Estudo científico demonstra eficácia das águas termais do Centro de Portugal no tratamento de acne e outras doenças de pele

• Investigação analisou efeitos das águas minerais de 16 estâncias termais da região Centro face às principais bactérias e fungos que afetam a pele.
• Estudo foi publicado na “Environmental Geochemistry and Health”, revista de referência na área da Geoquímica e Saúde Ambiental.

Data: 07/01/2020

As águas minerais da região Centro apresentam um elevado potencial de eficácia para o tratamento do acne e de outras doenças da pele, de acordo com os resultados de um estudo conduzido em 16 estâncias termais integrantes da rede Termas Centro. O estudo, que sugere a aplicação destas águas minerais em cosméticos e dispositivos médicos, foi publicado na revista científica “Environmental Geochemistry and Health”, órgão oficial da Sociedade Internacional de Geoquímica e Saúde Ambiental.

As águas minerais naturais portuguesas têm sido cada vez mais procuradas para alívio de problemas de pele, com resultados positivos para quem a elas recorre. No entanto, as indicações terapêuticas das águas minerais portuguesas têm incidido preferencialmente nos sistemas respiratório, reumático e musculoesquelético, existindo, até agora, poucas evidências científicas da eficácia destas águas nos problemas dermatológicos – uma lacuna a que este estudo veio responder.

Os investigadores analisaram os efeitos do contacto entre as águas minerais naturais das termas da região Centro e seis estirpes de bactérias e fungos que colonizam a pele humana. Os resultados obtidos demonstraram que os diferentes microrganismos apresentaram comportamentos distintos quando expostos às águas minerais naturais, e que os mesmos microrganismos reagiram também de forma diferente perante águas minerais de estâncias termais diferentes.

O caso mais evidente de eficácia das águas minerais da região Centro aconteceu perante a bactéria Cutibacterium acnes, a qual, como o nome indicia, está associada a grande parte dos casos de acne. As águas minerais da região Centro analisadas fizeram diminuir o crescimento desta bactéria, com especial eficácia das águas sulfúreas/bicarbonatadas/sódicas, em que o crescimento diminuiu entre 20% e 65%.

Mas houve outros resultados significativos. A bactéria Staphylococcus epidermidis, por exemplo, registou uma diminuição de 10 a 35% em quase todas as águas de base sulfúrea e/ou sódica estudadas. Em relação à bactéria patogénica Escherichia coli, muitas das águas minerais analisadas também fizeram diminuir o crescimento bacteriano, enquanto o crescimento do fungo Candida albicans, responsável pela infeção candidíase, sofreu diminuição em cinco das águas minerais analisadas.

Para a Dra. Ana Palmeira-de-Oliveira, coordenadora da investigação na Universidade da Beira Interior, este estudo confirma o potencial que já se reconhecia às águas minerais naturais da região Centro: “As águas minerais naturais são procuradas para o tratamento ou suporte de doenças do foro dermatológico, como dermatites ou psoríase, entre outras. Em Portugal, a informação científica de suporte à sua aplicação clínica em doenças do foro dermatológico é escassa, quando comparada com outros países. Este estudo apresentou-se assim como uma proposta pioneira a nível nacional para investigar a bioatividade das águas minerais naturais portuguesas, validando a sua ação preventiva e/ou terapêutica”.

Da mesma forma, o estudo abre a porta a possíveis aplicações destas águas: “Este projeto permitiu-nos avaliar in vitro a bioatividade das diferentes águas termais da região Centro, agrupadas por perfis químicos semelhantes. Com esta informação, as estâncias termais poderão posteriormente desenvolver novos produtos, como cosméticos ou dispositivos médicos, detentores de elevado valor acrescentado”, explica a mesma investigadora.

Adriano Barreto Ramos, coordenador da rede Termas Centro, sublinha a importância para as estâncias termais de se desenvolverem investigações científicas que estudem as propriedades terapêuticas das águas minerais da região. “Estudos científicos como este, que teve honras de publicação numa revista de referência internacional, são fundamentais no caminho da consolidação das estâncias termais como centros preferenciais para quem procura tratamentos de saúde personalizados. A rede Termas Centro congrega estâncias termais capacitadas para responder às mais variadas terapêuticas, cujas águas, como se conclui deste estudo, poderão ser a base de novos produtos e tratamentos”, destaca.

Indicação terapêutica para doenças da pele é comum noutros países

As doenças transmissíveis causadas por infeções bacterianas, virais, fúngicas e parasitárias são apresentadas pelas estâncias termais como contraindicações temporárias ao uso das instalações. No entanto, os resultados do estudo indicam que a aplicação das águas minerais naturais da região Centro em ambiente doméstico poderá ser uma abordagem interessante a explorar para o tratamento de acne ou outras doenças da pele. Esta aplicação, de acordo com os investigadores, poderá ser feita em forma de cosméticos ou até de dispositivos médicos.

A indicação terapêutica dermatológica das águas minerais naturais está perfeitamente estabelecida noutros países. A indústria cosmética francesa, por exemplo, introduziu águas minerais naturais devido a seus efeitos biológicos, sugerindo a sua aplicação em várias condições da pele.

As propriedades curativas das águas minerais naturais foram amplamente reconhecidas muito antes do desenvolvimento de tratamentos médicos modernos. Atualmente, a balneoterapia – conjunto de métodos e práticas que usam águas minerais medicinais, como banhos, bebidas, inalação, lamas ou argilas medicinais – é considerada um tratamento alternativo para várias doenças em muitos países.

O estudo agora publicado, intitulado “Chemical Signature and Antimicrobial Activity of Central Portuguese Natural Mineral Waters Against Selected Skin Pathogens”, foi conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade da Beira Interior e da Universidade de Coimbra, nomeadamente Ana Sofia Oliveira, Cátia Vicente Vaz, Ana Silva, Sandra Saraiva Ferreira, Sara Correia, Raquel Ferreira, Luiza Breitenfeld, José Martinez-de-Oliveira, Rita Palmeira-de-Oliveira, Cláudia Pereira, Maria Teresa Cruz e Ana Palmeira-de-Oliveira. A investigação contou com o apoio da rede Termas Centro.

Sobre as Termas Centro:

A rede Termas Centro, cujo promotor líder é a Associação das Termas de Portugal – Delegação Centro – é um projeto cofinanciado pelos programas operacionais Centro 2020, Portugal 2020 e pela União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no âmbito da Estratégia de Eficiência Coletiva PROVERE (Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos).

As estâncias termais que integram o projeto são Termas de Alcafache, Termas de Almeida – Fonte Santa, Termas de Águas – Penamacor, Caldas da Felgueira, Caldas da Rainha, Termas do Carvalhal, Termas da Curia, Termas do Cró, Termas da Ladeira de Envendos, Termas de Longroiva, Termas de Luso, Termas de Manteigas, Termas de Monfortinho, Termas de Monte Real, Termas de Sangemil, Termas de S. Pedro do Sul, Termas de Unhais da Serra e Termas de Vale da Mó.

Turismo Centro de Portugal faz balanço muito positivo do ano de 2019

• Entidade regional de turismo destaca subida do número de visitantes e prémios conquistados pela região durante o ano.

Data: 03/01/2020

O ano de 2019 foi extremamente positivo para a atividade turística no Centro de Portugal e para a promoção da região enquanto destino. Os indicadores favoráveis são patentes tanto a nível dos resultados estatísticos da procura turística como nos prémios e distinções conquistados pela região ao longo do ano.

Relativamente à procura turística, e embora os números finais do ano ainda não sejam conhecidos, os dados já existentes demonstram que 2019 terá sido o melhor ano de sempre para a atividade turística no Centro de Portugal. De acordo com o INE – Instituto Nacional de Estatística, entre janeiro e outubro foram contabilizados 3,58 milhões de hóspedes na região, mais 5,17% do que no mesmo período de 2018, altura em que se registaram 3,41 milhões. De notar que em 2017, ano da visita do Papa Francisco a Fátima, nos mesmos 10 primeiros meses houve 3,36 milhões de hóspedes. Recuando no tempo, verifica-se, a título de exemplo, que entre janeiro e outubro de 2013 os hóspedes no Centro de Portugal não chegaram aos 2 milhões (1,96 milhões) – um crescimento de 82,46% em seis anos.

O mesmo nível de crescimento é visível no número de dormidas (uma subida de 4,15% entre 2018 e 2019, e de 74,36% em relação a 2013) e nas receitas: entre janeiro-outubro de 2018 e janeiro-outubro de 2019, há a registar um crescimento de 6,17% nos proveitos totais da atividade turística no Centro de Portugal, que ultrapassaram os 310 milhões de euros. Em 2013, note-se, os proveitos cifravam-se nos 150 milhões de euros – em seis anos são mais do dobro.

“O crescimento registado pela procura do Centro de Portugal enquanto destino é verdadeiramente notável. Ano após ano, temos assistido a uma taxa de crescimento superior à média nacional e os dados de que já dispomos apontam para a certeza de que 2019 será mais um ano de recordes. Felicito os empresários da região e as entidades públicas e privadas do setor do turismo, que têm conseguido elevar o Centro de Portugal a uma posição que poucos julgariam possível há poucos anos”, destaca Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal.

Prémios prestigiam região

Mas não apenas os indicadores estatísticos a dar conta da crescente notoriedade do Centro de Portugal. Os prémios alcançados pela região a nível do turismo são igualmente sintomáticos de uma visibilidade cada vez maior.

O filme promocional apresentado em março de 2019 pelo Turismo Centro de Portugal, no qual o espetador assume o papel de uma personagem de um vídeo-jogo passado na região, conquistou audiências e prémios nos festivais internacionais onde foi exibido, além de ser um êxito de visualizações online (422 mil ao dia de hoje). O filme, intitulado “Turismo Centro de Portugal: Are You Ready?” e produzido pela Slideshow, venceu nove prémios e distinções em oito festivais mundiais, tendo sido o oitavo filme mais premiado em festivais internacionais de cinema de turismo durante o ano de 2019, entre os mais de 3000 filmes de turismo produzidos. A saber, conquistou os seguintes prémios: 3.º lugar na categoria “Destinos Turísticos – Região”, no Festival de Cinema de Turismo de Amorgos, Grécia (novembro); Vencedor dos “People’s Choice Awards” e Melhor Filme na categoria “Destinos Turísticos – Regiões”, no ART&TUR – Festival Internacional de Cinema de Turismo, Torres Vedras (outubro); Prémio Especial do Presidente do Júri, no FilmAT Festival, Polónia (outubro); finalista na categoria “Filmes de Turismo”, no Cannes Corporate Media & TV Awards, França (setembro); “Silver Wave”, referente ao 2.º lugar, na categoria “Melhor Filme de Turismo”, no Festival Internacional de Filmes de Turismo e Ecologia, Sérvia (setembro); 3.º classificado na categoria “Filmes de Turismo”, no Festival Internacional de Filme e Vídeo dos Estados Unidos, Los Angeles (junho); Melhor Filme na categoria “Destinos Turísticos – Região”, TourFilm Riga, Letónia (maio); e “Best Production Design” no Terres Festival, Espanha (maio).

O Turismo Centro de Portugal conquistou ainda o galardão de “Melhor Região de Turismo Nacional”, atribuído nos Prémios Publituris Portugal Travel Awards, que distinguem o melhor que se faz no turismo durante o ano, e o galardão “Turismo”, nos Litoral Awards, um evento que premeia o mérito e a excelência de marcas e personalidades da região litoral do Baixo-Vouga. O seu presidente, Pedro Machado, foi ainda honrado com o prémio Excelência – Personalidade do Ano 2018, na gala dos Prémios AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal.

Iniciativas projetam Centro de Portugal

Ao longo de 2019, foram várias as iniciativas da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal – ou apoiadas por esta – que levaram mais longe o nome e a marca Centro de Portugal.

Exemplos paradigmáticos foram o regresso do Rali de Portugal às estradas da região, o lançamento dos roteiros “Road Trips Centro de Portugal”, a 12.ª edição do festival de cinema de turismo ART&TUR, em Torres Vedras, o 6.º Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal”, em Castelo Branco, ou a exposição itinerante “Turismo Centro de Portugal – Um Roteiro pelo Crescimento e Consolidação de uma Marca”, que percorreu o país.

As obras de requalificação dos Welcome Centers de Leiria e Aveiro, ambas executadas em 2019, constituíram um sinal muito claro de que o conforto dos visitantes esteve na primeira linha das preocupações do Turismo Centro de Portugal.

Finalmente, a apresentação do Plano Regional de Desenvolvimento Turístico 2020-2030 e do novo Plano de Marketing da entidade regional de turismo marcou o final do ano, ao apontar as principais linhas orientadoras para os próximos dez anos.

“Fechámos o ano de 2019 com o sentimento de dever cumprido. Ao longo dos 12 meses, testemunhámos uma evolução clara da região, quer ao nível dos resultados quer dos eventos e iniciativas e até das expetativas em relação ao futuro. Estamos certos de que, com o Plano Regional de Desenvolvimento Turístico e o novo Plano de Marketing, a região construiu os alicerces sobre os quais se vai sustentar o seu crescimento futuro”, sublinha Pedro Machado.

Sobre o Turismo Centro de Portugal:

O Turismo Centro de Portugal é a entidade que estrutura e promove o turismo na Região Centro do país. Esta é a maior e mais diversificada área turística nacional, abrangendo 100 municípios, e tem registado um intenso crescimento da procura interna e externa. É a região a escolher para quem pretende experiências diversificadas, pois concilia locais Património da Humanidade com a melhor costa de surf da Europa, termas e spas idílicos, locais de culto de importância mundial e as mais belas aldeias.

Secretária de Estado do Turismo inaugurou novo Welcome Center de Aveiro

• Espaço único no país junta posto de atendimento aos turistas com Museu Municipal de Aveiro.

Data: 19/12/2019

A sede do Turismo Centro de Portugal, em Aveiro, acolhe a partir de hoje um moderno posto de atendimento aos turistas, um Welcome Center completamente remodelado em que os visitantes são recebidos com todo o conforto. A cerimónia de reabertura do espaço foi presidida por Rita Marques, Secretária de Estado do Turismo, e contou com intervenções de Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, e José Ribau Esteves, presidente da Câmara Municipal de Aveiro. Estiveram presentes outros dirigentes do Turismo Centro de Portugal, além de empresários e autarcas da região.

O Welcome Center de Aveiro, localizado na Rua João Mendonça, zona nobre da cidade, foi alvo de uma intervenção profunda, de que resultou um posto de informação turística acolhedor e com uma particularidade única no país: uma ligação interior ao Museu Municipal de Aveiro. Uma parte do espaço incorpora também uma delegação da AHRESP

“Este investimento na requalificação de um espaço que é a sede do Turismo Centro de Portugal torna possível uma melhoria das condições de atendimento aos nossos turistas e oferece uma valência nunca antes testada no panorama nacional: a abertura ao espaço contiguo do museu do município, o que permite a capacidade de gerar a primeira experiencia turística logo no momento em que as pessoas recebem informação do que podem visitar”, sublinhou Pedro Machado, na cerimónia.

“Esta obra é um investimento de 81.537 euros, que resulta do Programa Valorizar e que demonstra o esforço gradual que temos feito, e que é preciso continuar a fazer, para receber melhor as pessoas que nos visitam. Queremos reforçar esta componente da melhoria permanente do atendimento”, acrescentou o presidente do Turismo Centro de Portugal.

Por seu lado, a Secretária de Estado Rita Marques destacou o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo Turismo Centro de Portugal. “São momentos como estes que devemos celebrar. O sucesso do turismo deve-se ao trabalho e o contributo da Região Centro até ao momento, no que toca a esse sucesso, é extraordinário. Tenho de vos felicitar e dar ensejo para que continuem assim no futuro. Há aqui uma visão e os desafios estão identificados, de forma a garantir que no futuro chegaremos às métricas que queremos na região. Agradeço esse espírito de missão e essa visão. A Região Centro é para nós um motor importantíssimo, até porque o turismo não pode ser só Lisboa e Porto. Portugal é uma grande montra, com muitos conteúdos e o Centro de Portugal tem tido um papel preponderante da dinamização do setor do turismo”, frisou a governante.

“É com satisfação que vejo que temos uma linha de financiamento, o programa Valorizar, que está a servir o propósito de dinamizar as infraestruturas regionais e locais. Podermos apresentar aos turistas um Welcome Center com esta qualidade é de louvar”, disse ainda Rita Marques.

José Ribau Esteves enfatizou “a importância de somar”. “Temos aqui uma operação que soma as competências que estão ao dispor ao nível nacional, no caso o programa Valorizar do Turismo de Portugal, as competências regionais, representadas pelo Turismo Centro de Portugal, e as competências municipais. Abrimos hoje um espaço único no país, que liga dois edifícios autónomos, mas que têm uma função idêntica. Esta soma resultou num espaço acolhedor e transformou uma oportunidade de circulação numa oportunidade de receber melhor aqueles que nos visitam”, elogiou.

A requalificação do Welcome Center de Aveiro decorreu no âmbito da Linha de Apoio ao Turismo Acessível – Postos de Turismo Acessíveis, criada pelo programa Valorizar. Esta linha de apoio tem como objetivo o apoio a projetos relacionados com a adaptação física de espaços públicos, de recursos e de serviços de interesse turístico a pessoas com necessidades específicas, temporárias ou permanentes, de modo a garantir um acolhimento inclusivo a todos os turistas. Pretendeu-se, assim, desenvolver condições de acessibilidade física e comunicacional para todos os turistas.

Após a reinauguração do espaço, teve lugar uma reunião de trabalho entre a Secretária de Estado do Turismo e as chefias do Turismo Centro de Portugal, em que se traçaram linhas para o futuro do turismo na região.

Sobre o Turismo Centro de Portugal:

O Turismo Centro de Portugal é a entidade que estrutura e promove o turismo na Região Centro do país. Esta é a maior e mais diversificada área turística nacional, abrangendo 100 municípios, e tem registado um intenso crescimento da procura interna e externa. É a região a escolher para quem pretende experiências diversificadas, pois concilia locais Património da Humanidade com a melhor costa de surf da Europa, termas e spas idílicos, locais de culto de importância mundial e as mais belas aldeias.

Fim de ano vai ser muito positivo para a atividade turística no Centro de Portugal

• Taxas de ocupação dos alojamentos registam forte subida nos últimos dias de 2019.

Data: 18/12/2019

O fim de ano vai ser muito positivo para a atividade turística no Centro de Portugal. As taxas de ocupação médias previstas pelos empreendimentos da região evidenciam um crescimento muito elevado em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com um levantamento efetuado pela Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal (TCP).

Para a noite de fim de ano, metade dos empreendimentos consultados está já lotado ou em vias de ficar lotado. Os principais destaques vão para a sub-região de Castelo Branco, com uma taxa de ocupação em hotelaria, na noite de 31 de dezembro, na ordem dos 91,8%. Igualmente significativas são as taxas de ocupação, para a mesma noite, nas sub-regiões Oeste (86,6%), Viseu Dão Lafões (86,3%), Serra da Estrela (83,4%), Coimbra (82,8%) e Aveiro (77,8%).

Se forem incluídos os alojamentos em espaço rural (TER), a taxa global de ocupação para a noite de fim-de-ano é de 72%. Este número reflete as camas já efetivamente vendidas, pelo que, a 13 dias do último dia do ano, as expectativas são de que até lá se verifique ainda uma subida considerável.

Em comparação com 2018, a noite de 31, só em hotelaria, regista um forte crescimento, com realce para as sub-regiões Oeste (mais 16%), Aveiro (mais 12%) e Leiria (mais 12%).

Para um período mais alargado de análise, destacam-se igualmente as elevadas taxas de ocupação médias esperadas nos empreendimentos do Centro de Portugal para o fim-de-semana de 27 e 28 de dezembro, com o aumento a ser muito visível na Serra da Estrela, com taxas muito relevantes ao longo de todo este período de festas, assim como nas sub-regiões de Coimbra e do Oeste.

Para este levantamento, foram consultados todos os empreendimentos turísticos da região Centro de Portugal, num universo de 1024 empreendimentos turísticos com capacidade para 47.799 camas. A amostra que corresponde às respostas é de 14% do número de empreendimentos e 22% do total das camas disponíveis.

Sobre o Turismo Centro de Portugal:

O Turismo Centro de Portugal é a entidade que estrutura e promove o turismo na Região Centro do país. Esta é a maior e mais diversificada área turística nacional, abrangendo 100 municípios, e tem registado um intenso crescimento da procura interna e externa. É a região a escolher para quem pretende experiências diversificadas, pois concilia locais Património da Humanidade com a melhor costa de surf da Europa, termas e spas idílicos, locais de culto de importância mundial e as mais belas aldeias.

Novidades do Ano Jubilar dos Mártires de Marrocos e de Santo António foram apresentadas em Coimbra

• Grande exposição, com polos nos Museus Nacionais de Machado de Castro e de Arte Antiga e no Mosteiro de Santa Cruz, é um dos grandes destaques do Ano Santo convocado pelo Papa Francisco para Coimbra.

Data: 17/12/2019

O Ano Jubilar dos Mártires de Marrocos e de Santo António, que se inicia a 12 de janeiro de 2020 e se prolonga até 2021, em Coimbra, vai ser um momento marcante para a cidade, graças a um programa que está a ser enriquecido todos os dias. Isso mesmo ficou vincado na apresentação de algumas das novidades do programa, que decorreu hoje no Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra.

Na ocasião, o Bispo de Coimbra, D. Virgílio do Nascimento Antunes, apresentou as principais linhas da Carta Pastoral do Ano Santo, que assenta em cinco desafios essenciais para o Ano Jubilar: o desafio da Evangelização, o desafio da Espiritualidade, o desafio da Renovação Cultural, o desafio da Vocação Cristã e das Vocações na Igreja e o desafio da Renovação da Piedade Popular Antoniana.

De seguida, os diretores do Museu Nacional de Machado de Castro e do Museu Nacional de Arte Antiga, respetivamente Ana Alcoforado e Joaquim Caetano, e Virgínia Gomes, conservadora do Museu Nacional de Machado de Castro, explicaram os pormenores de um dos eventos centrais do programa: uma grandiosa exposição sobre os Mártires de Marrocos e Santo António, que motivou uma associação entre os dois museus nacionais. Esta associação acontece devido ao facto de ambos os museus serem detentores de importantes relíquias e de obras e arte inspiradas nos Mártires de Marrocos e Santo António, sendo natural uma cooperação próxima no Ano Jubilar.

Desta colaboração resultarão três polos expositivos, que durante o ano de 2020 levarão os visitantes aos dois museus e ao Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra – sendo que nos dois primeiros o foco estará nos Mártires de Marrocos, e em Santa Cruz será Santo António o tema nuclear. As mostras exibirão peças pertencentes às coleções próprias, a outros museus, nacionais e internacionais, a paróquias e a particulares.

Coube ao padre Francisco Claro, da Comissão Organizadora do Ano Jubilar, elencar outros momentos importantes do programa, nomeadamente o ciclo “Diálogos com António”, que trará a Coimbra personalidades da cultura e do saber, o “Itinerário do Peregrino”, que está a ser ultimado e que mostrará aos peregrinos os locais calcorreados por Santo António em Coimbra, o programa cultural, com destaque para eventos musicais e concertos compostos propositadamente para o Ano Jubilar (a “Missa de Santo António”, do Maestro António Vitorino de Almeida, que estreará a 19 de julho, no Grande Auditório do Convento São Francisco, e a Oratória “De Fernão se fez António”, que encerrará o Jubileu, a 17 de janeiro de 2021), ou as visitas de escolas aos principais eixos do Ano Jubilar, entre outros momentos.

Milton Dias Pacheco, diretor da Casa-Museu Elysio de Moura, explicou, por sua vez, os contornos de outros dois eventos de grande importância no Jubileu: o Colóquio “Mártires de Marrocos – Evocação dos 800 anos do Martírio”, que se irá realizar já em janeiro de 2020, e, em especial, um Congresso Científico internacional subordinado ao tema “Os Mártires de Marrocos e Santo António”, que decorrerá nos últimos dias do Ano Santo, de 14 a 16 de janeiro de 2021.

Houve ainda tempo para a apresentação do site oficial do Ano Jubilar, o que foi feito por Ana Filipa Santos. O site, já disponível em www.jubileu2020.pt, irá constituir, no final do ano, um verdadeiro arquivo vivo de todas as realizações de uma iniciativa que irá, sem dúvida, marcar todos os participantes durante um ano que se antevê riquíssimo em experiências e em partilhas.

Recorde-se que, por solicitação do Bispo de Coimbra, o Papa Francisco convocou um Jubileu – ou Ano Santo – para a Diocese de Coimbra, durante o ano de 2020. A razão por detrás de um marco tão significativo é o facto de no próximo ano se celebrarem os 800 anos do martírio dos primeiros frades que São Francisco de Assis enviou em missão para Marrocos, e cujas relíquias repousam em Coimbra. O exemplo destes franciscanos influenciou de forma decisiva o jovem padre Fernando de Bulhões, que decidiu deixar o Mosteiro de Santa Cruz e tornar-se franciscano em Santo António dos Olivais, tomando o nome de António: o “nosso” Santo António, de Lisboa, de Coimbra e para o mundo, um dos santos mais notáveis da cristandade.

“Festa das Luzes” ilumina Aldeia Histórica de Belmonte em quatro dias plenos de magia e cor

De 27 a 30 de dezembro, a vila e Aldeia Histórica de Belmonte enche-se de luz para receber a última festa do Ciclo “12 em Rede – Aldeias em Festa 2019”. Um evento que contará com muita música, gastronomia, oficinas e visitas muito especiais, num momento que marca também a celebração do “Hanukkah” e o último fim-de-semana do ano.

Data: 16/12/19

Belmonte vai despedir-se de 2019 com muita alegria e animação. É a “Festa das Luzes”, o último evento do Ciclo “12 em Rede – Aldeias em Festa”, promovido pela Rede das Aldeias Históricas de Portugal, que de 27 a 30 de dezembro vai levar música, gastronomia, oficinas e visitas temáticas a Belmonte, celebrando assim a cultura e as tradições daquela vila e Aldeia Histórica, a par com o que será o último fim-de-semana do ano.

“Festa das Luzes” é também “Hanukkah” em hebraico, que assinala a libertação e purificação do Templo de Jerusalém e a revolta contra os selêucidas liderada por Matatias Macabeu e os seus cinco filhos, conforme está descrito no Antigo Testamento: “Após a libertação do Templo, verificou-se que só havia azeite suficiente para manter a chama eterna acesa por mais um dia. Contudo, a chama ardeu durante oito dias, o tempo necessário para se fazer e consagrar mais azeite para o Templo”.

Assim, tendo Belmonte acolhido uma das maiores comunidades de judeus sefarditas de Portugal, o Ciclo “12 em Rede – Aldeias em Festa”, que durante o ano tem vindo a dar destaque aos costumes das Aldeias Históricas de Portugal, não podia deixar de se aliar à celebração do “Hanukkah” naquela vila e Aldeia Histórica.

Visitas temáticas, música, workshops, gastronomia e mostras de produtos regionais são “só” algumas das atividades que vão ser desenvolvidas. Um extenso e diversificado programa para todas as idades, com entrada gratuita.

A “Festa das Luzes” é um evento que envolve toda a comunidade na preparação de quatro dias muito especiais: nos museus de Belmonte pode encontrar pulseiras realizadas pela Academia Sénior de Belmonte e Centro Escolar de Belmonte, alusivas ao evento; no Museu Judaico de Belmonte, Sinagoga Beit Eliahu, Belmonte Sinai Hotel, e Loja Casa da Judiaria pode ver a Exposição “Judaísmo e Arte: Histórias da Sala de Aula”, com trabalhos inspirados no Museu Judaico de Belmonte e interrelacionados com algumas obras do pintor judeu Marc Chagall, que resultam de um encontro entre a Empresa Municipal de Belmonte – Serviço Educativo e os alunos do 6.º B da Escola Secundária Pedro Álvares Cabral, no âmbito da disciplina de EV-ET.

Para os visitantes, a “Festa das Luzes” é também uma oportunidade única para conhecer a Aldeia Histórica de Belmonte em todo o seu esplendor, assim como as origens e tradições.

Em suma, quatro dias inesquecíveis em Belmonte, para se despedir de 2019 em clima de festa e alegria!

Para mais informações, contactar o Município de Belmonte, através do e-mail cultura@cm-belmonte.pt.

Este evento é promovido pela Associação de Desenvolvimento Turístico Aldeias Históricas de Portugal, numa organização do Município de Belmonte. Uma iniciativa apoiada pelo Centro 2020, Portugal 2020 e União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

Sobre a Rede das Aldeias Históricas de Portugal:

Perdidas entre montes e vales da verdejante paisagem do interior de Portugal, repletas de lendas e castelos, sabores e tradições, há 12 singelas aldeias onde apetece perdermo-nos, para nunca mais nos encontrarmos. Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso: as Aldeias Históricas de Portugal, um destino que são 12, são paraísos escondidos que nos levam numa viagem ao tempo de reis e rainhas, épicas e infinitas batalhas que escreveram a História como a conhecemos hoje. Viajar até às Aldeias Históricas de Portugal é, assim, descobrir a História de um país de temerários conquistadores, através das pedras das suas calçadas e das suas frondosas muralhas e castelos, orgulhosa e imponentemente erguidos. É, ainda, a garantia de momentos inesquecíveis de lazer, aventura e descoberta, temperados com os inigualáveis aromas e sabores da região, que compõem a sua típica gastronomia. No território das Aldeias Históricas de Portugal há um sem fim de trilhos para caminhadas e percursos de bicicleta e BTT – como a Grande Rota 22 (GR), a maior rota de Walking & Cycling em Portugal, com cerca de 600 km.

As Aldeias Históricas de Portugal são o primeiro destino em rede – à escala mundial –, e o primeiro destino nacional a receber a certificação BIOSPHERE DESTINATION.

Coimbra celebra, durante o ano de 2020, o Jubileu dos 800 anos dos Mártires de Marrocos e de Santo António

• Os 800 anos do martírio dos primeiros frades franciscanos e a sua importância na vocação de Santo António são o mote para um vibrante programa pastoral, científico e cultural.

Data: 14 de outubro de 2019

O ano de 2020 vai constituir um marco histórico em Coimbra. Por solicitação do Bispo desta cidade, o Papa Francisco convocou um Jubileu – ou Ano Santo – para a Diocese de Coimbra, que será celebrado de 12 de janeiro de 2020 a 17 de janeiro de 2021.

Na base desta importante distinção está o facto de, a 16 de janeiro de 2020, se comemorarem os 800 anos do martírio dos primeiros frades franciscanos, em Marrocos – e a sua ligação a Coimbra e a Santo António.

Em 1219, São Francisco de Assis enviou em missão para Marrocos cinco frades, de nome Berardo, Otão, Pedro, Acúrsio e Adjuto. Em terras de África dedicaram-se à pregação, tendo sido perseguidos e martirizados. As Relíquias dos Mártires chegaram, nesse ano de 2020, ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde Fernando de Bulhões, jovem sacerdote, se dedicava arduamente aos estudos, tornando-se um dos homens mais cultos do seu tempo, pelo que viria mais tarde a ser consagrado como um dos poucos Doutores da Igreja.

Tão impressionado ficou Fernando com o martírio dos frades que decidiu fazer-se Frade Menor, seguindo o seu exemplo missionário. Assumindo o nome de António, foi recebido no convento de Santo António Abade dos Olivais, em Coimbra. E foi como franciscano que partiu de Coimbra para o Mundo, numa missão que o tornará num dos Santos mais notáveis da cristandade.

Os pormenores do Ano Jubilar dos Mártires de Marrocos e de Santo António foram revelados hoje, numa conferência de imprensa que decorreu na Sala do Capítulo do Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, e que contou com a participação de D. Virgílio do Nascimento Antunes, Bispo de Coimbra, Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, Manuel Machado, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Frei Severino Centomo, Guardião do Convento Franciscano de Santo António dos Olivais de Coimbra e Padre Francisco Claro, Vigário Paroquial de Santa Cruz de Coimbra.

D. Virgílio do Nascimento Antunes manifestou a esperança, durante a apresentação, de que a celebração deste Jubileu “possa, além dos seus objetivos específicos, proporcionar também a possibilidade de um conhecimento mais adequado e profundo do significado do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra e, portanto, de uma parte significativa da História da cidade e do país”. E, a propósito do significado do martírio em Marrocos, sublinhou que “a partir de São Francisco de Assis iniciou-se uma das páginas mais belas de toda a História do cristianismo, em que encontramos o regresso àquilo que de mais profundo, de mais autêntico e de mais original existe no Evangelho. Que esta seja uma ocasião para nos fortalecermos a partir dos testemunhos de homens e mulheres ilustres do passado e que possa dar origem a projetarmos um futuro muito mais risonho e promissor para todos”.

Pedro Machado, por seu lado, evidenciou a importância do Ano Jubilar para o turismo religioso, um segmento turístico “muito importante na estratégia do Centro de Portugal, não apenas o turismo religioso mariano ou aquele associado ao Caminho Português de Santiago, mas na sua dimensão mais global”. “O turismo religioso no Centro de Portugal é hoje responsável pela emissão de turistas de mercados pouco habituais. A América do Sul e a Ásia são a origem da maioria dos grupos organizados que vêm à procura do turismo religioso. É um mundo que se abre”, realçou.

“Perder a memória é perder o futuro. Ao estarmos aqui para celebrar o Jubileu, estamos a ganhar uma aposta no futuro, respeitando o que foi feito no passado”, começou por dizer Manuel Machado. “A Câmara Municipal de Coimbra associa-se à celebração do Jubileu porque é um acontecimento importante para a memória coletiva da cidade, em termos de História e do passado, mas também para a memória futura da cidade que estamos a construir”, acrescentou, recordando “os valores perenes e civilizacionais de Santo António, de partilha com os outros e de solidariedade”.

Intenso programa durante um ano
O Jubileu terá início a 12 de janeiro de 2020, com a celebração de abertura da Porta Santa na Igreja de Santa Cruz, pelas 16h, e termina no dia 17 de janeiro de 2021, com o encerramento do Ano Santo. Este arco temporal inscreve-se entre a celebração litúrgica dos Mártires de Marrocos, que tem lugar cada ano a 16 de janeiro.

A nível pastoral é proposta a peregrinação jubilar constituída por um “Itinerário do Peregrino”, que ajudará as paróquias, grupos e peregrinos individuais a visitar os lugares jubilares, partindo da Igreja de Santa Cruz até à Igreja de Santo António dos Olivais. Pelo interior do Mosteiro de Santa Cruz é oferecida a cada participante a possibilidade de visitar a “Exposição Jubilar”, bem como assistir a um documentário sobre a vida de Santo António. Nos primeiros domingos de cada mês, as tardes dos chamados “Domingos Jubilares” serão enriquecidas com um vasto programa que culmina com a celebração eucarística. A fim de ajudar as comunidades e grupos eclesiais a preparar e viver este Ano Santo será publicado em breve o “Guião Pastoral Jubilar”.

A nível cultural, um dos destaques do programa será a estreia mundial da “Missa de São Francisco” e “Missa de Santo António”, da autoria do Maestro António Vitorino de Almeida. Esta estreia, com coros e orquestra de Coimbra, acontecerá no Convento São Francisco. No mesmo espaço, haverá também um concerto de encerramento do Jubileu, com a Oratória “De Fernão se fez António”. A encomenda de uma tela, “Paixão dos Mártires de Marrocos, Paixão de António”, integra igualmente a programação cultural.

As tradicionais iniciativas promovidas pela Câmara Municipal de Coimbra, “Festa da Flor e da Planta”, bem como a “XII Mostra de Doçaria Conventual e Regional de Coimbra”, a realizar em 2020, terão como inspiração a figura de Santo António e dos Mártires de Marrocos.

A criação de um roteiro turístico antoniano será outra das iniciativas a realizar, em colaboração com o Turismo Centro de Portugal, bem como a “Corrida de Santo António” de Santa Cruz a Santo António dos Olivais, organizada pela Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais, pela União de Freguesias de Coimbra e União das Freguesias de Santa Clara, Assafarge e Castelo de Viegas.

Duas peregrinações possibilitarão o contacto in loco com os lugares associados aos Mártires de Marrocos e Santo António: em Abril de 2020, em Itália, pelo local do nascimento dos Mártires e pelos caminhos antonianos; e em Setembro de 2020, por Marrocos, visitando o local do martírio dos primeiros frades franciscanos.

Estão a fazer-se esforços, com o apoio da Câmara Municipal de Coimbra, a fim de convidar os diversos agentes culturais da cidade a inserirem nos seus programas iniciativas que valorizem esta celebração.

A nível científico há a realçar a realização de um congresso, em colaboração com investigadores da Universidade de Coimbra, que abordará a História e Culto dos Mártires de Marrocos e de Santo António em Coimbra, o carisma e herança Antoniana e o diálogo intercultural, inculturação e Missão. Além deste, haverá as Jornadas Pastorais Diocesanas, um ciclo de conferências e testemunhos sobre a perseguição aos cristãos nos nossos dias e um Ciclo de “Diálogos com António”, organizados pela revista “Mensageiro de Santo António”, com a participação de especialistas em temáticas tão diversas como a Bíblia, a Europa, a Economia, a Família ou a Vida.

Uma iniciativa partilhada

São várias as instituições que deram as mãos para a realização e promoção do programa jubilar. Entre elas, a Câmara Municipal de Coimbra, o Turismo Centro de Portugal, bem como a Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais, a União de Freguesias de Coimbra e a União das freguesias de Santa Clara, Assafarge e Castelo de Viegas. Todos os agentes culturais e forças vivas da cidade de Coimbra são ainda convidadas a associar-se a este inédito Ano Santo.

Materiais sobre o Jubileu para download em: santoantonio.live/jubileu2020

Turistas no Centro de Portugal aumentaram 5% até outubro

• Dormidas registam crescimento superior à média nacional nos primeiros dez meses do ano.

Data: 13/12/2019

O número de turistas na região Centro de Portugal aumentou mais de 5% no período de janeiro a outubro de 2019, em comparação com igual período do ano passado. Os resultados publicados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) deixam antever que este vai ser o melhor ano de sempre para a atividade turística na região, tanto a nível de hóspedes como de dormidas e de receitas.

O INE mostra que, entre janeiro e outubro, foram contabilizados 3,58 milhões de hóspedes na região, mais 5,17% do que no mesmo período de 2018. No indicador das dormidas, o Centro de Portugal cresceu 4,15% nos primeiros dez meses do ano – acima dos 3,74% de subida da média nacional. Os números são positivos tanto nas dormidas de visitantes nacionais como internacionais: respetivamente, mais 5,23% e mais 2,88%.
Em valores absolutos, contabilizaram-se 6,23 milhões de dormidas entre janeiro e outubro, mais 250 mil do que nos mesmos meses do ano anterior. Uma diferença significativa e que ilustra a contínua progressão da região a nível da procura. De facto, se olharmos ainda mais para trás, verificamos que entre janeiro e outubro de 2014, por exemplo, as dormidas não chegavam aos 4 milhões.

A evolução nas dormidas e nos hóspedes tem reflexos muito animadores nas receitas. Entre janeiro-outubro de 2018 e janeiro-outubro de 2019, há a registar um crescimento de 6,17% nos proveitos totais da atividade turística no Centro de Portugal, que ultrapassaram os 310 milhões de euros. Dados claramente encorajadores para os empresários que investem no turismo da região.

Considerando apenas os dados de outubro, o Centro de Portugal apresenta um acréscimo de 2,3% nas dormidas, de 5% nos hóspedes e de 3,7% nos proveitos, em comparação com o mesmo mês de 2018.

Sobre o Turismo Centro de Portugal:

O Turismo Centro de Portugal é a entidade que estrutura e promove o turismo na Região Centro do país. Esta é a maior e mais diversificada área turística nacional, abrangendo 100 municípios, e tem registado um intenso crescimento da procura interna e externa. É a região a escolher para quem pretende experiências diversificadas, pois concilia locais Património da Humanidade com a melhor costa de surf da Europa, termas e spas idílicos, locais de culto de importância mundial e as mais belas aldeias.

Ciclo “Viva Termas Centro” vai levar animação, cultura e experiências às estâncias termais da região

• Música, teatro, dança, fotografia, passeios pedestres ou de carros clássicos, showcooking e torneios desportivos são algumas das iniciativas que vão animar as estâncias termais nos próximos dois anos.
• Apresentação do ciclo de eventos acontece já no dia 7 de dezembro.

Data: 04-12-2019

A rede Termas Centro vai apresentar no dia 7 de dezembro a próxima edição do ciclo de eventos de animação “Viva Termas Centro”, iniciativa que irá levar ações e iniciativas diversificadas às estâncias termais durante os anos de 2020 e 2021.

A apresentação, com carácter informal, terá lugar durante a abertura do Mercado de Natal de Castro Daire, a partir das 19h00, momento em que será realizada uma ação de ativação do “Viva Termas Centro”. Esta ação consistirá no concerto musical “Poesia com Melodia”, em que serão musicalizados poemas de poetas portugueses contemporâneos, numa criação do projeto Vitor Blue. Antes do concerto, será exibido um teaser em formato vídeo, em que se revelará a nova imagem do ciclo “Viva Termas Centro” para 2020 e 2021.

Durante a ação, que decorrerá no Jardim Municipal de Castro Daire, as Termas do Carvalhal darão a conhecer o conceito Termas aos visitantes do Mercado de Natal, oferecendo-lhes um voucher individual de uma massagem facial, assim como informações sobre a rede Termas Centro.

Ciclo “Viva Termas Centro” conjuga descobertas com experiências

O “Viva Termas Centro” é um ciclo de animação em rede, promovido pela rede Termas Centro nas suas 18 estâncias termais, que se assume como um produto turístico complementar à oferta terapêutica. O conjunto de ações previsto pretende integrar a experiência turística dentro do produto termal, sem perder de vista a sua íntima relação com a dimensão de saúde e bem‐estar.

A iniciativa desenvolve-se a partir de três eixos, que vão levar os participantes a descobrir, nos próximos dois anos, a rede cultural que envolve as termas, a explorar o seu território e património e a desfrutar de novas experiências. O eixo Descubra ‐ Uma Rede Cultural engloba iniciativas culturais e de animação programadas para se realizarem em rede. O eixo Explore – O Nosso Território e Património assume dois propósitos: a sensibilização para o conhecimento dos recursos aquíferos e espaços termais que compõem a rede e dos recursos naturais e paisagísticos da sua envolvente. Pretende‐se que os turistas que procuram a região descubram as termas e que, em paralelo, os aquistas que vão às termas descubram a região. O eixo Desfrute – Novas Experiências foca‐se em combater o sedentarismo físico, social e mental dos aquistas e visitantes, exaltando o conceito de que as Termas estão em movimento, ativas e que representam destinos propícios a excelentes experiências.

As ações programadas para os próximos dois anos são muitas e variadas, indo ao encontro dos interesses e gostos de diferentes gerações de aquistas. No eixo “Descubra ‐ Uma Rede Cultural”, os destaques vão para “Dança com as Termas”, um circuito de Dança nas estâncias termais; “O Teatro nas Termas”, espetáculos de teatro distribuídos pelas estâncias, em colaboração com várias companhias de teatro sedeadas na região; “Termas Centro Vintage Jazz Tour”, animação de rua musical com jazz, ao jeito dos anos 20; “Poesia com Melodia”, série de espetáculos em que serão musicalizados poemas de poetas portugueses contemporâneos; e “Story Telling nas Termas”, atividade dirigida aos mais novos, com ateliês que sensibilizam os participantes para a salvaguarda da água termal.

No eixo “Explore – O Nosso Território e Património”, as apostas incidem nas ações “Atividades ao Ar Livre”, de valorização dos circuitos pedestres, com exercício físico acompanhado por um animador; “Rede de Geocaching”, caças ao tesouro que irão permitir a exploração do património natural e cultural envolvente das termas; “Concurso de Fotografia: Vida nas Termas”, ação que pretende estimular visitantes e locais a fotografarem o que mais os inspira e mais valoriza nas localidades termais; e “Termas Centro Classic Cars”, passeios de carros clássicos nos territórios das termas.

Finalmente, o eixo “Desfrute – Novas Experiências” incide nas ações “Showcooking”, dirigidas por chefs de cozinha reconhecidos; “Funny Cook”, que tem como objetivo sensibilizar as famílias para a importância de uma alimentação saudável, desafiando as crianças a preparar snacks saudáveis de forma divertida, com produtos naturais e endógenos; “Arte Para a Infância”, conjunto de workshops e experiências culturais para famílias; “Termas em Movimento”, ação que visa estimular o físico e o cognitivo entre públicos intergeracionais; “Torneios nas Termas”, torneios desportivos não federados nos territórios das Termas; e o “Banho Santo”, iniciativa que tenciona renovar uma tradição antiga em cada uma das estâncias termais, aliando‐a a um conjunto de atividades culturais e visitas aos balneários.

Sobre as Termas Centro:

A rede Termas Centro, cujo promotor líder é a Associação das Termas de Portugal – Delegação Centro – é um projeto cofinanciado pelos programas operacionais Centro 2020, Portugal 2020 e pela União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no âmbito da Estratégia de Eficiência Coletiva PROVERE (Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos).

As estâncias termais que integram o projeto são Termas de Alcafache, Termas de Almeida – Fonte Santa, Termas de Águas – Penamacor, Caldas da Felgueira, Caldas da Rainha, Termas do Carvalhal, Termas da Curia, Termas do Cró, Termas da Ladeira de Envendos, Termas de Longroiva, Termas de Luso, Termas de Manteigas, Termas de Monfortinho, Termas de Monte Real, Termas de Sangemil, Termas de S. Pedro do Sul, Termas de Unhais da Serra, Termas de Vale da Mó.

Turismo Centro de Portugal apresentou documentos orientadores para o turismo da região na próxima década

• Plano Regional de Desenvolvimento Turístico 2020-2030, elaborado pela consultura Deloitte para o Turismo Centro de Portugal, aponta caminhos para o futuro da atividade turística.

Data: 03/12/2019

A Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal (TCP) apresentou hoje publicamente dois documentos estruturantes, que traçam o caminho a ser seguido na próxima década de atividade turística no Centro de Portugal: o Plano Regional de Desenvolvimento Turístico 2020-2030 e o seu Plano de Marketing. Os documentos foram apresentados numa sessão pública que decorreu na sede da Deloitte, em Lisboa.

A apresentação foi presidida por Rita Marques, Secretária de Estado do Turismo, e contou com uma introdução por parte de Pedro Machado, presidente da TCP.

O Plano Regional de Desenvolvimento Turístico 2020-2030 e o Plano de Marketing da TCP resultam de uma colaboração com a Deloitte, a qual incluiu uma auscultação exaustiva de vários protagonistas, não apenas na área do turismo, realizada pela consultora.

Pedro Machado referiu, no início da sessão, que “foram muitos os motivos que levaram o Turismo Centro de Portugal a desenvolver estes documentos”. “A indústria do turismo está a atravessar um conjunto de mutações, o que nos motivou a percorrer este caminho, de forma a ajustar os destinos e regiões à atividade turística. A região Centro de Portugal cresceu nos últimos anos acima da média nacional, mas poderá não ser sempre assim”, sublinhou. “É importante que os players do setor tenham um documento orientador. Estes documentos, projetados a 10 anos, são uma referência estratégica que influencia a ação dos empresários”, acrescentou.

Rita Marques, Secretária de Estado do Turismo, encerrou a sessão com elogios ao trabalho feito. “A região Centro de Portugal tem contribuído de forma muito sólida para o crescimento do turismo no país. O país não é só Lisboa. Olhando para estes documentos, que apontam para o futuro, ficamos seguros de que temos as pessoas certas para o Centro de Portugal continuar a crescer e ser uma região de exceção”, frisou a governante. “Vamos entrar numa nova era do turismo. Este plano permite-nos parar e pensar sobre o futuro, com uma visão refrescada”, disse ainda.

Um plano pensado a dez anos

Coube a Pedro Santos Rosa, Senior Manager da Deloitte, explicar os pontos fundamentais dos dois documentos.

O Plano Regional de Desenvolvimento Turístico 2020-2030 projeta as principais linhas-mestras da Turismo Centro de Portugal para a próxima década. Em concreto, sintetiza as metas turísticas concretas a atingir e os objetivos estratégicos gerais para a Região, ao mesmo tempo que avança com linhas estratégicas de ação para atingir os objetivos propostos.

Assim, foram definidas quatro metas turísticas a alcançar: aumentar o número de dormidas na Região Centro de Portugal; aumentar a estada média no território; aumentar a taxa líquida de ocupação-cama; e aumentar o rendimento por quarto disponível nas unidades da Região.

Para alcançar essas metas, o Plano tem na sua génese cinco drivers orientadores. Estes passam por “qualificar e valorizar todos os intervenientes na cadeia de valor do setor do Turismo”, “promover o desenvolvimento integrado, sustentado e coeso do território”, “estruturar, qualificar, consolidar e diversificar transversalmente a qualidade da oferta”, “contribuir para o desenvolvimento da notoriedade da Região Centro e solidificação da marca Centro no mercado” e “potenciar o investimento turístico na Região Centro e incentivar a inovação e empreendedorismo”.

À luz do novo panorama turístico da Região Centro de Portugal, também os seus pilares estratégicos foram adaptados, passando a totalizar cinco pilares que sumarizam a oferta turística da região: Cultura, História, Património e Gastronomia e Vinhos; Natureza, Wellness, Turismo Ativo e Desportivo e Mar; Lifestyle, Inspirational e novas tendências; Turismo Espiritual e Religioso; e Turismo Corporate e Empresarial.

O Plano Regional sublinha que, tomando partido da sua diversidade, a Região Centro de Portugal deverá alavancar a sua oferta turística, posicionando-se como um destino coeso, caracterizado pela oferta de experiências turísticas integradas transversais e pela continuidade ao longo do território. A promoção do território deve evidenciar as características únicas e diferenciadoras da Região.

O Plano de Marketing do TCP, igualmente apresentado por Pedro Santos Rosa, é um documento que sintetiza a estratégia da Região, orientada para o produto, mercados, segmentos e marca, partindo das linhas estratégicas de ação e dos pilares estratégicos definidos pelo Plano Regional de Desenvolvimento Turístico 2020-2030.

“A elaboração do Plano Regional de Desenvolvimento Turístico 2020-2030 constituiu um enorme desafio, na medida em que é bastante ambicioso em termos de horizonte temporal, a 10 anos, até 2030, principalmente se tivermos em consideração a volatilidade da indústria do turismo”, considerou Pedro Santos Rosa.

Sobre o Turismo Centro de Portugal:

O Turismo Centro de Portugal é a entidade que estrutura e promove o turismo na Região Centro do país. Esta é a maior e mais diversificada área turística nacional, abrangendo 100 municípios, e tem registado um intenso crescimento da procura interna e externa. É a região a escolher para quem pretende experiências diversificadas, pois concilia locais Património da Humanidade com a melhor costa de surf da Europa, termas e spas idílicos, locais de culto de importância mundial e as mais belas aldeias.