida a solo, ou em equipas, e que põe à prova a resistência e o sentido de orientação dos ciclistas. O desafio é percorrer centenas de quilómetros, numa filosofia de bikepacking, em locais de elevado interesse histórico, como são os territórios das Aldeias Históricas de Portugal. O percurso pode ser dividido, podendo cada elemento da equipa fazer uma parte do mesmo.

Há duas formas de enfrentar o desafio: uma aventura de oito dias, que começa no dia 14 de setembro e que tem como limite o final do dia 22 de setembro; e uma aventura mais curta, de quatro dias, entre 19 e 22 de setembro.

A aventura de oito dias é um percurso circular, de 560 quilómetros, que acompanha a GR22. Começa e termina na Aldeia Histórica de Sortelha e a missão dos participantes será “conquistar” as 12 Aldeias Históricas de Portugal. Depois de Sortelha, o percurso segue por Castelo Mendo, Almeida, Castelo Rodrigo, Marialva, Trancoso, Linhares da Beira, Piódão, Castelo Novo, Idanha-a-Velha, Monsanto e Belmonte, regressando a Sortelha.

Os participantes da aventura de quatro dias irão também pedalar pela GR22, durante cerca de 330 quilómetros. A partida e a chegada serão igualmente em Sortelha, passando os “cavaleiros” por outras cinco Aldeias Históricas de Portugal: Belmonte, Piódão, Castelo Novo, Idanha-a-Velha e Monsanto.

As diferentes possibilidades de dormida, refeição e serviços complementares serão disponibilizadas antecipadamente aos participantes, através do Adventure Guide. E, apesar de a aventura ter como conceito-base a autossuficiência, a organização disponibiliza ferramentas que permitirão realizá-la em segurança, inserida numa estrutura de acompanhamento.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas no website da iniciativa, em www.thecastlesquest.bike. A participação é gratuita, tendo os participantes de pagar apenas uma pequena caução, que será devolvida aquando da entrega do geolocalizador disponibilizado no dia da acreditação.

O The Castles Quest é uma iniciativa das Aldeias Históricas de Portugal, apoiada pelo Centro 2020, Portugal 2020 e Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

Sobre a Rede das Aldeias Históricas de Portugal
Perdidas entre montes e vales da verdejante paisagem do interior de Portugal, repletas de lendas e castelos, sabores e tradições, há 12 singelas aldeias onde apetece perdermo-nos, para nunca mais nos encontrarmos. Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso: as Aldeias Históricas de Portugal, um destino que são 12, são paraísos escondidos que nos levam numa viagem ao tempo de reis e rainhas, épicas e infinitas batalhas que escreveram a História como a conhecemos hoje. Viajar até às Aldeias Históricas de Portugal é, assim, descobrir a História de um país de temerários conquistadores, através das pedras das suas calçadas e das suas frondosas muralhas e castelos, orgulhosa e imponentemente erguidos. É, ainda, a garantia de momentos inesquecíveis de lazer, aventura e descoberta, temperados com os inigualáveis aromas e sabores da região, que compõem a sua típica gastronomia. No território das Aldeias Históricas de Portugal há um sem fim de trilhos para caminhadas e percursos de bicicleta e BTT – como a Grande Rota 22 (GR), a maior rota de Walking & Cycling em Portugal, com cerca de 600 km.

As Aldeias Históricas de Portugal são o primeiro destino em rede – à escala mundial –, e o primeiro destino nacional a receber a certificação BIOSPHERE DESTINATION.

CARLOS QUEIROZ SUPEROU FASQUIA DOS 100 TRIUNFOS AO SERVIÇO DE SELEÇÕES NACIONAIS

Carlos Queiroz: “Parabéns aos jogadores. A evolução do futebol iraniano é muito mais importante do que as minhas vitórias”

O Selecionador Nacional do Irão, Carlos Queiroz, comentou hoje o facto de ter superado a fasquia das 100 vitórias internacionais, ao serviço de Seleções Nacionais. Em conferência de Imprensa realizada em Teerão, antes da partida da equipa iraniana para o Qatar, onde na próxima terça-feira defronta a Venezuela em encontro particular de preparação para a Taça da Ásia (início a 5 de janeiro, nos Emirados Árabes Unidos), Carlos Queiroz foi colocado perante este registo, pela Imprensa local.

“É verdade, parece que ultrapassámos as 100 vitórias ao longo de mais de 180 jogos por diferentes seleções… Não tem sido um percurso fácil, trata-se de algo que me deixa certamente muito orgulhoso e feliz, mas mais importante para mim é referir a forma como estou muito grato ao Irão é à seleção iraniana, pela forma como me ajudaram a alcançar este registo na minha carreira. Este registo só me dá mais motivação e responsabilidade para melhorar todos os dias, para evoluirmos e para podermos alcançar os nossos objetivos na Taça da Ásia que está aí à porta”, afirmou Carlos Queiroz.

“A Taça da Ásia não será fácil, porque teremos grandes adversários, como a Coreia do Sul, Japão, Austrália, Arábia Saudita ou Qatar, mas, como já tive oportunidade de dizer, se sabemos as dificuldades que temos, também sabemos quem somos e o que queremos fazer. Mais importante do que qualquer registo, o que posso dizer é que vou colocar toda a minha experiência ao serviço do futebol iraniano, para que possamos alcançar um lugar de honra na Taça da Ásia”, prosseguiu, para depois terminar: “Em 2011, quando chegámos, parecia o fim do Mundo quando um dos jogadores mais importantes não podia representar seleção. Hoje temos uma equipa consistente, com outra profundidade de soluções em todos os sectores. Portanto, deixem-me virar a questão, para referir que a evolução do futebol iraniano é muito mais importante do que as minhas vitórias. Parabéns aos jogadores e ao futebol iraniano pela fantástica evolução operada nestes anos”.

Carlos Queiroz chegou ao comando da Seleção do Irão em 2011, quando já tinha acumulado 92 jogos no comando de Portugal (49), Emirados Árabes Unidos (19) e África do Sul (24). No Irão, o treinador português somou um total de 90 partidas (55 vitórias, 24 empates e 11 derrotas), qualificando o país para dois inéditos mundiais consecutivos (Brasil 2014 e Rússia 2018) e duas Taças da Ásia (Austrália 2015 e UAE 2019). A vitória número 100 foi alcançada no particular de 16 de outubro último, diante da Bolívia (2-1 em Teerão). Já a 15 de novembro chegou o triunfo 101, frente a Trinidad e Tobago, também em Teerão.

Descobrir 12 Aldeias Históricas em cima de uma bicicleta: um desafio único em Portugal!

– Participantes do The Castles Quest vão percorrer 600 quilómetros num tempo limite.

– Inscrições são gratuitas e terminam na próxima semana.

Já falta menos de uma semana para encerrarem as inscrições do The Castles Quest, um evento único no nosso país, que vai levar os participantes a conhecer as 12 Aldeias Históricas de Portugal a pedalar numa bicicleta.

Esta é a segunda edição da iniciativa, que se estreou em 2017. Para este ano, está garantido um maior número de participantes, que se aproximam já da centena – destacando-se a presença de uma dúzia de mulheres, dispostas a enfrentar os 600 quilómetros do desafio. Com idades entre os 20 e os 60 anos, o(a)s ciclistas são oriundo(a)s maioritariamente de Portugal, havendo também quem venha de Espanha, Brasil ou França.

Desafio: 600 quilómetros a pedalar

O The Castles Quest não é uma competição, uma vez que não há classificações nem pontuações, nem há vencedores ou derrotados. Mas há uma missão a cumprir: passar por pontos pré-definidos, nas 12 Aldeias Históricas de Portugal, num limite máximo de tempo. O percurso a efetuar é escolhido por cada participante e as inscrições são gratuitas.

O desafio pode ser realizado em duas vertentes: uma aventura mais longa, de oito dias e 600 quilómetros, e outra mais curta, de dois dias e 329 quilómetros. A primeira começa no dia 15 de setembro, com a receção e acreditação dos participantes. Neste dia, receberão documentação sobre o The Castles Quest e brindes dos parceiros, assistirão a um briefing da organização sobre a aventura que vão enfrentar, carregarão o GPS, receberão um geolocalizador e participarão numa festa-banquete de abertura. A verdadeira proeza começará no dia seguinte, quando os participantes partirem à conquista das Aldeias Históricas, à hora que cada um considerar mais oportuna, de acordo com o seu ritmo. Esta vertente mais longa tem de ser concluída até ao final do dia 23 de setembro. A aventura mais curta decorrerá entre 22 e 23 de setembro.

O The Castles Quest é um desafio particularmente estimulante e que perdura na memória dos participantes, uma vez que é uma aventura efetuada em total autossuficiência, vivida a solo ou em equipas de dois ou de quatro elementos. O participante está por sua conta, numa filosofia de bikepacking. O desafio é percorrer centenas de quilómetros, com total autonomia, em locais de elevado interesse histórico, como são os territórios onde estão inseridas as Aldeias Históricas de Portugal. A resistência e o sentido de orientação dos ciclistas irão ser postos à prova. A organização, no entanto, assegura assistência sempre que for solicitada pelos participantes, assim como disponibiliza as diferentes possibilidades de dormida, refeição e serviços complementares.

No programa de oito dias, o trajeto a realizar segue a GR22 – Grande Rota das Aldeias Históricas. É um percurso circular, de 600 quilómetros, que passa pelas Aldeias Históricas e que começa e termina em Linhares da Beira. Os ciclistas subirão um total acumulado de 13.398 metros. Os participantes da aventura de dois dias irão também pedalar pela GR22, durante 329 quilómetros. A partida e a chegada serão igualmente em Linhares da Beira.

As inscrições estão abertas até ao dia 10 de setembro e podem ser feitas no website da iniciativa, em www.thecastlesquest.bike.

Esta iniciativa é financiada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através, designadamente, dos programas Centro 2020 (Programa Operacional Regional do Centro), via Portugal 2020, e através do Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE).

Ciclistas vão “conquistar” as 12 Aldeias Históricas numa aventura sem igual em Portugal

  • The Castles Quest é um desafio em que os participantes, em BTT, têm de percorrer 600 quilómetros e as 12 Aldeias Históricas num tempo limite.
  • Inscrições para a edição de 2018 já estão abertas.

Data: 3 de julho de 2018

As bicicletas já estão a postos e as inscrições abertas para mais uma edição da grande aventura The Castles Quest. Um evento único, em Portugal, que leva os participantes a conhecer as 12 Aldeias Históricas de Portugal.

De 15 de setembro a 23 de setembro de 2018, os “cavaleiros” vão voltar a lançar-se à conquista de aldeias, castelos e fortalezas, depois do grande sucesso que constituiu a edição do ano passado. Em vez de cavalos, as montadas são bicicletas BTT, o que torna o The Castles Quest um desafio particularmente estimulante e que perdura na memória dos participantes.

Esta é uma aventura efetuada em total autossuficiência, que pode ser vivida a solo, ou em equipas de dois ou de quatro elementos. O participante está por sua conta e risco, numa filosofia de bikepacking. O desafio é percorrer centenas de quilómetros, com total autonomia, em locais de elevado interesse histórico, como são os territórios onde estão inseridas as Aldeias Históricas de Portugal. A resistência e o sentido de orientação dos ciclistas irão ser postos à prova.

O The Castles Quest não é uma competição, uma vez que não há classificações nem pontuações, nem há vencedores ou derrotados. No entanto, a missão tem de ser terminada num limite máximo de tempo.

O desafio pode ser realizado em duas modalidades: uma aventura de oito dias, que começa às 14h30 do dia 15 de setembro e que tem como limite o final do dia 23 de setembro; e uma aventura mais curta, de dois dias, entre 22 e 23 de setembro.

Na aventura de oito dias, o percurso a realizar segue a GR22 – Grande Rota das Aldeias Históricas. O percurso circular, de 600 quilómetros, começa e termina na Aldeia Histórica de Linhares da Beira e a missão dos participantes será “conquistar” as 12 Aldeias Históricas de Portugal – Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso. Os ciclistas subirão um total acumulado de 13.398 metros.

Os participantes da aventura de dois dias irão também pedalar pela GR22, durante 329 quilómetros. A partida e a chegada serão igualmente em Linhares da Beira.

Os participantes que conseguirem completar a missão, conquistando todas as tão desejadas Aldeias Históricas de Portugal, serão nomeados nobres “cavaleiros” do The Castles Quest, título certificado exclusivamente pelas Aldeias Históricas de Portugal, entidade promotora da iniciativa.

As diferentes possibilidades de dormida, refeição e serviços complementares serão disponibilizadas antecipadamente aos participantes, através do Adventure Guide. E, apesar de a aventura ter como conceito-base a autossuficiência, a organização assegura a assistência de segurança e técnica, sempre que for solicitada pelos participantes.

De salientar também que, além do desafio e da aventura, o The Castles Quest apresenta uma componente histórica extremamente rica – até porque os territórios atravessados oferecem uma monumentalidade sem igual. Nesse sentido, a organização irá surpreender os participantes com momentos inesperados, de forma a tornar este desafio verdadeiramente inesquecível.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas no website da iniciativa, em www.thecastlesquest.bike.

Esta é uma iniciativa das Aldeias Históricas de Portugal, apoiada pelo Centro 2020, Portugal 2020 e Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

Turismo Centro de Portugal congratula-se com distinções para a Nazaré nos “Óscares das Ondas”

  • Ondas da Praia do Norte voltarem a estar em destaque na gala anual da Liga Mundial de Surf.
  • Centro de Portugal é um destino de excelência internacional para a prática de surf.

O Turismo Centro de Portugal congratula-se com o grande destaque que a Nazaré continua a alcançar nos prémios anuais da Liga Mundial de Surf (WSL), os “Óscares das Ondas”.

Recorde-se que as ondas gigantes da Praia do Norte voltaram a estar em evidência na gala dos prestigiados “Big Wave Awards” da WSL, que distinguem os surfistas de ondas grandes.

Na cerimónia, que ocorreu na Califórnia, Estados Unidos, foi revelado que o recorde mundial da maior onda surfada, que pertencia a Garreth McNamara, foi batido no ano passado pelo brasileiro Rodrigo Koxa, com uma onda 24,38 metros de altura, surfada a 8 de novembro. Uma dimensão superior em 61 centímetros à onda que McNamara venceu em 2011. O local é que é o mesmo: a Praia da Norte, na Nazaré, Centro de Portugal. Na mesma categoria (“XXL Biggest Wave Award”), estavam nomeadas outras ondas surfadas no mesmo “spot”, pelo australiano Ross Clarke-Jones, pelo francês Benjamin Sanchis e pelo alemão Sebastian Steudtner.

O vídeo da onda surfada por Rodrigo Koxa pode ser visto aqui: https://www.youtube.com/watch?v=esV6ypDDoVA

A queda do ano (‘Wipe Out’), igualmente premiada, aconteceu também no mesmo local, e precisamente no mesmo dia 8 de novembro. O autor foi o britânico Andrew Cotton. Nesta categoria, o mexicano Owen Schultz estava também nomeado por uma queda na Nazaré.

A Praia do Norte estava nomeada este ano ainda em outras categorias. Na categoria “Ride of the Year” (“Melhor Onda”), recebeu nomeações com ondas do australiano Ross Clarke-Jones e do alemão Sebastian Steudtner. E na categoria “Paddle”, estava nomeada com uma onda do brasileiro Lucas Chianca. Um total de 9 nomeações, que voltam a colocar o Canhão da Nazaré como um destino único para o surf mundial.

Estes prémios e nomeações vêm consolidar a importância do Centro de Portugal como destino internacional de excelência para a prática de surf. Além das ondas gigantes da Nazaré, Peniche, que acolhe uma etapa do campeonato mundial, apresenta das ondas tubulares mais perfeitas que se podem encontrar e a Figueira da Foz oferece a onda direita mais comprida da Europa. Razões mais do que suficientes para se considerar a costa atlântica do Centro de Portugal como a melhor da Europa para a prática da modalidade.

Sobre o Turismo Centro de Portugal:
O Turismo Centro de Portugal é a entidade que estrutura e promove o turismo na Região Centro do país. Esta é a maior e mais diversificada área turística nacional, abrangendo 100 municípios, e tem registado um intenso crescimento da procura interna e externa. É a região a escolher para quem pretende experiências diversificadas, pois concilia locais Património da Humanidade com a melhor costa de surf da Europa, termas e spas idílicos, locais de culto de importância mundial e as mais belas aldeias.

Duster e Carlos Sousa com ambições para o Dakar 2018!

Com o número 315 nas portas do Duster, Carlos Sousa é uma das surpresas da edição 2018 do Dakar. Depois de dois anos afastado das competições, o português está de regresso ao mais duro rali do mundo, como um dos pilotos da equipa oficial Renault Duster Dakar Team. O almadense sonha com um resultado entre os dez primeiros, até em função do potencial revelado pelo Duster em edições anteriores, em que chegou a conquistar dois terceiros lugares em etapas. Vencedor do Dakar 2002 ao lado de Hiroshi Masuoka, o francês Pascal Maimon será o navegador de Carlos Sousa. O Dakar 2018 decorrerá entre os dias 6 e 20 de janeiro, com passagem pelo Peru, Bolívia e Argentina.

Pelo sexto ano consecutivo, dois Duster inscritos pela Renault Sport Argentina (a gama Dacia é comercializada neste país sob a marca Renault) estarão à partida do mais exigente e apaixonante rali do mundo: o Dakar. Equipados com um motor V8 da Aliança Renault-Nissan, com 390 cavalos de potência, os Duster querem ser uma das surpresas da prova, beneficiando da experiência e da rapidez dos dois pilotos da equipa: o português Carlos Sousa e o argentino Emiliano Spataro.

Para Carlos Sousa, a 18ª participação no Dakar será marcada por uma dupla estreia: a entrada no Renault Duster Dakar Team e a companhia do francês Pascal Maimon, navegador que, em 2002, cometeu a proeza de vencer o Dakar, ao lado do japonês Hiroshi Masuoka.

O telefonema surpresa

O piloto nacional admite que “estava longe de imaginar que estaria de regresso ao Dakar. Estava descansado em casa, quando recebi um telefonema com o honroso e irrecusável convite do Renault Duster Dakar Team. Apesar de estar sem correr há dois anos, a adrenalina subiu de imediato e, a verdade, é que não vejo a hora de me sentar aos comandos do Duster.”

Para os primeiros dias de dezembro está previsto um teste de preparação. “Uma sessão particularmente importante para mim”, reconhece Carlos Sousa. “Vou rodar, pela primeira vez, com o Duster e vou tentar recuperar o ritmo perdido em dois anos de ausência de competições. Um teste que está marcado para uma zona de deserto na Argentina.”

Como admite o piloto nacional, “a falta de ritmo é uma das minhas maiores preocupações, pois há dois anos que não me sento num automóvel de competição. Por isso mesmo, o teste vai ser importante, até para ficar a conhecer minimamente o Duster. Aliás, estou com bastante curiosidade em o pilotar, até pelo facto de, para mim, marcar o regresso aos carros equipados com motores a gasolina.”

Um navegador que já venceu o Dakar

Por outro lado, será também a primeira oportunidade para Carlos Sousa rodar com o francês Pascal Maimon, o navegador escolhido para este regresso ao Dakar. “Há vários anos que nos conhecemos, com algumas lutas em pista, mas com uma amizade que se foi cimentando. Meio a brincar íamos dizendo que, um dia, iríamos correr juntos. E assim que o meu nome surgiu na lista de inscritos provisória, o Pascal ligou logo a perguntar se era desta que íamos fazer dupla. O acordo ficou estabelecido no momento! É uma das referências da modalidade na arte da navegação. O seu palmarés diz tudo sobre a sua experiência e competência. Também é um especialista em mecânica, pelo que a escolha não podia ser mais certa.”

Mas Carlos Sousa tem bem presentes os condicionalismos com que vai estar à partida daquela que é a 40ª edição do Dakar: “Estou parado há dois anos, e vou estrear um carro e um novo navegador. Ou seja, é todo um mundo novo que me espera. No entanto, esta também não é uma situação totalmente nova para mim. Já estou habituado a este tipo de dificuldades, pelo que espero ultrapassar tudo isso o mais rápido possível. O teste que está previsto com a equipa também vai ser importante para atenuar tudo isso.”

Os condicionalismos e os objetivos

Nesse sentido, Carlos Sousa já definiu a estratégia: “Primeiro vou de me adaptar a tudo o que é novidade. Mas quero andar o mais rápido possível, nunca esquecendo que o Dakar ainda continua a ser uma prova maratona. É verdade que cada vez mais parece um vulgar rali face às lutas que se travam nos lugares cimeiros, mas a gestão do ritmo continua a ser essencial para a conquista de um bom resultado. E como a edição deste ano começa logo com vários dias no deserto, acredito que isso pode ser uma vantagem para mim. Aliás, acredito mesmo que, ao contrário dos outros anos, podemos chegar a meio da prova com vantagens significativas entre os pilotos da frente. Mas o Dakar é sempre fértil em surpresas, por isso, vamos ver o que nos reserva este ano.”

Quanto a objetivos desportivos, Carlos Sousa não esconde que “sonho com a conquista de um resultado nos dez primeiros. Tenho consciência que é uma expetativa muito elevada, tendo em conta a qualidade da lista de inscritos, mas eu acredito nessa possibilidade e na competitividade do Duster. Aliás, tenho bem presente na memória os top-3 conquistados em algumas etapas, resultados que só são possíveis de obter por um carro competitivo.”

Dois Duster ao ataque do Dakar

A equipa Renault Duster Dakar Team participará na 40ª edição do Dakar (10ª em território da América do Sul) com as duplas Carlos Sousa /Pascal Maimon e Emiliano Spataro/Santiago Hansen. Emiliano Spataro é o habitual piloto da formação e está com o projeto desde o ano de estreia, em 2012. O argentino, em 2014, conquistou o melhor resultado para a equipa no Dakar: 4º lugar da classe, a que correspondeu a 14ª posição à geral.

Em 2017, o Duster chegou ao final do Dakar pela quinta vez consecutiva e, apesar dos percalços, terminou num positivo 22º lugar. Para 2018, há o sonho da conquista de um lugar no top 10. Recorde-se que o Duster já terminou duas etapas do Dakar no Top3!

Expetativas altas, mas que vêm na sequência da experiência acumulada nas cinco anteriores edições do Dakar e no Campeonato Sul Americano de Cross Country, competição onde a equipa tem conquistado excelentes resultados, como a vitória deste ano no Destino Ruta 40 Sur.

Apesar de ser desenvolvido pela filial argentina da marca, o projeto tem beneficiado do apoio e acompanhamento da “casa mãe” Renault Sport Racing, a divisão desportiva do Grupo Renault.

Carlos Sousa: O “Senhor” Dakar!

Unanimemente reconhecido como o mais bem-sucedido piloto português da história da modalidade e um dos nomes consagrados do todo-o-terreno a nível mundial, Carlos Sousa iniciou-se na competição automóvel em 1989, ao volante de um UMM. A partir daí, trilhou um caminho de sucesso sem paralelo na disciplina…

Com um palmarés invejável no Campeonato português, onde ostenta 10 títulos nacionais, quatro deles absolutos, a que soma ainda 21 vitórias à geral, a carreira de Carlos Sousa teve o mérito de nunca se esgotar em território nacional.

Com efeito, é no plano internacional que as conquistas de Carlos Sousa atingem um outro patamar de notoriedade e mediatismo. Foi não só o primeiro piloto português a vencer uma prova pontuável para a Taça do Mundo, como também o primeiro – e até agora único – a garantir um título mundial, duas taças europeias e um troféu ibérico.

Porém, foram as sucessivas participações no Rali Dakar a conferirem-lhe, em definitivo, o atual estatuto desportivo e a enorme popularidade que conquistou junto do público português e internacional.

Desde a sua estreia em 1996, Carlos Sousa conta já 17 participações no maior e mais mediático rali do mundo, exibindo como melhor resultado um 4º lugar alcançado em 2003.

Sublinhando a sua enorme consistência, Carlos Sousa soma qualquer coisa como 11 presenças no top-10 da classificação geral. Ao 4º lugar de 2003, o piloto junta ainda dois quintos lugares (2001 e 2002), três sextos (2010, 2012 e 2013), três sétimos (2005, 2006 e 2007), um oitavo (2015) e um décimo em 1997, além de sete vitórias em etapas.

Números que o confirmam como um dos melhores e mais respeitados pilotos mundiais de todo-o-terreno.

O convite da Renault Duster Dakar Team é o reconhecimento disso mesmo, porque apesar de Carlos Sousa não competir desde janeiro 2016, a equipa aposta na sua rapidez e experiência para o sonho da conquista de um resultado entre os dez primeiros.

O Duster Dakar

Pelo sexto ano consecutivo, dois Duster inscritos pela Renault Argentina (a gama Dacia é comercializada neste país sob a marca Renault) estarão à partida do mais exigente e apaixonante rali do mundo: o Dakar. Equipados com um motor V8 da Aliança Renault-Nissan, com 390 cavalos de potência, os Duster querem surpreender com resultados entre os 10 primeiros em algumas etapas.

O Renault Duster Dakar Team é constituído pelas duplas Carlos Sousa/Pascal Maimon e Emiliano Spataro/Santiago Hansen. O português estreia-se na equipa, enquanto o piloto argentino é o totalista da formação, tendo conquistado aquele que até hoje foi o melhor resultado do projeto no Dakar: na edição 2014, 4º lugar da classe, a que correspondeu a 14ª posição à geral.

O Duster Dakar é equipado com o motor V8 VK56 da Aliança Renault-Nissan. Um bloco com 5.450cc de cilindrada, 390 cavalos de potência e 45 Kgm de torque.

Na sequência da experiência acumulada desde 2013, o Duster Dakar apresenta-se à partida da edição 2018 com importantes desenvolvimentos técnicos na suspensão traseira, mas também na refrigeração do sistema de travões.

O português Carlos Sousa vai participar com a unidade com que Emiliano Spataro participou na edição 2017 do Dakar. Uma viatura com poucos quilómetros, uma vez que o argentino desistiu logo na terceira etapa, com problemas na suspensão traseira, na sequência da passagem num salto mais pronunciado.

Em 2017, o Duster logrou chegar ao final do Dakar pela quinta vez consecutiva e, apesar dos percalços, terminou num positivo 22º lugar. Os objetivos para 2018 são mais ambiciosos e passam pela conquista de um lugar no top 10. Recorde-se que o Duster já terminou duas etapas do Dakar no Top3!

Expetativas altas, mas que vêm na sequência da experiência acumulada nas cinco anteriores edições do Dakar e no Campeonato Sul Americano de Cross Country, competição onde a equipa tem conquistado alguns excelentes resultados, como a vitória no Desafio Ruta 40 Sur.

A exemplo do ano passado, o projeto conta com o apoio e o acompanhamento da Renault Sport Technologies, a divisão desportiva da marca do Grupo Renault.

A edição deste ano do Dakar disputa-se no Peru, Bolívia e Argentina, entre os dias 6 e 20 de janeiro.

 

Características técnicas do Duster versão Dakar’2018

Motor

V8 VK-56. Desenvolvimento, preparação e homologação a cargo da Aliança Renault-Nissan.

Potência estimada 390 CV / 45 Kgm de torque.

Caixa de velocidades

SADEV de 6 relações sequencial. Diferencial central autoblocante com bloqueio.

Diferenciais

Com autoblocante de rampa e multidisco Heavy Duty F9 em alumínio e magnésio.

Amortecedores

Reiger. Suspensão dianteira de duplo trapézio construída em liga de aço, níquel e molibdénio. Suspensão traseira com sistema independente de paralelogramo deformável.

Travões

Discos Power Brake refrigerados a água. Caliper Power Brake de 6 pistões.

 

Quem é Carlos Sousa

Unanimemente reconhecido como o mais bem-sucedido piloto português da história da modalidade e um dos nomes consagrados do todo-o-terreno a nível mundial, Carlos Sousa iniciou-se na competição automóvel em 1989, ao volante de um UMM. A partir daí, trilhou um caminho de sucesso sem paralelo na disciplina…

Com um palmarés invejável no Campeonato português, onde ostenta 10 títulos nacionais, quatro deles absolutos, a que soma ainda 21 vitórias à geral, a carreira de Carlos Sousa teve o mérito de nunca se esgotar em território nacional.

Com efeito, é no plano internacional que as conquistas de Carlos Sousa atingem um outro patamar de notoriedade e mediatismo. Foi não só o primeiro piloto português a vencer uma prova pontuável para a Taça do Mundo, como também o primeiro – e até agora único – a garantir um título mundial, duas taças europeias e um troféu ibérico.

Porém, foram as sucessivas participações no Rali Dakar a conferirem-lhe, em definitivo, o atual estatuto desportivo e a enorme popularidade que conquistou junto do público português e internacional.

Desde a sua estreia em 1996, Carlos Sousa conta já 17 participações no maior e mais mediático rali do mundo, exibindo como melhor resultado um 4º lugar alcançado em 2003.

Sublinhando a sua enorme consistência, Carlos Sousa soma qualquer coisa como 11 presenças no top-10 da classificação geral. Ao 4º lugar de 2003, o piloto junta ainda dois quintos lugares (2001 e 2002), três sextos (2010, 2012 e 2013), três sétimos (2005, 2006 e 2007), um oitavo (2015) e um décimo em 1997, além de sete vitórias em etapas.

Números que o confirmam como um dos melhores e mais respeitados pilotos mundiais de todo-o-terreno.

O convite da Renault Duster Dakar Team é o reconhecimento disso mesmo, porque apesar de Carlos Sousa não competir desde janeiro 2016, a equipa aposta na sua rapidez e experiência para o sonho da conquista de um resultado entre os dez primeiros.

PALMARÉS

2016

Desistência no Bolívia-Argentina Dakar

2015

8º lugar no Argentina-Chile-Bolívia Dakar

2014

Desistência no Argentina-Bolívia-Chile Dakar

Vencedor da 1ª etapa

2013

6º lugar no Peru-Argentina-Chile Dakar

2012

6º lugar no Argentina-Chile-Peru Dakar

2011                

Campeonato Nacional de TT

2º lugar no Ervideira Rali TT

2º lugar na Baja CARMIM

2010                

6º lugar no Argentina-Chile Dakar

(melhor piloto privado e 1º carro a gasolina)

2009                

Campeonato Nacional de TT – 4º da geral

Vencedor do Ervideira Rali TT

Vencedor da Baja TT Serras do Norte

Vencedor da Baja Terras d’el Rei

2008                

5º lugar no Rali da Europa Central – Dakar Series

2007                

7º no Rali Lisboa-Dakar (vencedor da 1ª etapa)

3º lugar no Rali Transibérico

4º lugar no Rali de Marrocos

2006                

7º lugar no Rali Lisboa-Dakar – Melhor piloto privado

2º lugar na Baja Espanha Aragon

5º lugar no UAE Desert Challenge

2005                

7º lugar no Rali Telefónica-Dakar – Melhor piloto privado

11º lugar na Baja Portalegre 500

2004                

Vencedor da Taça da Europa FIA de Bajas

Vencedor da Baja Espanha Aragon

Vencedor da Baja Portugal 1000

Vencedor da Baja Itália

3º lugar no Rali de Marrocos

2º lugar na Baja Anta da Serra 500 Portalegre (1º Português)

2003                

Vencedor da Taça do Mundo FIA de TT

Vencedor da Taça da Europa FIA de Bajas
Vencedor da Baja Portugal 1000

Vencedor da Baja Grécia

Vencedor do Rally do Oriente Cappadoce

2º lugar no Rally de Marrocos

2º lugar no Rally Argentina Por Las Pampas

3º lugar na Baja Itália

4º lugar no UAE Desert Challenge

4º lugar no Rali Telefónica-Dakar

2002                

Campeão Nacional Absoluto de TT

Campeão Ibérico de TT

24º lugar no UAE Desert Challenge

Vencedor do Rali TT Casa do Pessoal da RTP

Vencedor da Baja Portugal 1000

Vencedor da Baja Optiroc/Serra de Monchique

Vencedor do Rali TT Serras do Norte

2º lugar na Baja Espanha Aragon

5º lugar no Rali Arras-Madrid-Dakar

2001                

Campeão Nacional Absoluto de TT

Vencedor do Troféu Ibérico de TT

Taça do Mundo FIA de TT – 3º da geral

Vencedor da Baja Portugal 1000

Vencedor da Baja Espanha Aragon

Vencedor da Baja Terras d’el Rei

Vencedor do Rali TT Casa do Pessoal da RTP

Vencedor do Rali TT Montes Alentejanos

2º lugar na Baja Espanha Aragon

2º lugar na Baja Portalegre 500

2º lugar no Rali TT Esporão Vindimas

2º lugar Rali TT Segafredo Zanetti

5º lugar no Rali Paris-Dakar (vencedor da 16ª e 19ª etapas)

2000                

Vice-Campeão Nacional Absoluto de TT

Vencedor da Baja Portugal 1000

Vencedor do Rali TT Esporão Vindimas

Vencedor da 1ª e 6ª Etapas do Rali Dakar

1999    

Campeão Nacional Absoluto de TT

Estreia da Mitsubishi Strakar
Vencedor do Rali TT Terras d’el Rei

Vencedor do Rali TT Casa do Pessoal da RTP

Vencedor da Baja 1000 (1ª vitória portuguesa na Taça do Mundo de TT)

Vencedor do Rali TT Montes Alentejanos

1998                

Campeão Nacional de T3

Vencedor do Rali TT Esporão Vindimas

17º lugar no Rali Granada Dakar

1997                

Vencedor da Categoria T1 no Rali Dakar-Dakar (10º geral)

Época nacional dedicada ao desenvolvimento da Mitsubishi Strada

Vencedor do Rali TT Esporão Vindimas

1996                

Campeão Nacional de T1 e Vice-Campeão Nacional Absoluto

12º no Rali Granada-Dakar – 3º na categoria T1 (Estreia na prova)

1º T1 no Raid Transalgarve (4º geral)

1º T1 na Baja Portugal 1000 (5º geral)

1º T1 no Rali TT Casa do pessoal da RTP

1º T1 no Rali TT Esporão Vindimas

1995                

Campeão Nacional Absoluto de TT e de T1

1º T1 no Rally Montes de Cuenca (Espanha)

1º T1 no Rali TT Casa do Pessoal RTP

1º T1 no Rali TT Lameirinho/Serras do Norte

1º T1 na Baja Nicola 1000 (7º geral e 2º português)

3º lugar no Rali TT Esporão Vindimas

1994

Piloto oficial do Team Mitsubishi Galp

Campeonato Nacional de TT – 3º da geral

Vice-Campeão Nacional de T2

Vencedor do Rali TT Casa do Pessoal da RTP

5º lugar na Baja Nicola 1000

1993                

Entrada no Team SOV

Vencedor do Raid TT à Neve (1ª vitória absoluta da carreira)

1992                

Vencedor do Troféu UMM

1º T1 no Rali TT Montes de Fafe

1º T1 no Rali TT Casa do Pessoal da RTP

1º T1 no Rali TT Esporão Vindimas

1º T1 na Baja Portugal 1000

1º T1 na Baja Portalegre 500

1991                

Vencedor do Troféu Nacional de TT

Troféu UMM – 3º da geral

1990                

Primeira época completa no Todo-o-Terreno

Troféu Nacional de TT – 3º da geral

1º UMM na Baja Portalegre 500

1989                

Início da carreira desportiva

Estreia no Troféu UMM

1988

Baja Portalegre 500 – 1ª participação

 

Pascal Maimon (navegador)

Vencedor da edição 2002 do Dakar, ao lado do japonês Hiroshi Masuoka, Pascal Maimon nasceu a 17 de março de 1960. Vive, atualmente, em França e é casado, tendo três filhos. É uma das mais figuras mais experientes no mundo das provas de Off Road e trabalhou como navegador e como organizador de diversos eventos à volta do globo.

Pascal iniciou a carreira no desporto motorizado, entre 1978 e 1981, ajudando a desenvolver protótipos da Citroën para o Campeonato do Mundo de Ralis, em Velizy, perto de Paris.

Participou no Dakar, pela primeira vez, com Jacques Houssat, num camião de assistência, iniciando aí uma longa associação com as provas africanas que se tornaram clássicas.

Depois de resultados sem grande expressão com Houssat e Gerard Boin, juntou-se a Bruno Saby e com ele fez dupla no Rally Paris-Cape Town, em 1992, passando depois a navegar outros pilotos de renome como os espanhóis Miguel Prieto e Marc Blasquez, o sul-africano Giniel de Villiers e o piloto dos Emirados Árabes Unidos, Khalifa Al-Mutawei. Mas o ponto alto da sua carreira foi ganhar o Dakar, com a Mitsubishi, ao lado do japonês Hiroshi Masuoka, ao volante de um Mitsubishi, em 2002.

Pascal interrompeu a sua ligação com Masuoka durante três anos, mas retomou-a para conquistar o terceiro lugar no Rally da Tunísia de 2005, tornando-se, por essa altura, o habitual navegador do piloto japonês, com que voltou aos bons resultados em 2007, quando conquistou um quinto lugar no Dakar.

Entre 2009 e 2017, a carreira de Maimon contabiliza sete participações no Dakar, ao lado de pilotos tão distintos como Masuoka, Orlando Terranova, Zhou Yong, Gunter Huzink, Christian Lavieille e Khalid Al Qassimi, sentando-se na bacquet de navegador de carros oficiais ou privados da Mitsubishi, MINI, Ford, Toyota ou Peugeot. O 6º lugar conseguido com Lavieille (Toyota), em 2015, foi, nos últimos anos, o seu melhor resultado no Dakar.

No total e na mais importante prova-maratona do Mundo, Pascal Maimon contabiliza 19 participações, o que significa que, quando se sentar ao lado de Carlos Sousa, estará a cumprir o seu 20º Dakar e a colocar ao serviço da equipa, milhares de quilómetros de experiência.

Currículo desportivo

1984/1990: Membro da equipa de desenvolvimento da Peugeot para o Dakar e programa de Rally Raids

1985: Rally do Quénia com Pierre Pagani (Peugeot 205 T16)

1987: Participação no Rally Dakar como membro da equipa de assistência Peugeot, com Jacques Houssat

1988: 21º no Rally Dakar com Gerard Boin (Peugeot)

1989: 16º no Rally Pharaohs com Jacques Houssat (Peugeot) e 16º no Rally Dakar com Jacques Houssat (Peugeot)

1990: Participação Rally Dakar com Gerard Boin (P4)

1992: 27º no Rally Dakar com Bruno Saby (Mitsubishi)

1993/1997: “Batedor” no Rally Atlas para a Mitsubishi; Colaboração com a TSO na elaboração de Road Books de provas e planificação de estradas

2000: Participação em diversas Bajas com Hiroshi Masuoka (Mitsubishi) e Rally Dakar-Cairo com Miguel Prieto (Mitsubishi)

2001: 2º no Rally Paris-Dakar com Hiroshi Masuoka (Mitsubishi)

2002: 1º no Rally Paris-Dakar com Hiroshi Masuoka (Mitsubishi) e participação no Rally Tunísia com Bruno Saby (Ford Ranger)

2003: 5º Rally Dakar com Giniel de Villiers (Nissan); participação na Baja Itália e Desert Challenge com Khalifa Al-Mutawei e participação no Rally Tunísia e Baja Portugal, Baja Espanha com Marc Blasquez

2004: Participação no Rally Dakar com Yves Loubet e Rally Tunísia com Kenjiro Shinozuka (Nissan)

2005: 3º Rally Tunísia e participação no Rally Dakar com Kenjiro Shinozuka (Nissan)

2006: 7º UAE Desert Challenge e participação no Rally Tunísia e Rally Marrocos.

2007: 5º Dakar, com Hiroshi Masuoka

2009: Participação no Rally Dakar com Hiroshi Masuoka (Mitsubishi)

2010: Participação no Rally Dakar com Orlando Terranova (MINI)

2012: 20º Rally Dakar com Zhou Yong (MINI)

2013: 19º Rally Dakar com Zhou Yong (MINI)

2014: Participação no Rally Dakar com Gunter Huzink (Ford)

2015: 6º Rally Dakar com Christian Lavieille (Toyota)

2017: Participação no Rally Dakar com Khalid Al Qassimi (Peugeot)

 

Participações no Dakar

2017: Abandono (co-piloto de Al Qassimi em Peugeot)

2015: 6º (co-piloto de Lavieille em Toyota)

2014: Abandono (co-piloto de Huzink em Ford)

2013: 19º (co-piloto de Zhou Yong em MINI)

2012: 20º (co-piloto de Zhou Yong em MINI)

2010: Abandono (co-piloto de Terranova em MINI)

2009: Abandono (co-piloto de Masuoka em Mitsubishi)

2007: 5º (co-piloto de Masuoka em Mitsubishi)

2006: Abandono (co-piloto de Masuoka em Mitsubishi)

2005: Abandono (co-piloto de Shinozuka em Nissan)

2004: Abandono (co-piloto de Loubet em Nissan)

2003: 5º (co-piloto de De Villiers em Nissan)

2002: 1º (co-piloto de Masuoka em Mitsubishi)

2001: 2º (co-piloto de Masuoka em Mitsubishi)

2000: Abandono (co-piloto de Prieto em Mitsubishi)

1992: 27º (co-piloto de Saby em Mitsubishi)

1990: Abandono (co-piloto de Boin em Peugeot)

1989: 16º (co-piloto de Houssat em Peugeot)

1988: 28º (co-piloto de Boin em Peugeot)

 

Dakar: Desafio do limite!

“Um desafio para os que partem. Um sonho para os que ficam”! Palavras sábias e imortalizadas por Thierry Sabine que, um dia, foi salvo “in extremis” das tórridas areias do deserto da Líbia, depois de se ter perdido no Rallye Abidjan-Nice. A aterradora experiência que teria servido de “lição de vida” para o comum dos mortais, teve o efeito contrário no “Pai do Dakar”: instigou-lhe a imaginação, desafiou-lhe o espírito, estimulou-lhe a perseverança.

Em 1979, Sabine apresentava ao mundo um repto sem igual: o Rally Paris-Dakar! Uma prova-maratona, com paisagens únicas, que ligavam a Europa a África, capaz de desafiar os limites humanos e das máquinas que nele participam. O sucesso foi imediato!

Durante 29 anos, a mais desafiante prova automobilística do Mundo tornou-se a aventura de uma vida para muitos participantes de moto, quad, auto ou camião, descobriu talentos, fez despertar estrelas, fabricou heróis, colecionando momentos únicos que ajudaram o continente africano a ter uma visibilidade difícil de igualar, antes de, em 2009, dar uma volta de 180⁰ e rumar à América do Sul. Com a mudança de continente vieram novas descobertas e desafios, o calor do público sul-americano e maior segurança, mas o espírito Dakar, esse, manteve-se inalterado.

Passados 40 anos, o “Dakar” escreveu milhares de “estórias”, de sobrevivência e de glória, de suor e lágrimas, de coragem e de medo, de tenacidade e resignação. Mas, sobretudo, deixou uma marca viva em todos os que nele participaram ou simplesmente com ele conviveram. E essa é, porventura, a sua maior herança…

O Dakar de 2018

A 40ª edição do Rally Dakar terá lugar entre 6 e 20 de janeiro, percorrendo, pela 10ª vez consecutiva a América do Sul. Para comemorar uma edição épica, a organização da ASO (Amaury Sport Organisation) preparou uma prova que atravessará três países: Argentina, Bolívia e Peru (país a que regressa depois de uma ausência de cinco anos), ao longo de 14 etapas e 15 dias (um para descanso), num total de 8793 km, 4329 dos quais disputados ao cronómetro (para os autos).

Explorando setores desconhecidos, mas também propondo o tradicional e muito exigente desafio da condução na areia de deserto (sete etapas disputadas em dunas) e da condução em altitude, o Dakar 2018 promete ser dos mais seletivos dos últimos anos, iniciando-se no Peru (com seis etapas), atravessando a Bolívia (durante quatro etapas) e terminando na Argentina (com mais seis etapas).

Etapa a Etapa

Sábado, 6 de janeiro/1ª Etapa (Lima/Pisco) – 272 km (SS: 31 km)

Arrancando do Perú, o Dakar serve logo na etapa de abertura um dos seus “pratos fortes”: a areia. Com uma distância seletiva relativamente curta, será a primeira prova de fogo para os especialistas deste tipo de pista e o primeiro desafio para os restantes concorrentes. A descida, antes de chegar à margem de um lago, poderá fazer a diferença, devido à delicadeza de condução que exigirá.

Domingo, 7 de janeiro/2ª Etapa (Pisco/Pisco) – 278 km (SS: 267 km)

A etapa preparada para Pisco pela ASO inclui 90% de pistas, revelando-se, desde logo, um excelente exercício de navegação que colocará à prova a capacidades dos navegadores. O facto de os carros arrancarem antes das motos criará dificuldades acrescidas às equipas, que enfrentam, apesar de tudo, poucos riscos de se perderem, mas muitos de não conseguirem ser rápidas nos “canyons” dos primeiros 40 km da especial e nas dunas seguintes.

Segunda-feira, 8 de janeiro/3ª Etapa (Pisco/San Juan de Marcona) – 502 km (SS: 295 km)

É aqui que o Dakar deverá começar a “aquecer”. Os principais desafios do dia encontrar-se-ão fora de pista, num “chott”, mas também no coração dos “canyons”. Se para os mais experientes será apenas mais uma etapa, para os estreantes será um duro teste de nervos.

Terça-feira, 9 de janeiro/4ª Etapa (San Juan de Marcona/San Juan de Marcona) – 444 km (SS: 330 km)

Após uma sessão de velocidade ao sprint na praia, propícia para o desenrolar da aventura lançada com quatro carros a par, os concorrentes encontrarão cerca de 100 km de dunas de todos os tamanhos, o que poderá aumentar grandemente as diferenças no cronómetro final, sobretudo para quem tiver dificuldade em encontrar o último “canyon”.

Quarta-feira, 10 de janeiro/5ª Etapa (San Juan de Marcona/Arequipa) – 932 km (SS: 267 km)

Esta etapa marcará a divisão entre motos/quads e autos/camiões, que terão parte do percurso diferente. As equipas pisarão a areia de Tanaca, tendo que ultrapassar uma seletiva montanha de dunas com cerca de 30 km. A ligação até Aerequipa será longa e são previsíveis atrasos na chegada ao bivouac.

Quinta-feira, 11 de janeiro/6ª Etapa (Arequipa/La Paz) – 758 km (SS: 313 km)

O Dakar troca o Peru pela Bolívia e com a troca vêm novos desafios. O deserto dá lugar à montanha e as pistas tornam-se mais rápidas. A partida para o segundo sector cronometrado far-se-á nas margens do Lago Titicaca e com a entrada no Altiplano boliviano e a navegação a 2500 metros acima do mar aparecem as primeiras dificuldades com a altitude.

Sexta-feira, 12 de janeiro

Jornada de descanso em La Paz.

Sábado, 13 de janeiro/7ª Etapa (La Paz/Uyuni) – 726 km (SS: 425 km)

Cruzando a fronteira e nesta etapa pilotos e navegadores mudam o “chip”, passando a ter que conviver secções diárias mais longas e trilhos de velocidade mais abundantes, com as dunas a desaparecerem da paisagem. Nesta etapa-maratona, terão que gerir o ritmo, pois qualquer passo em falso pode levar ao abandono, uma vez que não haverá assistência no final.

Domingo, 14 de janeiro/8ª Etapa (Uyuni/Tupiza) – 584 km (SS: 498 km)

A segunda parte da etapa-maratona é também a que dispõe da especial cronometrada mais longa de todo o rali. Não fosse isso um desafio já de si complexo e as equipas ainda terão que enfrentar mais um duro teste nas dunas, desta feita, a 3500 metros de altitude. Se há etapa seletiva onde se poderá começar a preconizar o nome do vencedor é esta.

Segunda-feira, 15 de janeiro/9ª Etapa (Tupiza/Salta) – 754 km (SS: 242 km)

A entrada em território argentino será marcada por uma das etapas que terá a média mais alta do rali, apesar de algumas zonas sinuosas. A confiança na navegação, aliada à ausência de erros, deverá dar frutos nesta etapa.

Terça-feira, 16 de janeiro/10ª Etapa (Salta/Belén) – 795 km (SS: 372 km)

As dunas estão de regresso e logo num vasto planalto arenoso desconhecido das equipas, que, durante a etapa e, pela primeira vez, poderão contar com ajuda da assistência, mas sem que o relógio pare! A parte final da etapa mais parecerá um concurso de navegação no cruzamento onde é proibido falhar!

Quarta-feira, 17 de janeiro/11ª Etapa (Belén/Chilecito) – 746 km (SS: 280 km)

Se o calor apertar, tornando a areia mais macia, será certamente uma das etapas mais delicadas da Argentina. Tal como em 2016, os tempos finais da etapa definirão a ordem de partida seguinte dos 25 mais rápidos, combinando motos, carros e camiões.

Quinta-feira, 18 de janeiro/12ª Etapa (Chilecito/San Juan) – 791 km (SS: 522 km)

Numa etapa onde a boa navegação fará a diferença, as equipas terão que estar, mais do que nunca, atentas ao road-book, sem, claro, perderem o foco da rapidez.

Sexta-feira, 19 de janeiro/13ª Etapa (San Juan/Córdoba) – 927 km (SS: 368 km)

As “hostilidades” começam com as dunas de San Juan e não terminam antes de atingirem o famoso “fesh-fesh”. Quem conhecer as pistas argentinas do Mundial de Ralis estará à vontade nalgumas partes, onde haverá mais a perder do que a ganhar.

Sábado, 20 de janeiro/14ª Etapa (Córdoba/Córdoba) – 284 km (SS: 119 km)

A derradeira etapa do Dakar 2018 não será um “passeio no parque”, sobretudo, se se estiver a lutar por uma posição de destaque. Cerca de 30 passagens de ribeiros requererão um elevado e último esforço de concentração que poderá terminar em glória ou em desilusão.

 

 

 

Sari Ohhara vence Bodyboard Girls Experience e Joana Schenker adia sonho do título mundial para a Nazaré

  • JAPONESA BATEU A BRASILEIRA NEYMARA CARVALHO NA FINAL

 

A japonesa Sari Ohhara venceu, hoje, na Fajã da Areia (Sao Vicente – Madeira), o Bodyboard Girls Experience powered by Buondi, sexta e antepenúltima etapa do circuito mundial de bodyboard da APB  (Association of Professional Bodyboarders).

Sari Ohhara bateu na final a brasileira Neymara Carvalho, detentora de cinco títulos mundiais e vencedora desta prova em 2016, depois de um desempenho irrepreensível nos dois dias de competição.

Com este desfecho, a portuguesa Joana Schenker, que perdeu nas meias-finais com Neymara Carvalho, vê adiada a hipótese de concretizar o sonho do título mundial. Pelo menos, até à Nazaré, onde se realiza próxima prova do calendário feminino da APB, o Nazaré Pro, de 3 a 11 de Outubro. Recorde-se que, ontem, a algarvia sagrou-se campeã da Europa, uma vez que a prova madeirense também contou para o europeu da modalidade.

A algarvia até começou o dia da melhor maneira possível, a vencer uma bateria “da morte” com três campeãs do Mundo: Neymara Carvalho (5 títulos mundiais), Alexandra Rinder (dois títulos mundiais) e Isabela Sousa (quatro títulos mundiais), com a vantagem de ter, assim, eliminado Rinder e Isabela.

Schenker, de 29 anos, viria depois a ceder perante a veterana (41 anos) Neymara Carvalho logo na ronda seguinte, mas aceitou a eliminação no BBGE de forma positiva, preservando o optimismo para a etapa nazarena ou, em último caso, para as Canárias, mais especificamente para La Guancha, onde decorre, entre 14 e 28 de Outubro, a derradeira etapa do circuito mundial feminino:

“O objectivo desta prova foi atingido ontem, com o título europeu. O outro, que era aumentar a minha distância pontual para a Alexandra [Rinder] e a Isabela [Sousa] também foi alcançado, pois acabei por substituir um 9º lugar por um 3º lugar nas contas do ‘ranking’ [são contabilizados os três melhores resultados do ano].”

Acerca da decisiva meia-final com Neymara Carvalho, a bodyboarder de Vila do Bispo explicou:

“Cometi um erro táctico ao deixá-la ir numa onda em que tinha prioridade e que foi, precisamente, a onda em que ela conseguiu o ‘score’ que lhe deu a vitória, mas são coisas que acontecem. Na bateria anterior fiz as melhores ondas da bateria fora da prioridade, porque elas me deixaram ir, por isso, faz parte.”

E para a Nazaré as expectativas são as melhores:

“Gosto da Nazaré, costumo dar-me bem ali, estou motivada, a sentir-me bem. Já atingi até mais do que esperava este ano, por isso, tudo o que vier além disto é bom.”

O triunfo de Sari Ohhara e as contas do título

Entretanto, a japonesa Sari Ohhara, vencedora da etapa, manifestou-se visivelmente eufórica, embora minimizando o impacto deste resultado nas contas do título. Afinal, após a vitória de Schenker na etapa de Sintra, a mais valiosa do circuito, apenas Alexandra Rinder e Isabela Sousa têm hipóteses de se sagrarem campeãs. A espanhola de ascendência austríaca terá de vencer uma etapa e, pelo menos, chegar à final noutra; a brasileira terá de vencer as duas etapas que faltam, Nazaré e Canárias.

“Estou muito feliz com esta vitória”, começou por dizer Sari Ohhara, acrescentando: “Adorei tudo nesta prova e nesta ilha. A vitória foi apenas a melhor maneira de encerrar a semana. Não penso muito no ‘ranking’, simplesmente fiquei muito satisfeita com as boas ondas que surfei e diverti-me muito. Isso é o principal.”

O Bodyboard Girls Experience é uma iniciativa de Carina Carvalho (10 vezes campeã regional na Madeira ). É organizado pela A.S.R.A.M. (Associação de Surf da Região Autónoma da Madeira) em parceria com o Ludens Clube Machico e conta com os apoios da Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura, da Direção Regional da Juventude e do Desporto, da Câmara Municipal de São Vicente e de Machico, tendo como parceiro institucional a Federação Europeia de Surf (FES) e a APB.

Mais info em:

www.apbtour.com

www.facebook.com/BodyboardGirlsExperience/

Joana Schenker sagra-se tetracampeã da Europa e pode ser campeã do Mundo já amanhã

  • BODYBOARD GIRLS EXPERIENCE INTEGRA CIRCUITOS EUROPEU E MUNDIAL

 

Joana Schenker conquistou, hoje, no Bodyboard Girls Experience powered by Buondi (que decorre até amanhã na Fajã da Areia, São Vicente, Madeira) , o quarto título europeu consecutivo e pode, amanhã, conquistar o primeiro título do circuito mundial APB (Association of Professional Bodyboarders).

A bodyboarder algarvia qualificou-se para as meias-finais do evento madeirense que contabiliza pontos para os circuitos europeu (European Surfing Federation Bodyboard Tour) e para o circuito mundial APB, mas foi a surpreendente eliminação da concorrente directa à coroa europeia, Teresa Almeida, nos quartos de final, que selou o “tetra” europeu.

“Sinceramente, pensava que tinha de levar a decisão do Europeu bem mais longe do que aconteceu, mas a competição é mesmo assim. Já vi isto acontecer várias vezes. Acho que o importante é pensar sempre que vai ser difícil e não pensar que as coisas se resolvem sozinhas, embora, às vezes, é o que acontece”, confessou Schenker, no final, mostrando-se ainda um pouco em choque com o desfecho da corrida ao título da Federação Europeia de Surf.

A mira da tetracampeã nacional e europeia centra-se, agora, na possibilidade da conquista do título mundial. Um feito só possível, através de uma vitória no evento, amanhã.

Um cenário que, apesar da responsabilidade histórica, não a intimida:

“Estou muito contente com essa situação, mas não pensava em estar em condições de poder vencer o título este ano. A vitória em Sintra [No Sintra Portugal Pro], a semana passada, abriu as portas a esta possibilidade. Mas, a verdade, é que só o facto de vencer Sintra já era muito bom. O objectivo desta temporada era ficar no ‘top 8’ mundial ou, pelo menos, melhorar o quarto lugar do ano passado. Ora, neste momento, o ‘top 3’ já está garantido, pelo que tudo o que vier a mais que isso já é extraordinário. Vou fazer todos os possíveis para conquistar este título mundial, mas se não o conseguir… já foi um ano espectacular.”

Amanhã (domingo) veremos se Joana Schenker conquista o maior feito de sempre do bodyboard nacional, e em território português.

Mas, para isso, Joana terá, antes de mais nada, passar as meias-finais, num heat complicadíssimo, com três campeãs do Mundo: Alexandra Rinder, das Canárias, e as brasileiras Neymara Carvalho, 5 vezes campeã do Mundo, e Isabela Sousa, quatro vezes campeã do Mundo e a detentora da coroa. Uma final antecipada, com implicações no título mundial, já que Alexandra Rinder é, neste momento, a maior concorrente de Joana no “ranking” APB.

Na outra meia-final, defrontam-se a japonesa Sari Ohhara, que hoje foi a atleta mais em foco, com a nota mais alta do dia, um 9,5, a jovem surpresa das Canárias, Teresa Padilla, a havaiana Traci Effinger e a consagrada portuguesa, múltipla campeã nacional, Catarina Sousa.

O Bodyboard Girls Experience é uma iniciativa de Carina Carvalho (10 vezes campeã regional na Madeira ). É organizado pela A.S.R.A.M. (Associação de Surf da Região Autónoma da Madeira) em parceria com o Ludens Clube Machico e conta com os apoios da Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura, da Direção Regional da Juventude e do Desporto, da Câmara Municipal de São Vicente e de Machico, tendo como parceiro institucional a Federação Europeia de Surf (FES) e a APB.

TÍTULOS EUROPEU E MUNDIAL FEMININOS DE BODYBOARD EM DISPUTA NA ILHA DA MADEIRA

Todos os caminhos do Bodyboard feminino europeu e mundial passam pela Madeira, entre 19 e 24 de setembro, para a 4ª edição do Bodyboard Girls Experience. As melhores bodyboarders do planeta são esperadas na pérola do Atlântico, mais propriamente na praia da Fajã da Areia ­— S. Vicente, para disputarem os títulos dos circuitos europeu e mundial.

Entre as 40 atletas já inscritas, destaque para a presença da campeã mundial Isabela Sousa, mas também das portuguesas Joana Schenker, campeã do circuito europeu, e Teresa Almeida, campeã mundial da International Surfing Association (ISA), em 2014.

Este ano, a etapa do Mundial feminino da APB é a grande novidade de um evento que, desde 2013, recebe o circuito europeu da modalidade. É um “upgrade” da vertente competitiva de um Bodyboard Girls Experience que tem, desde a sua génese, a dupla missão de promover a ilha da Madeira enquanto destino turístico de excelência, e divulgar o bodyboard feminino ao mais alto nível.

Carina Carvalho, nove vezes campeã regional da Madeira, fundadora do projeto e representante da entidade organizadora, a ASRAM (Associação de Surf da Região Autónoma da Madeira), manifesta grande otimismo relativamente ao sucesso da 4ª edição do Bodyboard Girls Experience:

“Temos tido excelente feedback da comunidade internacional de bodyboard e da APB     [entidade organizadora do circuito mundial profissional]. Por este ser o primeiro ano em que recebemos uma etapa do circuito mundial, e pelo peso que poderá ter na decisão dos títulos mundial e europeu femininos, esperamos receber a elite internacional na Madeira. Mas, acima de tudo, além da vertente puramente competitiva, prevemos seis dias recheados de ondas de elevada qualidade em vários spots da Madeira, de Norte a Sul da ilha, mas também atividades turísticas e de lazer que suscitem boas vibrações a todas as participantes e que confirmem o enorme potencial turístico e desportivo da ilha neste segmento.”

Joana Schenker, campeã do circuito europeu e quarta classificada no Mundial APB de 2016, é uma das favoritas ao pódio na Madeira, sublinhando a importância da prova que integra o calendário dos dois circuitos mais importantes da sua temporada desportiva:

“O Bodyboard Girls Experience é um evento muito interessante para mim. É a prova mais pontuada do Europeu e, ao mesmo tempo, conta para o Mundial como um duas estrelas, o que permite melhorar o meu 9º lugar na etapa do Chile.”

Também Teresa Almeida, a outra portuguesa em destaque nos circuitos europeu e mundial, reforça a importância estratégica da prova madeirense:

“A Madeira vai ser importante para descartar o mau resultado do Chile [13º lugar] e porque conta para o Europeu e Mundial. Não podemos esquecer que é a prova mais importante do Europeu e, por isso, mesmo a vencedora vai ficar em grande vantagem para o título. Quero fazer um excelente resultado para continuar na luta pelo título europeu e, se possível, subir mais uns degraus no Mundial.”

Sublinhe-se que, embora o Bodyboard Girls Experience decorra entre os dias 19 e 24 de setembro, a competição concentra-se no fim de semana de 23 e 24. Os restantes dias do evento são dedicados a iniciativas de divulgação da modalidade e da Madeira enquanto destino turístico, com aulas de bodyboard das “top” mundiais, encontros com a população local, etc.

Bodyboard Girls Experience é organizado pela A.S.R.A.M. (Associação de Surf da Região Autónoma da Madeira) em parceria com o Ludens Clube Machico e conta com os apoios da Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura, da Associação de Promoção da Madeira, da Direção Regional da Juventude e do Desporto,  da Associação da Madeira de Desporto para todos, dos Municípios de São Vicente, Machico, Porto Moniz e Funchal, tendo como parceiro institucional as Federações Europeia e Portuguesa de Surf e a Associação de Profissionais de Bodyboard.