RIBERALVES REGISTA EM 2013 O MELHOR SEMESTRE DA SUA HISTÓRIA

  • Apesar da crise, a empresa continua a crescer de forma sustentada, suportada essencialmente pelo crescimento das exportações (nos últimos seis anos as exportações cresceram 511%) mas também pela consolidação da sua posição de liderança no mercado nacional

 Torres Vedras, 28 de Agosto de 2013

A Riberalves, líder mundial na indústria e transformação de bacalhau, registou em 2013 o seu melhor semestre em 28 anos de actividade, alcançando um volume de negócios na ordem dos 61 milhões de euros, mais 9% do que no mesmo período de 2012.

Nos primeiros seis meses do ano a empresa comercializou cerca de 14.500 toneladas de bacalhau. Refira-se que historicamente o segundo semestre representa cerca de 60% das vendas totais, uma vez que neste período se registam os picos de consumo típicos no mercado Português, nomeadamente em Agosto (visitas dos imigrantes e dos turistas) e em Novembro e Dezembro (época do Natal).

No ano de 2012, a Riberalves vendeu aproximadamente 29.500 toneladas de bacalhau, num volume de negócios de 136,8 milhões de euros. Relativamente a 2011, o crescimento já tinha sido de 7,4 %.

“O bacalhau é um produto com elevados padrões de qualidade, com a vantagem de que é o peixe selvagem mais barato que um português pode colocar no seu prato. A forma como investimos e nos adaptámos nos últimos anos permite-nos continuar a crescer de forma sustentada e a manter na nossa marca os elevados padrões de exigência exigidos pelos portugueses, respeitando sempre a cura tradicional do bacalhau. Continuamos empenhados em ser a marca preferida dos portugueses”, explica o fundador e Presidente da Riberalves, João Alves.

Em termos nacionais, as vendas de Bacalhau Seco e Bacalhau Demolhado Ultracongelado da Riberalves cresceram 12,2% no primeiro Semestre de 2013, mas os resultados da empresa também são fortemente impulsionados pelas exportações, onde se regista um crescimento de 4,3% na venda destes produtos. O desempenho internacional é, de resto, um pilar que prova a evolução consistente da Riberalves, mesmo quando em cenário de contraciclo. Entre 2006 e 2013 as exportações subiram 511 %.  De referir que, de acordo com os dados da Kantar World Panel, nos primeiros 6 meses do ano as vendas de Bacalhau Seco e Bacalhau Demolhado Ultracongelado em Portugal cresceram 5,1%.

“Os números que apresentamos resultam do crescimento do mercado interno, mas também do comportamento das exportações que, em 2012, já representavam 42% das nossas vendas totais em quantidades. Vamos continuar a crescer de forma sustentada, nomeadamente através do Bacalhau Demolhado Ultracongelado, produto no qual nos tornámos pioneiros, somos líderes mundiais, e que tende a ser cada vez mais procurado, pela sua elevada qualidade e sabor mas também pela sua enorme comodidade”, explica João Alves.

Segundo a Kantar World Panel, a Riberalves é o líder nacional no Bacalhau Demolhado Ultracongelado (excluindo marcas próprias). Este é o segmento de mercado com maior potencial de crescimento, onde a empresa, ao longo dos últimos 10 anos, desenvolveu na sua fábrica da Moita tecnologia e métodos de produção próprios, naquela que é a maior fábrica mundial de transformação de bacalhau, com uma área coberta de 44.000 m2 e que emprega cerca de 260 colaboradores. Nos últimos quatro anos a Riberalves investiu 20 milhões de euros na modernização e aumento da capacidade produtiva das suas instalações fabris.

SOBRE O GRUPO RIBERALVES

A Riberalves é uma empresa nacional que foi fundada em 1985 e a partir de 1990 focou-se exclusivamente no sector do bacalhau. A primeira fábrica foi inaugurada em 1993, em Torres Vedras, e em 2003, com a aquisição da Comimba, a capacidade produtiva foi aumentada em 60%. O Grupo Riberalves integra ainda as empresas Novo Dia (sector do café) e a AdegaMãe, investimento de 5 milhões de euros no enoturismo e projecto de referência na Região de Vinhos de Lisboa.

ADEGAMÃE APRESENTA VINHOS NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA E FAZ ENTREGA SIMBÓLICA À PRESIDENTE ASSUNÇÃO ESTEVES

. Novos vinhos varietais são casos de sucesso na adaptação de novas castas à Região de Lisboa

. Entrega simbólica a Assunção Esteves, a presidente da Assembleia da República

. Prova de vinhos para os deputados foi organizada pela CVR Lisboa

 

Lisboa, 11 de Julho de 2013

Os novos vinhos que a AdegaMãe lançou este Verão foram oferecidos à Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, num acto exclusivo e simbólico, que decorreu no Parlamento, enquadrado numa apresentação de vinhos aos deputados.

Assunção Esteves recebeu Bernardo Alves e Diogo Lopes, director-geral e enólogo residente da AdegaMãe, que ofereceram os vinhos varietais produzidos pela adega do Grupo Riberalves – Alvarinho, Chardonnay, Viosinho e Viognier.

“Quisemos agradecer o facto de o Parlamento nos abrir as portas para dar a conhecer os vinhos da Região de Lisboa. Por outro lado, esta é uma oferta simbólica, acabámos de lançar novos vinhos que constituem casos de sucesso na adaptação de novas castas à Região de Lisboa. É o caso do nosso Alvarinho, uma casta típica da região de Monção. A Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, também é natural do Norte e é um exemplo de adaptação a Lisboa e à vida parlamentar”, afirmou Bernardo Alves.

Já a presidente da Assembleia da República, reconheceu que “a AdegaMãe é um projecto de sucesso na área dos vinhos. É uma marca que se está a afirmar nos mercados de exportação e até por isso deve ser apoiada e servir como exemplo para outras empresas portuguesas”.

A AdegaMãe esteve entre os produtores que submeteram os seus vinhos a prova na Assembleia da República. As novidades de Verão recentemente lançadas – os varietais Alvarinho, Chardonnay, Viosinho e Viognier – foram os vinhos em destaque. O evento foi promovido pela CVR Lisboa, constituindo uma oportunidade de promoção dos vinhos de Região de Lisboa perante os deputados.

RIBERALVES CONTRA DECISÃO DA COMUNIDADE EUROPEIA, MANTÉM APOSTA NO BACALHAU SEM FOSFATOS

. Líder mundial do sector contra a posição da Comunidade Europeia

. Fosfatos colocam em causa qualidade e processo de cura tradicional

. Empresa de Torres Vedras continuará aposta no bacalhau sem fosfatos
Torres Vedras, 5 de Julho de 2013

A Riberalves, empresa líder mundial no sector do bacalhau, discorda da decisão da Comunidade Europeia, que aprova a utilização de fosfatos no bacalhau, a partir de 1 de Janeiro de 2014.

Em Bruxelas, votou-se a favor de uma proposta que permite a adição de químicos no processo de cura do bacalhau. Este procedimento, embora não constitua uma ameaça à saúde pública, é uma ameaça à salga tradicional, feita com os padrões de qualidade e de exigência a que os portugueses se habituaram ao longo da História e que constitui, ainda, uma marca cultural no nosso País. Portugal é o maior consumidor de bacalhau no Mundo, com uma média de 7 Kgs per capita, total de 70 mil toneladas/ano.

A Riberalves, no entanto, vai continuar a defender esse processo, nomeadamente na produção de bacalhau demolhado ultracongelado, produto com uma procura crescente e onde, de acordo com a Kantar World Panel, ocupa posição de liderança no mercado. “Não deixaremos de continuar a apostar no bacalhau sem fosfatos, com o objectivo de defender a  qualidade e o sabor tradicional do bacalhau, a que os portugueses se habituaram ao longo de séculos”, explica Ricardo Alves, administrador da empresa. “Sempre o fizemos, mesmo quando inovámos e nos tornámos referências mundiais na venda do bacalhau demolhado ultracongelado, pronto a consumir. Vamos tentar manter esse caminho”, conclui o também director de produção da Riberalves.

O mercado irá evoluir dentro da nova legislação, mas a Riberalves não deixará de produzir bacalhau segundo os padrões tradicionais, garantindo aos seus consumidores uma escolha e uma possibilidade de diferenciação. “É a nossa obrigação para com os Portugueses e os clientes internacionais que sempre mostraram confiança na marca”, conclui Ricardo Alves.

Sobre a Riberalves

A Riberalves, empresa fundada em 1985, é referência mundial na transformação de bacalhau, produzindo 29 mil toneladas/ano. Segundo a Kantar World Panel, ocupa posição de liderança no segmento de mercado demolhado ultracongelado.

 

DORY, OU A REFERÊNCIA ADEGAMÃE

Dory é a marca referência da casa de Torres Vedras. Depois do sucesso com a colheita de 2011, a AdegaMãe propõe um 2012 com um carácter ainda mais influenciado pela proximidade do oceano. O Branco é o primeiro a chegar.

Com o Dory, a AdegaMãe herda a memória do Grupo Riberalves e lança a homenagem à História, à coragem e ao carácter dos pescadores portugueses, lançados na pesca do bacalhau nas embarcações – “dóris” – que vagueavam os mares do Norte. O Dory é o ex-líbris da AdegaMãe e está disponível nas variantes Tinto e Branco. “São vinhos que, apesar de diferentes, têm um denominador em comum: exprimem, cabalmente, as particulares características da região”, adianta a equipa de enologia. À entrada deste Verão, a AdegaMãe apresenta o branco de 2012. O tinto virá depois.

“Quanto mais forte é um carácter, menos sujeito está à inconstância” 

Stendhal

O Dory Colheita 2012 trabalhou a “base muito boa” herdada da versão de 2011, tão bem recebida pela crítica e pelos consumidores. “Este vinho é a prova de que na região se conseguem vinhos brancos extraordinários. O Dory branco tem notas de frutas e de flores, mas nunca é exuberante ao ponto de se tornar enjoativo; pelo contrário, é muito bem arrumado no seu conjunto, com uma acidez que lhe dá uma carga muito refrescante. Diríamos que é um vinho ainda mais marcado pela influência atlântica do que o Dory de 2011”, perspectivam Anselmo Mendes e Diogo Lopes.

O Dory Colheita 2012 é produzido com as castas Arinto, Viognier e Fernão Pires, em solos argilo-calcários, com um preço referência recomendado a rondar os 4 euros.

Notas de prova

Aroma intenso com notas tropicais e vegetais. Ligeira mineralidade. Na boca é fresco, atlântico e vibrante.

UMA ADEGA QUE NASCE COMO HOMENAGEM À VINHA E AO VINHO

A AdegaMãe é a mais recente empresa nascida no Grupo Riberalves. Inaugurada em 2011, é a resposta da família Alves à enorme paixão por toda actividade relacionada com a vinha e o vinho. 

Inaugurada em 2011, a AdegaMãe traduz o investimento do Grupo Riberalves numa nova área de negócio, mas é ele próprio uma homenagem da família à sua matriarca, Manuela Alves. O conceito de “Mãe” acaba por ser a inspiração para este espaço de nascimento, de criação, a partir do qual se pretende potenciar as melhores uvas e transformá-las nos melhores vinhos.

“Sempre vivemos num ambiente familiar e empresarial de alterações e investimentos permanentes, impulsionado pelo dinamismo extremo do meu pai e pelo grande equilíbrio e ponderação da minha mãe. Sem eles, a realidade de hoje não seria possível. Esta adega é também uma homenagem dos homens da família à nossa mãe”, afirma o director-geral Bernardo Alves.

Sendo um espaço de criação, de celebração da vida e do melhor que ela nos dá, o conceito AdegaMãe só faz sentido em partilha e é por isso que desenvolve uma forte componente de turística, constituindo uma nova oferta na região.

 

ADEGAMÃE. O DIREITO À DIFERENÇA EM QUATRO VARIETAIS E UM RESERVA TINTO

Todos os vinhos são diferentes! Apesar de se tratar de um axioma, a AdegaMãe assume o desafio do uso da expressão, em função das especificidades da região e do projecto, mas também da nova gama: um Alvarinho, um Chardonnay, um Viognier, um Viosinho e um Reserva Tinto. 

São cinco vinhos que resultam da escolha das melhores castas e que estão de acordo com um dos objectivos estratégicos da AdegaMãe: produzir vinhos diferentes, no sentido mais estrito da expressão! Mas as ideias não se esgotam num certo direito à diferença, nem na tão apregoada qualidade ou competitividade dos preços…

Com o lançamento da nova gama de vinhos, a AdegaMãe dá mais um passo para os Vinhos de Lisboa terem a mesma notoriedade dos de outras regiões. Já dizia Fernando Pessoa: “O meu hábito de sonhar claro dá-me uma noção justa da realidade. Quem sonha de mais precisa de dar realidade ao sonho. Quem dá realidade ao sonho tem que dar ao sonho o equilíbrio da realidade”.

E é chegada a hora de dissecar os novos vinhos…

 

ALVARINHO ADEGAMÃE 2012

“Tudo no mundo é estranho e é maravilhoso para um par de pupilas bem abertas” 

José Ortega y Gasset

Concilia a experiência do enólogo Anselmo Mendes – o mestre dos vinhos verdes – e a ousadia da influência atlântica. O Alvarinho 2012 AdegaMãe revela uma expressão diferente dos Alvarinhos tradicionais. “Como está fora do seu habitat natural, é normal que a casta revele características até hoje desconhecidas. De todos os novos vinhos, é o mais mineral e atlântico, chegando a expressar surpreendentes notas de iodo e salinas. Tem uma acidez que lhe confere imenso volume, terminando na boca muito vivo. É um vinho que tem o condão de criar uma grande expectativa e que até pode ser de extremos. Mas, acima de tudo, é um vinho bastante original”, concluem os enólogos Anselmo Mendes e Diogo Lopes.

O Alvarinho 2012 AdegaMãe é produzido com a casta Alvarinho, em solos Argilo-Calcários, tendo um preço referência recomendado a rondar os 7 euros.

Notas de prova

Cor amarelo citrino. Aroma muito mineral e atlântico. Na boca é intenso com a fruta a revelar-se. Boa acidez a equilibrar o conjunto.

 

CHARDONNAY ADEGAMÃE 2012

“Todo o carácter coerente consigo mesmo tem sempre razão”

Friedrich Schiller

O Chardonnay 2012 AdegaMãe é o que tem o perfil mais clássico da nova gama de monovarietais. Os enólogos Anselmo Mendes e Diogo Lopes admitem que este vinho é “um Chardonnay genuíno”. “Cheira e podia ser um Chardonnay em qualquer lado. Só na acidez se percebe a influência atlântica, mas mantém as tradicionais notas de marmelo e pera. Para preservar a fruta não estagiou em barrica, mas tem um corpo e uma estrutura pouco comuns para um vinho branco”.

O Chardonnay 2012 AdegaMãe é produzido com a casta Chardonnay, em solo Argilo-Calcário, tendo um preço referência recomendado a rondar os 7 euros.

Notas de prova

Cor amarelo citrino. Aroma à casta, com notas de marmelo e frutos de casca amarela. Muito volumoso na boca, é um vinho muito expressivo, com um longo final.

 

VIOGNIER ADEGAMÃE 2012

“Elegância é a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado subtil de se deixar distinguir” 

Paul Valery

O Viognier 2012 AdegaMãe é, da nova gama de monovarietais, “o vinho mais distinto”, assume a equipa de enologia. “É um vinho muito fino, sem exageros e com nuances de flores brancas. É muito polido e elegante, com alguma persistência, mas sem ser carnudo. Evidencia uma ligeira sensação de fruto seco tostado, devido ao estágio em barrica de carvalho francês. É claramente o mais fino dos novos vinhos”, concluem Anselmo Mendes e Diogo Lopes.

O Viognier 2012 AdegaMãe é produzido com a casta Viognier, em solo Argilo-Calcário, tendo um preço referência recomendado a rondar os 7 euros.

Notas de prova

Cor amarelo citrino. Aroma a flores brancas, notas tostadas. Complexo na boca, com volume e equilíbrio. Termina muito guloso com um final tostado.

 

VIOSINHO ADEGAMÃE 2012

“Apenas nos deveria surpreender o ainda podermos ser surpreendidos” 

François La Rochefoucauld

Como admite a equipa de enólogos, “a casta Viosinho foi a que mais impressionou”. “O equilíbrio que evidenciou na vinha e na produção surpreendeu-nos”. O Viosinho AdegaMãe 2012 acaba, portanto, por ser um vinho admirável. “Expressa-se naturalmente na sua intensidade. Com notas de frutas brancas, minerais e ligeiro espargo, revela uma interessante acidez e persistência. É um vinho que refresca e não desaparece. Mais do que uma prova, é uma autêntica experiência e… com alegria!”

O Viosinho 2012 AdegaMãe é produzido com a casta Viosinho, em solo Argilo-Calcário, tendo um preço referência recomendado a rondar os 7 euros.

Notas de prova

Cor amarelo citrino. Aroma exuberante com notas vegetais e ligeiro tropical. Mineralidade. Intenso na boca, termina com uma refrescante acidez. Final persistente.

 

DORY RESERVA TINTO 2010

“Ser diferente é uma qualidade só por si. Só por ser diferente tem de ser defendido” 

Miguel Esteves Cardoso

Quando se lança a convicção de afirmar a região enquanto produtora de vinhos de qualidade, esse objectivo também pode aplicar-se aos vinhos tintos. O Dory Reserva 2010, o primeiro reserva AdegaMãe, nasceu nesse sentido e os resultados são entusiasmantes. Com um excelente comportamento nas provas cegas a que é submetido, chegou já a ser distinguido entre os três melhores vinhos tintos da região de Lisboa e, entre outras competições internacionais, conquistou uma medalha de ouro no concurso Bacchus. “Utilizámos as castas que mais se destacaram na vindima de 2010 e colocámo-las em barrica; observámos o seu comportamento e a evolução na madeira conferiu uma grande elegância”, explicam Anselmo Mendes e Diogo Lopes. “É um vinho que atingiu uma boa concentração, mas com uma frescura sempre presente; tem uma elegância que o permite ombrear com grandes tintos de outras regiões, embora com a vantagem do preço. É um reserva muito original, a influência atlântica também o torna diferenciador”, conclui a equipa de enologia.

O Dory Reserva Tinto 2010 é produzido com as castas Touriga Nacional e Syrah, tendo um preço referência recomendado a rondar os 10 euros.

Notas de prova

Cor rubi profunda. Aroma a frutos pretos, ameixas e amoras, chocolate preto e especiarias. Ligeiro floral. Na boca é um vinho muito elegante, com taninos macios e grande persistência.

ADEGAMÃE EXPORTA 60% DA PRODUÇÃO

A produzir meio-milhão de litros/ano e com um crescimento previsto até aos 1,5 milhões, o mercado externo continuará a ser uma grande aposta, com o Brasil e Angola a evidenciarem-se como destinos referência.

A presença internacional da AdegaMãe significa 60 por cento do volume de vendas, com o Brasil e Angola a assumirem-se como os mercados de referência para a empresa. Para além destes países, a marca está presente na China, Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Irlanda, Suíça, Holanda, Alemanha, Espanha e Moçambique.

A aposta na exportação é a resposta ao abrandamento generalizado do mercado interno, mas corresponde igualmente à estratégia de aumento de produção que AdegaMãe pretende assumir. Ao final de um par de anos, a adega de Torres Vedras atingiu o meio-milhão de litros/ano e o objectivo é confirmar um crescimento gradual, até à capacidade produtiva máxima, que ronda 1,5 milhões de litros/ano.

“Somos uma empresa recente, com uma gama de vinhos crescente e a assumir-se no plano nacional e internacional. É natural, portanto, que no próximo ano continuemos a crescer, de modo sustentado, na produção e nas vendas”, afirma Bernardo Alves.

“É verdade que vivemos tempos complicados, mas o mercado estrangeiro está a fazer a sua parte neste crescimento. Queremos afirmar-nos como um produtor de referência da Região de Lisboa, internamente queremos dar a conhecer a qualidade dos nossos vinhos, mas continuaremos ao mesmo tempo com um grande esforço no plano internacional”, continua o director geral da AdegaMãe.

“A ideia que temos é de continuar a trabalhar com muito esforço e humildade, porque temos noção do momento complicado e estamos num sector onde a competição é forte”, conclui.

Com uma equipa permanente de sete elementos, distribuída desde a vertente produtiva à actividade comercial, a AdegaMãe assume o cultivo de 30 hectares de vinha.

QUALIDADE, OU O CAMINHO PARA COMBATER O ESTIGMA EM TORNO DOS VINHOS DE LISBOA

A AdegaMãe potencia as condições únicas onde está envolvida para oferecer vinhos diferenciadores. O objectivo é contribuir para uma nova reputação da Região de Lisboa.

A AdegaMãe está em produção desde 2010 e entra em 2013 com o objectivo de alargar a gama, através do lançamento, no primeiro semestre, dos quatro novos brancos monovarietais, do primeiro Reserva Tinto e, depois, do primeiro Reserva Branco, um vinho de características muito especiais, adequado ao período pós-Verão.

Estes vinhos assumem grande importância no processo de afirmação da marca. A AdegaMãe pretende posicionar-se como um produtor de referência no País, contribuindo para combater o estigma criado em torno dos vinhos de Lisboa. É um facto que nesta região a qualidade nem sempre foi o objectivo principal, privilegiando-se a quantidade. Mas a estratégia da AdegaMãe vai no sentido contrário, até porque a zona onde está inserida oferece condições únicas ao nível do clima e dos terrenos, para a produção de vinhos verdadeiramente diferenciadores.

“O Oeste e a AdegaMãe têm muito para dar ao país. As condições naturais, a proximidade do oceano Atlântico e os próprios solos oferecem-nos vinhos com características especiais, com uma mineralidade e com uma acidez natural que é de realçar. Temos condições únicas para fazer grandes vinhos e é o que estamos a fazer”, explica o director-geral, Bernardo Alves.

Importa agora levar essa mesma qualidade aos consumidores e aos próprios agentes do mercado, locais e nacionais, que, fruto do trabalho e da credibilidade desenvolvidos por outras regiões, continuam afastados dos vinhos de Lisboa. “Falta cumprir um caminho para que esta qualidade seja reconhecida e, nesse aspecto, a restauração terá um papel importante. Esta região evoluiu muito nos últimos anos e acreditamos que os restaurantes de Lisboa também acabarão por reconhecer a qualidade dos vinhos da sua própria região”, continua Bernardo Alves.

BONS VINHOS ACESSÍVEIS AOS CONSUMIDORES

Nesta estratégia de afirmação, o mercado terá naturalmente uma palavra decisiva e os vinhos AdegaMãe de gama superior estarão acessíveis aos consumidores a preços acessíveis que não ultrapassam os 10 euros. Por exemplo, esse valor serve de referência para os reservas, enquanto os monovarietais agora lançados custarão cerca de 7 euros.

“A AdegaMãe quer fazer vinhos que tenham personalidade própria, que sejam distintos, que exprimam todas as características próprias da zona em que estamos inseridos. Ao mesmo tempo, queremos fazê-lo de modo a que sejam acessíveis à generalidade dos consumidores”, explicam os enólogos Anselmo Mendes e Diogo Lopes.

“Os resultados alcançados agradam-nos e acreditamos que por este caminho, de inovação, de qualidade, mas também de disponibilidade, vamos seduzir as pessoas a beber os bons vinhos de Lisboa”, conclui a equipa de enologia.

 

 

ADEGAMÃE LANÇA SEIS NOVOS VINHOS EM 2013

Um Reserva Tinto, quatro brancos monovarietais e um reserva branco (em Setembro). A AdegaMãe está em plena fase de diversificação da sua gama de produto.

A AdegaMãe lança seis novos vinhos no mercado em 2013 reforçando uma carteira iniciada em 2011 com as marcas Pinta Negra (entrada de gama) e Dory (a marca “flag-ship”). Foi assim que a adega de Torres Vedras se apresentou aos consumidores, cumprindo agora o passo seguinte: complementar a gama com vinhos para o segmento superior.

“Este é um salto qualitativo natural no processo de afirmação da nossa adega. Reunimos a equipa e as condições necessárias para fazer grandes vinhos e potenciamos as condições únicas que os terrenos e o clima nos oferecem. Queremos que os nossos vinhos impulsionem a região, acreditamos que os vinhos de Lisboa podem ser reconhecidos de outra forma”, aponta o director-geral Bernardo Alves.

Os primeiros anos de actividade confirmaram as expectativas que os enólogos Anselmo Mendes e Diogo Lopes trouxeram para Torres Vedras. O potencial existente, juntamente com a implementação de novas castas ou a escolha das de maior qualidade, resultou desde logo no Dory Reserva 2010, um tinto produzido com as castas Touriga Nacional e Syrah que conquistou três medalhas internacionais, incluindo o Ouro no concurso Bacchus.

Para além deste surpreendente reserva, também eleito numa prova cega de uma prestigiada publicação da especialidade como um dos três melhores tintos da Região de Lisboa, a AdegaMãe não podia deixar de apostar nas condições muito particulares que a região empresta aos vinhos brancos. E aí, a experiência e o rasgo de Anselmo Mendes e Diogo Lopes fizeram agora nascer quatro monovarietais: Alvarinho, Chardonnay, Viognier e Viosinho, todos com características especiais. Aliás, nesta procura de vinhos modernos e diferenciadores, a proposta é entusiasmante e assumidamente arrojada: um Alvarinho fora do seu habitat, um Chardonnay com uma textura nem sempre vista, um Viognier fermentado em carvalho francês, ou um Viosinho impressionante no seu carácter refrescante.

Por fim, à entrada do último trimestre de 2013, a AdegaMãe colocará no mercado a sua sexta grande novidade do ano, o seu primeiro Reserva Branco. Um vinho pós-Verão elaborado sempre na mesma linha de objectivos: qualidade e diferenciação.

Entretanto, serão actualizadas as marcas já conhecidas, como o Dory colheita branco, que grande reconhecimento trouxe ao início de actividade da AdegaMãe, com a versão de 2012 a concretizar o blend Arinto, Viognier e Fernão Pires. Depois, em 2014, será igualmente ano de novidades, com o lançamento dos primeiros monovarietais tintos.

“Temos vivido estes tempos com muito entusiasmo. O potencial desta região marcadamente Atlântica permite-nos potenciar vinhos únicos, que não serão indiferentes”, explicam Anselmo Mendes e Diogo Lopes.

ENÓLOGOS

Anselmo Mendes

Nasceu em Monção, em 1962, onde cresceu entre vinhas e vinhos. Em 1987 finalizou a licenciatura em engenharia agro-industrial, pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa. Começou a sua carreira profissional como enólogo em 1988, na região dos Vinhos Verdes. Entre 1981 e 1993 fez uma pós-graduação em enologia, pela Escola Superior de Biotecnologia do Porto da Universidade Católica Portuguesa. Foi eleito o enólogo do ano pela Revista de Vinhos em 1997 e está entre os melhores enólogos de Portugal segundo a Parker’s Wine Buyer´s Guide. Em 2010 assumiu o projecto AdegaMãe.

Diogo Lopes

Nesceu em Lisboa, em 1978. As origens familiares beirãs despertaram laços muito fortes com a agricultura, levando à licenciatura em Engenharia Agronómica, pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, em 2004. Durante a sua formação fez diversos estágios de vindima pelas principais regiões portuguesas (Vinhos Verdes, Douro e Alentejo) e em 2003 estagiou em Napa Valley, Califórnia. Começou a carreira profissional ao lado de Anselmo Mendes, na região do Alentejo, em 2005. Em 2009 concluiu uma pós-graduação em enologia, pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa. Em 2010, juntamente com o seu mestre Anselmo Mendes, assumiu a enologia da AdegaMãe.