NISSAN LEAF E E-NV200 SÃO BATERIAS COM RODAS; NISSAN XSTORAGE É BATERIA ESTÁTICA… … E TODOS SÃO NEGÓCIO DE ENERGIA

 

  • Armazenamento de energia será o maior mercado emergente na próxima década, dizem especialistas reunidos no recente Fórum Nissan para a Mobilidade Inteligente;
  • Primeiro “hub” do sistema V2G da Nissan já está a gerar receitas para os proprietários de veículos elétricos;
  • Adaptar regulamentação e legislação é o próximo passo;
  • Não é uma utopia Portugal produzir 100% da sua energia apenas com renováveis

 

Os proprietários de automóveis elétricos vão passar a ter um papel ativo na rede elétrica, e muito provavelmente gerar receitas com a energia que acumularam nos seus veículos. Os primeiros utilizadores do sistema, na Dinamarca, fruto de uma colaboração entre a Nissan e a ENEL, não podem estar mais satisfeitos: ao fim de um ano, cada veículo Nissan 100% elétrico gerará mais de 1.000 euros de receitas.

O sistema V2G (”Vehicle to Grid”) e o armazenamento de energia foram os principais temas do segundo painel do Fórum Nissan para a Mobilidade Inteligente, que teve como palco o Pavilhão do Conhecimento – Ciência Vida, em Lisboa. Intitulado “Integração Inteligente: Energia, V2G e Armazenamentos”, o painel esteve no centro de entusiasmadas intervenções entre os especialistas europeus e nacionais e cerca de 100 convidados.

 

O veículo elétrico não é só um automóvel

Eduardo Mascarell, responsável pelo V2G e pelo armazenamento de energia da Nissan Europe, sublinhou as vantagens evidentes do sistema: “A tecnologia V2G é a nova era das capacidades de infraestrutura do Veículo Elétrico. Não é apenas um carregador, é ele próprio um modelo de negócio, com capacidade de gerar receitas para o proprietário do automóvel elétrico. Vender serviços à rede elétrica pode render cerca de 1.000 euros por automóvel por ano. O nosso veículo elétrico já não é só um automóvel… É Energia!”

“Para a Nissan, os nossos LEAF e e-NV200 não são ‘apenas’ automóveis elétricos; do ponto de vista de energia, são baterias com rodas, são uma base de acumulação de energia. A Nissan está a crescer nesse sentido. Queremos ser um agente relevante no mercado da energia”, acrescentou.

Eduardo Mascarell mostrou que o primeiro “hub” de V2G, instalado há dois meses na Dinamarca, já gera dinheiro para os proprietários dos automóveis elétricos. “O V2G gera dinheiro. Estamos a fazer 45 euros por semana por automóvel. Dá que pensar, não?”, questionou.

O problema é que ainda são poucos os países onde a regulamentação prevê que os consumidores particulares possam também ser distribuidores de energia elétrica. Nomeadamente, em Portugal e na generalidade da Europa do Sul, ainda há caminho para ser percorrido nesse sentido.

Jorge Sanchéz Cifuentes, diretor de Living Labs & Projetos de Inovação na Divisão de Infraestruturas Globais e Redes da Enel, mostrou-se igualmente entusiasmado com o sistema. “A Enel está a colocar dedicação e paixão no desenvolvimento da tecnologia V2G e a colaboração com a Nissan dá um novo fôlego para tornar esta solução inovadora numa realidade comercial plena”, frisou.

“Graças ao V2G, os proprietários de carros elétricos podem contribuir com a sua energia para melhorar o sistema elétrico, desenvolvendo a estabilidade da rede e, desta forma, possibilitando futuras integrações das renováveis na geração. A tecnologia V2G é uma inovação sustentável que traz a mobilidade para a modernidade e nos leva para uma sociedade de baixo carbono”, acrescentou.

Transformar um custo em proveito

Importante para a afirmação do sistema é também a Magnum Cap, empresa portuguesa (de Aveiro) que é parceira da Enel na industrialização do V2G, fabricando os carregadores. Criada em 2010, está já em 17 países. O seu CEO, José Henriques, igualmente orador no painel, explicou que “a Magnum Cap nasceu com o objetivo de acelerar a introdução do veículo elétrico como uma nova forma de mobilidade”.

“Normalmente um automóvel parado é custo, pois temos de pagar o parque; mas talvez seja também uma fonte de receita, se o conectarmos a uma rede em que esteja a vender serviços. Na verdade, um automóvel está parado 80 por cento do tempo. Com o novo paradigma da mobilidade elétrica, mesmo quando o automóvel está parqueado, posso transformar um custo em proveito”, frisou.

José Henriques exemplificou com o que se passa na fábrica da Magnum Cap, que é quase completamente autónoma energeticamente, graças a painéis solares e a um sistema de gestão interna da rede: “Temos oito automóveis elétricos que fazem carga variável, conforme temos mais ou menos produção solar. E podemos inverter o processo, pondo os automóveis a dar energia para a rede. Temos uma potência contratada de 22kW e conseguimos uma potência disponível na fábrica de 200kW. Tudo neste ecossistema fechado, solar, renovável, com armazenamento de energia, utilizando baterias de segunda vida da Nissan, automóveis elétricos e bidirecionalidade. Em meio milhão de quilómetros percorridos com a nossa frota, poupámos 44 mil euros em combustível, para não falar das 60 toneladas de CO2 poupadas”.

O empresário acredita que a falta de regulamentação não será obstáculo: “Esta tecnologia está viagra sans ordonnance a seguir o caminho de outras, em que a tecnologia vem primeiro e a regulação vem depois. Estou convencido de que a regulamentação vai permitir toda esta adaptação, pois faz parte de uma nova realidade, que é um futuro que já está definido”.

 

Armazenamento de energia é o maior mercado emergente

Stephanie Ordan, Diretora da divisão de Armazenamento de Energia da EATON EMEA, apresentou o sistema Nissan xStorage, outro exemplo de como os consumidores podem passar a ser gestores de energia. O “xStorage Home pretende ser uma forma de reduzir as faturas de eletricidade em casa, ao otimizar o consumo de energia renovável autoproduzida”, explicou.

Desenvolvido em colaboração com a Eaton e desenhado na Nissan Design Europe, “o Nissan xStorage Home é um sistema de armazenamento de energia, totalmente integrado numa única caixa (baterias e inversores) para ser facilmente instalado em casa e que seleciona, de cialis generique forma inteligente, a fonte de energia disponível (painel solar, rede, baterias) mais barata para as necessidades da casa, e devolvendo à rede – ou armazenando – o excedente de energia, quando exista, para gerar receitas. Por exemplo, utilizando a rede quando a taxa de energia elétrica é mais baixa para carregar as baterias e libertando essa energia armazenada quando a procura e os custos são elevados”, desenvolveu Ordan. “Estou absolutamente convencida de que o armazenamento de energia será o maior mercado emergente na próxima década, aumentando em sete vezes nos próximos seis anos”, concluiu Stephanie Ordan.

 

Em 2040 Portugal poderá consumir unicamente energia renovável

Um dos maiores especialistas portugueses em energias renováveis, António Sá da Costa, presidente da Associação de Energias Renováveis (APREN), contribuiu também para o painel com a sua experiência. “Estamos a assistir a uma transformação da nossa sociedade a nível da energia: estamos a assistir à eletrificação da sociedade. Os novos equipamentos que surgem no mercado estão a consumir eletricidade e não outro tipo de energia. Porquê? Porque a eletricidade é muito mais eficiente que as outras energias. Num veículo elétrico, para fazermos a mesma deslocação à mesma velocidade, gastamos um quarto da energia”, começou por dizer Sá da Costa.

E esta mudança, acrescentou, “torna-se ainda mais interessante quando essa energia é produzida por fontes renováveis”.

Na opinião do especialista, chegar aos 100 por cento de produção de energias renováveis, em Portugal, “não é nenhuma miragem”. E apontou uma data: 2040. “O Governo já definiu que 80% da eletricidade terá de ser renovável em 2030. Se pensarmos que estávamos nos 28% no final do século passado, chegar aos 100% não é nenhuma disrupção e é perfeitamente possível”, frisou.

Sá da Costa considera, no entanto, que é necessário aumentar a capacidade de produção hidroelétrica para se alcançar esse desígnio. “Jogando com o armazenamento de água nas albufeiras, pode-se jogar com o diagrama de produção e de consumo. Pode-se armazenar água em março para poder distribuir no resto do ano”, explicou.

“Só não muda para um veículo elétrico quem não faz contas ou não sabe fazer contas. Eu mudei há 15 meses e não volto atrás”, concluiu.

A visão de “Mobilidade Inteligente” da Nissan foi concebida para orientar os futuros projetos da marca a nível de produtos e tecnologia, influenciando decisões cruciais da empresa sobre como os automóveis serão alimentados, como os automóveis serão conduzidos e como os automóveis serão integrados na sociedade.

Mais informação disponível em: http://newsroom.nissan-europe.com/pt e http://www.forummobilidadeinteligente.pt/

 

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Sobre a Nissan Motor Co., Ltd.

A Nissan fabrica uma gama abrangente de veículos, com mais de 60 modelos entre as marcas Nissan, Infiniti e Datsun. No ano fiscal de 2015, a empresa vendeu mais de 5.4 milhões de veículos a nível mundial, gerando uma receita de 12,19 biliões de ienes (92 mil milhões de euros). A Nissan concebeu, fabrica e comercializa o veículo 100% elétrico mais vendido na história, o Nissan LEAF. A sede global da Nissan em Yokohama, Japão, gere operações em seis regiões: ASEAN e Oceânia, África, Médio Oriente e Índia, China, Europa, América Latina e América do Norte. A Nissan tem mais de 247.500 colaboradores a nível mundial e detém uma parceria com o fabricante francês Renault, sob o nome Aliança Renault-Nissan, desde Março de 1999.

 

Sobre a Nissan em Portugal

Com uma rede de concessionários que possui em todo o território nacional 37 pontos de venda e 42 oficinas de assistência após-venda, a Nissan propõe uma linha completa de produtos, que inclui veículos de passageiros, crossovers, 4X4’s e pickup’s e automóveis de alta performance, para além de veículos comerciais ligeiros e pesados. Disponibiliza ainda um alargado conjunto de serviços de apoio aos seus Clientes, Parceiros e Concessionários.

A Nissan vendeu em Portugal no seu Ano Fiscal de 2015, 11.262 veículos, a que corresponde uma quota recorde no mercado de 5,1% e um crescimento de 26% em relação ao ano anterior.

Nesse período, a Nissan reafirmou a sua liderança no segmento Crossover e cimentou a sua posição de marca líder de vendas de veículos 100% elétricos em Portugal.

 

Para mais informações

António Pereira Joaquim                                                www.newsroom.nissan-europe.com/pt

Director de Comunicação                                               http://www.facebook.com/NissanPortugal/

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