AS IDEIAS PARA PORTUGAL QUE SAÍRAM DA 1ª CONVENÇÃO NACIONAL DOS SERVIÇOS

A 1ª Convenção Nacional dos Serviços apontou vários caminhos para o futuro de um setor vital para a economia portuguesa. Numa altura de grandes mudanças para a economia portuguesa e mundial, nomes como os de António Pires dos Santos, Armindo Silva, Augusto Mateus, Florbela Lima, Francisco Veloso, João Ferrão, José Félix Ribeiro, Lídia Sequeira, Mário Lopes e Nicolas Colin apresentaram contributos concretos para a definição de estratégias e políticas, tendo em vista o crescimento económico sustentável do país.

As propostas apresentadas à plateia que, durante dois dias, encheu o auditório da Fundação Oriente, começaram logo no primeiro painel, intitulado “Portugal: A Estratégia de Inserção na Globalização e o Papel dos Serviços”. No essencial, a ideia que ficou é a premência de definir uma estratégia nacional para o setor dos serviços, que articule, de forma mais eficiente, a oferta de Portugal no mercado doméstico e em mercados externos. Para isso, é importante haver uma maior mobilização viagrasansordonnancefr.com e concertação de esforços de todos os players, mas também uma aposta na comunicação e no marketing internacional, com o objetivo de reforçar o posicionamento competitivo de Portugal, enquanto destino de referência para atividades de Business Services Centers (BSC).

As propostas prosseguiram no painel dedicado aos transportes e à logística. Aqui, concluiu-se que fazer de Portugal uma plataforma da economia global significa ter-se uma estratégia integrada para o sector dos transportes, que aposte num pequeno, mas consistente número de investimentos essenciais: porto de Sines, novo aeroporto e ligações ferroviárias com duas apostas prioritárias: as infraestruturas aeroportuárias e a inserção do país no chamado corredor “atlântico” ao nível da rede transeuropeia de transportes.

Mais concretamente, em relação ao transporte internacional de mercadorias, há a necessidade de se investir na ferrovia de bitola europeia: as novas linhas que ligarão Portugal ao centro da Europa deverão ter a capacidade para servir as necessidades futuras de transporte de mercadorias, para o que deverão ser em via dupla. A futura rede ferroviária deve ter ligações aos portos e principais plataformas logísticas.

Quanto aos portos, as conclusões que saíram da 1ª Convenção Nacional dos Serviços apontam para prosseguir as políticas de expansão dos terminais de contentores de Sines e melhorar as infraestruturas e acessos marítimos aos restantes portos.

Na rodovia, é preciso apostar na intermodalidade com o transporte marítimo e ferroviário e incentivar a cooperação entre operadores, permitindo-lhes obter a massa crítica necessária à rentabilidade do negócio.

Em relação ao transporte aeroportuário de passageiros, propõe-se que se garanta o desenvolvimento dos aeroportos Sá Carneiro e de Faro e a capacidade aeroportuária da região de Lisboa, dando à TAP as condições necessárias para assegurar a qualidade e expansão do hub de Lisboa.

Já no painel intitulado “As Cidades, os Serviços e a Atratividade de Não Residentes”, entre as principais propostas que foram formuladas na 1ª Convenção Nacional dos Serviços, houve duas que se destacaram: que se coloquem os temas “futuros urbanos sustentáveis” e “atração dos não residentes” nas prioridades das políticas públicas, evidenciando o papel que os serviços têm no desenvolvimento sustentável e na modernização das cidades/vilas portuguesas, com especial destaque para as de média dimensão; e a criação de uma rede de cidade/vilas subscritoras de um programa/carta de qualidade e boas práticas, na perspetiva da atração de não residentes (esporádicos ou futuros residentes), e que estas se proponham trabalhar em conjunto na sua monotorização, acompanhamento e identificação de desafios futuros.

Finalmente, o painel dedicado às políticas públicas abordou dois temas essenciais: a segurança social e o financiamento das empresas. Armindo Silva apresentou o estudo “O futuro da Segurança Social e o Sector dos Serviços”, elaborado para a CCP e o Fórum dos Serviços.

Em resumo, o estudo apresenta uma solução para o problema da sustentabilidade da Segurança Social, que passa pelo alargamento da base tributária da TSU a outros agregados que não exclusivamente a massa salarial, como é o caso do valor acrescentado líquido. O autor considera que é tempo de colocar de novo na agenda reformista o tema da diversificação dos modos de financiamento da segurança social, de modo a evoluir para um sistema mais justo, mais amigo do emprego e mais sustentável financeiramente. Assim como é necessário reabrir o debate sobre a evolução do valor futuro das pensões, em especial sobre o papel que podem desempenhar os planos profissionais de pensões, funcionando sob o regime de capitalização, com base em quotizações de empresas e trabalhadores, a fim de melhorar as perspetivas de rendimento dos futuros pensionistas.

A 1ª Convenção Nacional dos Serviços assumiu-se como o primeiro grande debate do setor promovido em Portugal. Uma iniciativa do Fórum dos Serviços, em conjunto com a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, que também contou com a participação do primeiro-ministro António Costa e do Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques.

Unanimidade na Convenção dos Serviços: Serviços tecnológicos devem ser aposta para as cidades e Segurança Social tem de ser reequacionada!

Os serviços na área de tecnologia são uma aposta segura para as cidades de menor dimensão; a Segurança Nacional está em risco, pois os custos com pensões podem vir a representar 14% do PIB. Duas das conclusões do segundo e último dia da 1ª Convenção Nacional dos Serviços. Uma iniciativa promovida pelo Fórum dos Serviços, em colaboração com a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) e que, hoje, entre outras personalidades, contou com a participação do Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques.

O ministro começou por sublinhar a importância do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela CCP, enquanto sobre a valorização do território e a competitividade dos nossos tecidos urbanos destacou: “No âmbito do programa Portugal 2020 já foram aprovados 5 mil milhões de euros de investimento para inovação. E, este ano, teremos um forte investimento público na requalificação das malhas urbanas, bem como nos transportes, nomeadamente na ferrovia.”

“As cidades, os serviços e a atratividade de não residentes” foi o mote para o painel que abriu o dia de hoje da 1ª Convenção Nacional dos Serviços. A época do “autarca construtor” está ultrapassada e o desafio agora é ser criativo para captar populações residentes e não residentes.

Entre outras reflexões, João Ferrão, geógrafo e investigador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade Lisboa, defendeu que “é essencial criar nas cidades portuguesas plataformas de reflexão estratégica que envolvam universidades, empresas e serviços. Transformar as cidades portuguesas em laboratórios de experimentação, nomeadamente as cidades de média dimensão. As nossas cidades médias têm todo o potencial para serem um laboratório a céu aberto.”, disse.

Pelo mesmo diapasão, António Pires Santos, diretor da IBM responsável pelas Smart Cities em Portugal, sublinhou: “Em Portugal não temos nenhuma megacidade, mas temos muitas pequenas e médias cidades e são estas que mais estão a crescer e que mais potencial têm. De acordo com um relatório recente da ONU, 58% da população mundial está nestas cidades com menos de um milhão de habitantes e são estas as que mais crescem, mas também as que mais economia e desenvolvimento atraem. Dentro de cinco anos a cidade irá ajudar-nos a viver nela com instrumentação, inteligência artificial e capacidade de ligação em rede, por via da internet. A cidade conectada o mundo físico une-se ao mundo digital. A tecnologia vai facilitar toda esta forma diferente de tratar a informação e é assim que vamos conseguir ter cidades mais inclusivas.”

Numa mesa redonda moderada pelo jornalista Nicolau Santos, os autarcas Almeida Henriques (presidente do município de Viseu), Paulo Fernandes (presidente do município do Fundão) e Ricardo Costa (vereador do município de Guimarães) apresentaram exemplos concretos de estratégias adotadas no sentido de atraírem pessoas e empresas pela diferenciação.

O futuro da Segurança Social foi o tema do painel que encerrou a 1ª Convenção dos Serviços, com Armindo Silva a sublinhar que “os desafios da segurança que se colocam a Portugal são os mesmos que existem no resto da Europa: o envelhecimento da população e a baixa da natalidade”. Para o economista e investigador, “está em causa a sustentabilidade do financiamento da Segurança Social. Entre 2010 e 2040, os custos com pensões vão aumentar, podendo vir a pesar 14% do PIB.” Ou seja: “Vão ter que existir modificações do sistema de financiamento da Segurança Social. A TSU com uma contribuição baseada apenas na massa salarial não é suficiente para financiar a Segurança Social no futuro. Uma hipótese de financiamento é através das contribuições das empresas, nomeadamente as menos empregadoras, mas com grande volume de capital.”

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, na intervenção na sessão de encerramento da 1ª Convenção Nacional dos Serviços, agradeceu a presença das quase 500 pessoas que, ao longo dos dois dias, passaram pela Fundação Oriente, e deixou algumas reflexões: “Defender uma economia numa lógica segmentada como se fazia no século XIX e ainda no século XX não tem qualquer sentido, por isso temos que trabalhar em cima de novos modelos. No QREN, o investimento apoiado nos serviços correspondeu a apenas 4% do incentivo total atribuído às empresas. Estas prioridades e estrutura de investimento, não nos parecem adequadas às necessidades da economia portuguesa. Por isso, com o trabalho do Fórum dos Serviços, pretendemos chamar a atenção, através de uma reflexão estruturada, para as novas dinâmicas em curso na economia e de que forma as podemos potenciar para introduzirmos maior competitividade. Vamos continuar a trabalhar e a lutar por transformar Portugal num país moderno e capaz de dar cartas na economia global”

 

SOBRE O FÓRUM DOS SERVIÇOS

O “Fórum dos Serviços para uma Especialização Inteligente da Economia Portuguesa”, criado em 2014 por iniciativa da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), é um espaço de debate, estudo e reflexão sobre o Sector dos Serviços e sua importância, tanto na economia portuguesa, como na economia globalizada, a uma escala mundial.

Além da discussão em torno das problemáticas do Sector dos Serviços, o Fórum tem por objetivo apresentar propostas de política pública que contribuam para reforçar a capacidade competitiva das nossas empresas no exterior. A realização de estudos sobre o sector, na perspetiva da inserção deste num novo modelo económico para Portugal, é outra atribuição do Fórum.

O Fórum dos Serviços é composto por diversas associações, empresas e pessoas singulares que têm dado o seu contributo ao longo dos últimos anos e continuam a trabalhar na promoção de uma cultura de cooperação entre os vários agentes do sector.

Primeiro grande debate sobre o sector dos serviços começou hoje em Lisboa!

O dia inaugural da 1ª Convenção Nacional dos Serviços suscitou inúmeras reflexões, mas também uma certeza: os serviços terão um papel cada vez mais preponderante na economia mundial e Portugal não é exceção. Uma ideia corroborada logo na sessão de abertura pelo primeiro-ministro António Costa: “Hoje, 68% das empresas da economia portuguesa e 44% dos postos de trabalho já são do sector dos serviços! Os sectores mais tradicionais da economia nacional adaptaram-se, mas o que fez a diferença, em todos esses casos, foi a incorporação dos serviços na produção desses bens.”

Também na sessão de abertura, João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio e Serviços Portugal, destacou que “as vantagens competitivas de Portugal são a localização geográfica e o capital humano e não há dúvida que os serviços têm um papel cada vez mais preponderante no novo paradigma económico.”

O francês Nicolas Colin, professor universitário, investigador e autor de um relatório sobre o sistema fiscal e a economia digital encomendado pelo Governo francês começou por sublinhar. “A relação entre as empresas e os consumidores mudou! Os consumidores não são ‘massas’ passivas, com todos a quererem o mesmo. Há multiplicidade, cada um tem as suas necessidades”. O grande desafio que se coloca a todos os Governos “é o de ‘inventar’ novas instituições, novos modelos essenciais para criar empregos e criar uma economia mais inclusiva.” Em relação a Portugal, o francês reconheceu que “é um país pequeno, comparado com a França, Alemanha ou Inglaterra, sem os recursos de que outros dispõem, mas na economia digital o paradigma é diferente. Na revolução tecnológica será mais fácil para um país pequeno, como Portugal, não se cingir apenas ao seu próprio mercado.”

Uma reflexão que também foi partilhada por José Félix Ribeiro. Para o economista, “Portugal tem que apostar em novos polos de conhecimento e novas competências. Por exemplo, podemos ser uma plataforma de acolhimento, lazer e saúde; uma plataforma de serviços às empresas e desenvolvimento de conteúdos digitais; uma plataforma de conceção e fabrico de produtos complexos e novas soluções para as cidades; é nisto que temos que empregar o nosso valor acrescentado”.

Para Augusto Mateus, “a evolução do mundo nos últimos 30 anos destruiu as fronteiras dos sectores como eram entendidos tradicionalmente: agricultura, industria, serviços. Hoje, o que é importante não é a economia da quantidade, mas a economia do valor. Onde as famílias mais gastam os seus orçamentos é, na maioria dos casos, relacionado com os serviços. Gastamos em lazer, cultura, serviços distintivos, mais do que nos bens essenciais e é isto que deve ser tido em conta e é isso que coloca os serviços no centro da economia.” O antigo ministro da economia não terminou a sua intervenção sem sublinhar que, “nas exportações da indústria e agricultura portuguesas estão mais serviços do que bens. A verdade é esta! Os serviços estão incorporados e têm um enorme peso nas exportações nacionais.“

Já Francisco Veloso, líder da Católica Lisbon School of Business and Economics, destacou o facto de, “hoje, o consumidor, os investigadores e a comunidade em geral, podem (e devem!) ter grande participação na conceção e desenvolvimento de produtos e serviços. Por exemplo, a Lego usa os seus utilizadores avançados para que estes possam submeter, através de uma plataforma online, as suas ideias, sugestões e propostas de design. A Lego não se limita às centenas de colaboradores que tem no seu departamento de desenvolvimento, faz mais do que isso: utiliza os milhões de consumidores/utilizadores que tem pelo mundo.” Mas o ainda sublinhou o fenómeno de “plataformas como as de alojamento/turismo online e traduções online, exemplos perfeitos de que é preciso explorar estes novos caminhos da economia digital, que é a economia que acontece e existe hoje.”

Por sua vez, Florbela Lima, da EY, apresentou as principais conclusões de um estudo feito por esta consultora para a CCP e para o Fórum dos Serviços. Um trabalho que, oportunamente, vai ser divulgado na íntegra.

Os transportes e o posicionamento geoeconómico do país foram o mote para um animado debate que envolveu o professor Mário Lopes, a Presidente da Associação Portuguesa de Portos Lídia Sequeira e um conjunto de responsáveis de entidades ligadas aos transportes.

Segundo o professor Mário Lopes, “a sistema de transportes, tal como existe, baseado na rodovia, é insustentável devido aos impactos ambientais. O objetivo da União Europeia é que 50% desse transporte passe a ser feito por ferrovia e transporte marítimo.”

Para Lídia Sequeira, Presidente do Porto de Sines “o crescimento marítimo em Portugal esteve em contraciclo nos anos de maior crise e isso foi um facto que surpreendeu toda a gente. Nos últimos 10 anos tivemos um crescimento de 42% na carga total e 180% na carga contentorizada.”

Amanhã, sexta-feira, o programa da 1ª Convenção Nacional dos Serviços tem início às 09h30, com o painel “As Cidades, os Serviços e a Atratividade de Não Residentes” e os oradores: João Ferrão (Geógrafo, Investigador no ICS da Universidade Lisboa) e António Pires do Santos (Director da IBM, responsável pelas Smart Cities em Portugal). Segue-se o painel “As Políticas Públicas e o Sector dos Serviços”, com os oradores: Armindo Silva (Economista e Investigador, Ex-Quadro Dirigente da Comissão Europeia e José António Barros (Presidente da Estrutura de Missão para a Recapitalização de Empresas)

O Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, juntamente com João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio e Serviços Portugal, encerram a iniciativa promovida pelo Fórum dos Serviços, em colaboração com a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP).

 

SOBRE O FÓRUM DOS SERVIÇOS
O “Fórum dos Serviços para uma Especialização Inteligente da Economia Portuguesa”, criado em 2014 por iniciativa da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), é um espaço de debate, estudo e reflexão sobre o Sector dos Serviços e sua importância, tanto na economia portuguesa, como na economia globalizada, a uma escala mundial.
Além da discussão em torno das problemáticas do Sector dos Serviços, o Fórum tem por objetivo apresentar propostas de política pública que contribuam para reforçar a capacidade competitiva das nossas empresas no exterior. A realização de estudos sobre o sector, na perspetiva da inserção deste num novo modelo económico para Portugal, é outra atribuição do Fórum.
O Fórum dos Serviços é composto por diversas associações, empresas e pessoas singulares que têm dado o seu contributo ao longo dos últimos anos e continuam a trabalhar na promoção de uma cultura de cooperação entre os vários agentes do sector.

 

 

Primeiro-ministro faz a abertura da 1ª Convenção Nacional dos Serviços. O primeiro grande debate do sector promovido em Portugal!

O primeiro-ministro António Costa tem as honras de abertura da I Convenção Nacional dos Serviços, a realizar nos próximos dias 23 e 24 de março, no Auditório da Fundação Oriente, em Lisboa. A iniciativa promovida pelo Fórum dos Serviços, em colaboração com a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), assume-se como o primeiro grande debate do sector organizado no país. Um sector que é “só” o que mais emprega em Portugal!

Ao longo de dois dias, um painel de personalidades das mais representativas áreas dos serviços em Portugal, vai discutir e fazer uma reflexão alargada sobre os desafios que se colocam ao sector. Como objetivo, a definição de estratégias e de linhas orientadoras que possam contribuir para uma especialização e internacionalização da economia portuguesa.

O primeiro-ministro António Costa e o presidente da CCP João Vieira Lopes presidem à Sessão de Abertura da I Convenção Nacional dos Serviços, marcada para as 09h15 da próxima quinta-feira.

Segue-se a intervenção de Nicolas Colin, professor universitário e investigador nas áreas da economia do 4º Sector. Até ao final da tarde do dia 23 (quinta-feira) e durante a manhã do dia 24 de março (sexta-feira), vão ser promovidos diversos painéis de debate, intervenções e mesas redondas, em que serão abordados os temas mais atuais e desafiantes para o Sector dos Serviços (programa completo em anexo).

O Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, fará uma intervenção na Sessão de Encerramento, marcada para as 12h30 da próxima sexta-feira.

O Sector dos Serviços é responsável por mais de metade do valor acrescentado nacional incorporado nas exportações portuguesas (65 a 70% das exportações líquidas), contribuindo assim, de forma decisiva, para o equilíbrio da balança com o exterior.

Na I Convenção Nacional dos Serviços, a abordagem das tendências gerais da economia global irá cruzar-se com a abordagem dos contributos que as múltiplas atividades de serviços (dos serviços às empresas, aos serviços pessoais, passando pelos serviços logísticos e de transporte aos serviços de base territorial, essenciais para a atração de não residentes) podem dar para que Portugal possa ascender na cadeia de valor, reforçando o seu posicionamento competitivo a nível mundial.

 

 

Futuro da Segurança Social em debate na I Convenção Nacional dos Serviços

O Sector dos Serviços é o que mais emprega em Portugal, sendo responsável por 58% das receitas para o sistema contributivo. O futuro da Segurança Social não pode passar ao lado dos agentes do Sector, numa altura em que se prevê que os futuros pensionistas vão usufruir de apenas cerca de 30% do que é o seu salário atual.

A sustentabilidade social e financeira da Segurança Social vai ser um dos temas em debate na I Convenção Nacional dos Serviços, que se vai realizar nos dias 23 e 24 de março de 2017, em Lisboa.

Armindo Silva, economista e Ex-Quadro Dirigente da Comissão Europeia, vai apresentar um estudo sobre o Futuro da Segurança Social, cujas conclusões apontam para uma perspetiva de défices do sistema de pensões até mais de 3% do PIB durante as próximas décadas.

Tal facto terá por consequência a redução do valor futuro das pensões, prevendo-se que a taxa média de substituição das pensões em relação aos salários caia dos atuais 57% para 30%. Ou seja, no futuro os reformados passarão a receber reformas de cerca de 30% do seu atual salário.

Os regimes complementares de pensões, bem como novas estratégias de financiamento do sistema previdencial, que o possam tornar mais sustentável e garantir a dignidade das pensões futuras, são assuntos urgentes e que vão estar em cima da mesa no segundo dia da Convenção.

O Professor Armindo Silva irá apresentar as linhas mestras do estudo elaborado para a CCP e o Fórum dos Serviços e vai pôr à reflexão ideias como a manutenção ou não das contribuições sobre a massa salarial. “Nem sempre são as empresas que mais emprego criam as que conseguem mais produtividade. Neste contexto, porque não fazer subir a contribuição de empresas com elevada produtividade, mas pouco emprego? Devemos examinar com rigor as possibilidades de alargar a base de incidência da TSU ao valor acrescentado como uma das formas de financiar um sistema, refere.

A importância dos serviços para as cidades se tornarem atrativas

  • I convenção Nacional dos Serviços

Os fatores de atratividade de residentes e não residentes para as cidades são um dos desafios que se colocam às autarquias. Os serviços têm aqui um papel preponderante. As cidades conseguem ser tão mais atrativas, quanto mais são dotadas de infraestruturas e serviços que as possam distinguir. Este vai ser um dos temas em debate na I Convenção Nacional dos Serviços. O economista Félix Ribeiro aponta os principais fatores de diferenciação que ajudam a tornar uma região atrativa.

Tornar as cidades colaborantes, atrativas, tanto a residentes, como a não residentes, investidores e visitantes, é um desafio constante e em evolução. As cidades – na variedade da sua dimensão, localização e história – são e crescem conforme o que têm para oferecer aos que nela vivem e/ou trabalham, aos que procuram locais para investir, a novos residentes – nacionais ou vindos de outros países – a visitantes/turistas que podem ser atraídos pelo capital simbólico que as cidades conseguiram criar e pela qualidade e valorização dos ativos que mais contribuem para esse mesmo capital.

Para o economista Félix Ribeiro a existência em Portugal de muitas cidades de pequena e média dimensão exige uma estratégia para ampliar esta oferta de fatores de atração, não apenas a nível individual de cada uma das cidades, mas procurando integrar projetos e iniciativas com o objetivo de conseguir uma oferta abrangente com a qualidade e o poder de atração necessários. “Os vários conjuntos de cidades e espaços rurais devem procurar cooperar para reforçar a sua atratividade e distinguirem-se pelos bens e serviços que têm para oferecer ao exterior”, defende Félix Ribeiro. Neste contexto, o especialista explica que os clusters de empresas, os polos de conhecimento e um pool diverso de qualificações e talentos são fatores determinantes de concentração de competências que possam ser reconhecidas a nível nacional e internacional.

Os transportes e comunicações não podem ser esquecidos nesta equação. As cidades também têm, obrigatoriamente, que se tornar atrativas pelo investimento coordenado e continuado em ativos infraestruturais. “A conectividade digital e utilização intensiva do ciberespaço pelas atividades da cidade, sejam promovidas por privados ou por entidades públicas, com um investimento permanente em novas soluções de ciber-segurança é um dos investimentos mais importantes”, explica Félix Ribeiro.

O economista aponta ainda as acessibilidades nacionais e internacionais e sistemas de transporte intrarregionais inovadores, eficientes e baratos como fator determinante para o sucesso da atratividade de não residentes às cidades.

Outros aspetos diretamente relacionados com a qualidade de vida oferecida às populações, não devem ser menosprezados. Os serviços de Saúde, as soluções de apoio às famílias no cuidado dos crianças, idosos e doentes, bem como a boa gestão ambiental e, por último, mas não menos importante, a disponibilidade de habitação a custos acessíveis num contexto de qualidade da estética urbana. Neste último caso, o objetivo prende-se não tanto com a capacidade de atrair não residentes, mas como o esforço de captar nova população residente, o que se confere de enorme e urgente importância para muitas regiões do país que têm sofrido de um despovoamento preocupante.

 

Futuro dos serviços passa pela valorização do posicionamento geoeconómico de Portugal

  • I Convenção Nacional dos Serviços

 

O Sector dos Serviços é o que mais emprega em Portugal e o que tem equilibrado a balança comercial com o exterior, sendo responsável por mais de metade das exportações líquidas.

Ao futuro do Sector e da economia do país, apresentam-se desafios urgentes, que vão estar em debate na I Convenção Nacional dos Serviços, que se vai realizar nos dias 23 e 24 de Março de 2017, em Lisboa.

O primeiro grande debate nacional sobre o Sector dos Serviços, uma organização da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) e do Fórum dos Serviços, vai contar com vários especialistas do Sector, empresários e autarcas de vários pontos do país.

A I Convenção Nacional dos Serviços, que obedece ao tema “Os Serviços: Motor da Presença de Portugal a Globalização”, terá a presença do investigador Nicolas Colin, como orador principal no primeiro dia dos trabalhos. Nicolas Colin é membro do top ten do Global Tax 50 desde 2013.

Os centros de serviços partilhados e os serviços às empresas serão uma das temáticas em foco na Convenção com a apresentação das primeiras conclusões de um estudo elaborado pela Ernest & Young para a CCP e o comentário de um painel de empresas do sector.

Lídia Sequeira, Presidente da Administração dos Portos de Setúbal, Sesimbra e Lisboa e Mário Lopes, professor do Instituto Superior Técnico e especialista do sector, farão uma abordagem ao tema dos transportes no contexto do posicionamento geoeconómico do país, painel que contará ainda com uma mesa redonda com a visão dos operadores e utilizadores.

O território e a importância do posicionamento estratégico de Portugal são dois vectores importantes a ter em conta numa estratégia de futuro para a economia portuguesa. João Vieira Lopes, Presidente da CPP, defende que “em termos estratégicos Portugal deve apostar em dois factores essenciais: no território e na qualificação das pessoas. Não sendo um país com grandes reservas minerais, como petróleo ou outras, a forma como entendemos o território e como qualificamos os nossos recursos humanos é que deve ser diferenciadora”.

Neste contexto, as smart cities e as estratégias de atractividade de não residentes para as cidades vão estar em cima da mesa num debate que vai contar com a participação de várias autarquias e com as intervenções de João Ferrão, geógrafo e investigador no ICS da Universidade de Lisboa, e António Pires dos Santos, director da IBM, responsável pelas Smart Cities em Portugal.

A sustentabilidade social e financeira da Segurança Social vai ser outro dos assuntos em debate na I Convenção Nacional dos Serviços. O Sector dos Serviços é responsável por 58% das receitas para o sistema contributivo, pelo que o futuro da Segurança Social não pode passar ao lado dos agentes do Sector.

Armindo Silva, economista e Ex-Quadro Dirigente da Comissão Europeia, vai apresentar, durante a Convenção, um estudo sobre o Futuro da Segurança Social, cujas conclusões apontam para uma perspectiva de défices do sistema de pensões até mais de 3% do PIB durante as próximas décadas, facto que terá por consequência a redução do valor futuro das pensões.

SOBRE O FÓRUM DOS SERVIÇOS

O “Fórum dos Serviços para uma Especialização Inteligente da Economia Portuguesa”, criado em 2014 por iniciativa da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), é um espaço de debate, estudo e reflexão sobre o Sector dos Serviços e sua importância, tanto na economia portuguesa, como na economia globalizada, a uma escala mundial.

Além da discussão em torno das problemáticas do Sector dos Serviços, o Fórum tem por objectivo apresentar propostas de política pública que contribuam para reforçar a capacidade competitiva das nossas empresas no exterior. A realização de estudos sobre o sector, na perspectiva da inserção deste num novo modelo económico para Portugal, é outra atribuição do Fórum.

O Fórum dos Serviços é composto por diversas associações, empresas e pessoas singulares que têm dado o seu contributo ao longo dos últimos anos e continuam a trabalhar na promoção de uma cultura de cooperação entre os vários agentes do sector.

AHRESP ACREDITA QUE TAXA SOBRE PAGAMENTOS COM CARTÕES DEIXE DE RECAIR SOBRE O SETOR

  • Situação “inaceitável” vai a discussão na Assembleia da República

 

O Conselho Consultivo da AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal – reuniu na Quinta de Lemos, em Viseu, a convite do Turismo do Centro. Em cima da mesa estiveram alguns dos temas que mais preocupam os vários sectores representados pela associação, além da atualidade empresarial e económica.

Em destaque estiveram os efeitos que o imposto de selo sobre os meios de pagamento com cartão está a ter sobre a hotelaria e a restauração nacionais. Recorde-se que a Tabela Geral do Imposto do Selo foi alterada, passando a ser cobrada uma taxa de 4% sobre as receitas das comissões da banca nas operações de pagamento com cartões. Acontece que algumas instituições financeiras estão a fazer recair no setor essa taxa, uma situação classificada de “inaceitável” para a AHRESP.

“Esta situação provoca um impacto de 3,5 milhões de euros no setor da hotelaria e restauração. É inaceitável. A situação vai ser discutida em plenário da Assembleia da República, na próxima sexta-feira. Estamos confiantes de que possa ser revertida e que passe a ser o setor financeiro, nomeadamente a SIBS e a UNICRE, a absorver essa taxa”, sublinha Jorge Loureiro, vice-presidente da Direção Nacional da AHRESP. “Seria uma grande vitória para o setor da hotelaria e restauração”, acrescenta.

Programa Seleção Gastronomia e Vinhos alargado a todo o país

Também no centro das atenções do Conselho Consultivo da AHRESP esteve o programa “Seleção Gastronomia e Vinhos”. Foi anunciado que, face ao sucesso do programa, que o Governo lançou inicialmente na região Viseu-Dão-Lafões, este vai ser alargado a todo o país, começando já pelas Comunidades Intermunicipais da Região de Coimbra e Beiras e Serra da Estrela.

O programa “Seleção Gastronomia e Vinhos” visa promover a qualificação dos estabelecimentos de restauração existentes nas respetivas regiões, premiando a qualidade e afirmando o património gastronómico português como produto turístico diferenciador.U

Nicolas Colin presente no primeiro grande debate nacional do Sector dos Serviços

O Fórum dos Serviços, em conjunto com a CCP, organiza a I Convenção Nacional dos Serviços, que vai acontecer nos dias 23 e 24 de Março de 2017. Sob o tema “Os Serviços: Motor da Presença de Portugal a Globalização”, a convenção vai abordar as tendências gerais da economia e os contributos das várias actividades dos serviços na internacionalização da economia portuguesa. O evento vai contar com a presença de Nicolas Colin, membro do top ten do Global Tax 50 desde 2013.

Professor universitário e colunista, foi responsável, juntamente com Pierre Collin, pela produção de um relatório para o Governo francês sobre o sistema fiscal e a economia digital: «La Richesse des nations après la révolution numérique». Nicolas Colin é licenciado pela Sciences Po (Institut d´études politiques de Paris/IEP Paris), tendo também frequentado a École Nationale d´Administration (ENA).

Aos 38 anos, fundou TheFamily com Alice Zagury e Oussama Ammar, uma empresa vocacionada para a prestação de vários tipos de serviços a empresários com o objectivo de os tornar líderes nos mercados globais. Nicolas Colin é membro da Direcção no Groupe La Poste e na Commission Nationale de l´Informatique et des Libertés. É professor e autor de várias obras sobre gestão, estratégia e a sua visão da economia actual.

  • Neste, que vai ser o primeiro grande debate nacional sobre o Sector dos Serviços, vão ser abordados diversos temas em vários painéis de debate. No painel “As políticas públicas e o Sector dos Serviços” vai ser apresentado o estudo “O futuro da Segurança Social e o Sector dos Serviços”, estudo coordenado pelo Professor Armindo Silva.
  • No painel “Os Serviços às empresas – uma nova especialização internacional para Portugal” vai ser a apresentado o estudo “Business Services em Portugal”, realizado pela Ernest & Young.

O Sector:

. O Sector dos Serviços é responsável por mais de metade do valor acrescentado nacional incorporado nas exportações portuguesas (65 a 70% das exportações líquidas), contribuindo assim, de forma decisiva, para o equilíbrio da balança com o exterior.

. O Serviços são responsáveis por dois terços do emprego existente em Portugal.

 

SOBRE O FÓRUM DOS SERVIÇOS

 

O “Fórum dos Serviços para uma Especialização Inteligente da Economia Portuguesa”, criado em 2014 por iniciativa da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), é um espaço de debate, estudo e reflexão sobre o Sector dos Serviços e sua importância, tanto na economia portuguesa, como na economia globalizada, a uma escala mundial.

 

Além da discussão em torno das problemáticas do Sector dos Serviços, o Fórum tem por objectivo apresentar propostas de política pública que contribuam para reforçar a capacidade competitiva das nossas empresas no exterior. A realização de estudos sobre o sector, na perspectiva da inserção deste num novo modelo económico para Portugal, é outra atribuição do Fórum.

 

O Fórum dos Serviços é composto por diversas associações, empresas e pessoas singulares que têm dado o seu contributo ao longo dos últimos anos e continuam a trabalhar na promoção de uma cultura de cooperação entre os vários agentes do sector.

Futuro do sector dos serviços reúne especialistas em Lisboa

I Convenção Nacional dos Serviços

 

. O Sector dos Serviços é responsável por mais de metade do valor acrescentado nacional incorporado nas exportações portuguesas (65 a 70% das exportações líquidas), contribuindo assim, de forma decisiva, para o equilíbrio da balança com o exterior.

 

Com vista a analisar e debater o papel e os desafios do sector vai ter lugar a I Convenção Nacional dos Serviços. A iniciativa é do Fórum dos Serviços, em colaboração com a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP). O evento vai contar com alguns dos mais importantes agentes económicos do sector, especialistas nacionais e estrangeiros, bem como destacados representantes políticos com papel relevante na área.

Neste evento, a abordagem das tendências gerais da economia global irá cruzar-se com a abordagem dos contributos que as múltiplas actividades de serviços (dos serviços às empresas, aos serviços pessoais, passando pelos serviços logísticos e de transporte aos serviços de base territorial, essenciais para a atracção de não residentes) podem dar para que Portugal possa ascender na cadeia de valor, reforçando o seu posicionamento competitivo a nível mundial.

Assim, ao longo dos dois dias em que vai decorrer a Convenção serão apresentados e debatidos temas estruturantes para o país, como “As novas estratégias de internacionalização”, “As transformações resultantes da economia digital”, “O desafio dos transportes, tendo em conta o posicionamento geoeconómico do país”, “Os serviços às empresas na lógica de uma nova especialização internacional para Portugal”. Os desafios de atractividade que se colocam às cidades e as políticas públicas, no que se relacionam com o Sector dos Serviços, serão outros grandes temas de discussão.

Em breve comunicaremos mais detalhes sobre a I Convenção Nacional dos Serviços e o programa do evento, que vai acontecer nos dias 23 e 24 de março de 2017, em Lisboa.

 

SOBRE O FÓRUM DOS SERVIÇOS 

O “Fórum dos Serviços para uma Especialização Inteligente da Economia Portuguesa”, criado em 2014 por iniciativa da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), é um espaço de debate, estudo e reflexão sobre o Sector dos Serviços e sua importância, tanto na economia portuguesa, como na economia globalizada, a uma escala mundial.

Além da discussão em torno das problemáticas do Sector dos Serviços, o Fórum tem por objectivo apresentar propostas de política pública que contribuam para reforçar a capacidade competitiva das nossas empresas no exterior. A realização de estudos sobre o sector, na perspectiva da inserção deste num novo modelo económico para Portugal, é outra atribuição do Fórum.

O Fórum dos Serviços é composto por diversas associações, empresas e pessoas singulares que têm dado o seu contributo ao longo dos últimos anos e continuam a trabalhar na promoção de uma cultura de cooperação entre os vários agentes do sector.