Futuro dos serviços passa pela valorização do posicionamento geoeconómico de Portugal

  • I Convenção Nacional dos Serviços

 

O Sector dos Serviços é o que mais emprega em Portugal e o que tem equilibrado a balança comercial com o exterior, sendo responsável por mais de metade das exportações líquidas.

Ao futuro do Sector e da economia do país, apresentam-se desafios urgentes, que vão estar em debate na I Convenção Nacional dos Serviços, que se vai realizar nos dias 23 e 24 de Março de 2017, em Lisboa.

O primeiro grande debate nacional sobre o Sector dos Serviços, uma organização da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) e do Fórum dos Serviços, vai contar com vários especialistas do Sector, empresários e autarcas de vários pontos do país.

A I Convenção Nacional dos Serviços, que obedece ao tema “Os Serviços: Motor da Presença de Portugal a Globalização”, terá a presença do investigador Nicolas Colin, como orador principal no primeiro dia dos trabalhos. Nicolas Colin é membro do top ten do Global Tax 50 desde 2013.

Os centros de serviços partilhados e os serviços às empresas serão uma das temáticas em foco na Convenção com a apresentação das primeiras conclusões de um estudo elaborado pela Ernest & Young para a CCP e o comentário de um painel de empresas do sector.

Lídia Sequeira, Presidente da Administração dos Portos de Setúbal, Sesimbra e Lisboa e Mário Lopes, professor do Instituto Superior Técnico e especialista do sector, farão uma abordagem ao tema dos transportes no contexto do posicionamento geoeconómico do país, painel que contará ainda com uma mesa redonda com a visão dos operadores e utilizadores.

O território e a importância do posicionamento estratégico de Portugal são dois vectores importantes a ter em conta numa estratégia de futuro para a economia portuguesa. João Vieira Lopes, Presidente da CPP, defende que “em termos estratégicos Portugal deve apostar em dois factores essenciais: no território e na qualificação das pessoas. Não sendo um país com grandes reservas minerais, como petróleo ou outras, a forma como entendemos o território e como qualificamos os nossos recursos humanos é que deve ser diferenciadora”.

Neste contexto, as smart cities e as estratégias de atractividade de não residentes para as cidades vão estar em cima da mesa num debate que vai contar com a participação de várias autarquias e com as intervenções de João Ferrão, geógrafo e investigador no ICS da Universidade de Lisboa, e António Pires dos Santos, director da IBM, responsável pelas Smart Cities em Portugal.

A sustentabilidade social e financeira da Segurança Social vai ser outro dos assuntos em debate na I Convenção Nacional dos Serviços. O Sector dos Serviços é responsável por 58% das receitas para o sistema contributivo, pelo que o futuro da Segurança Social não pode passar ao lado dos agentes do Sector.

Armindo Silva, economista e Ex-Quadro Dirigente da Comissão Europeia, vai apresentar, durante a Convenção, um estudo sobre o Futuro da Segurança Social, cujas conclusões apontam para uma perspectiva de défices do sistema de pensões até mais de 3% do PIB durante as próximas décadas, facto que terá por consequência a redução do valor futuro das pensões.

SOBRE O FÓRUM DOS SERVIÇOS

O “Fórum dos Serviços para uma Especialização Inteligente da Economia Portuguesa”, criado em 2014 por iniciativa da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), é um espaço de debate, estudo e reflexão sobre o Sector dos Serviços e sua importância, tanto na economia portuguesa, como na economia globalizada, a uma escala mundial.

Além da discussão em torno das problemáticas do Sector dos Serviços, o Fórum tem por objectivo apresentar propostas de política pública que contribuam para reforçar a capacidade competitiva das nossas empresas no exterior. A realização de estudos sobre o sector, na perspectiva da inserção deste num novo modelo económico para Portugal, é outra atribuição do Fórum.

O Fórum dos Serviços é composto por diversas associações, empresas e pessoas singulares que têm dado o seu contributo ao longo dos últimos anos e continuam a trabalhar na promoção de uma cultura de cooperação entre os vários agentes do sector.