ADEGAMÃE. O DIREITO À DIFERENÇA EM QUATRO VARIETAIS E UM RESERVA TINTO

Todos os vinhos são diferentes! Apesar de se tratar de um axioma, a AdegaMãe assume o desafio do uso da expressão, em função das especificidades da região e do projecto, mas também da nova gama: um Alvarinho, um Chardonnay, um Viognier, um Viosinho e um Reserva Tinto. 

São cinco vinhos que resultam da escolha das melhores castas e que estão de acordo com um dos objectivos estratégicos da AdegaMãe: produzir vinhos diferentes, no sentido mais estrito da expressão! Mas as ideias não se esgotam num certo direito à diferença, nem na tão apregoada qualidade ou competitividade dos preços…

Com o lançamento da nova gama de vinhos, a AdegaMãe dá mais um passo para os Vinhos de Lisboa terem a mesma notoriedade dos de outras regiões. Já dizia Fernando Pessoa: “O meu hábito de sonhar claro dá-me uma noção justa da realidade. Quem sonha de mais precisa de dar realidade ao sonho. Quem dá realidade ao sonho tem que dar ao sonho o equilíbrio da realidade”.

E é chegada a hora de dissecar os novos vinhos…

 

ALVARINHO ADEGAMÃE 2012

“Tudo no mundo é estranho e é maravilhoso para um par de pupilas bem abertas” 

José Ortega y Gasset

Concilia a experiência do enólogo Anselmo Mendes – o mestre dos vinhos verdes – e a ousadia da influência atlântica. O Alvarinho 2012 AdegaMãe revela uma expressão diferente dos Alvarinhos tradicionais. “Como está fora do seu habitat natural, é normal que a casta revele características até hoje desconhecidas. De todos os novos vinhos, é o mais mineral e atlântico, chegando a expressar surpreendentes notas de iodo e salinas. Tem uma acidez que lhe confere imenso volume, terminando na boca muito vivo. É um vinho que tem o condão de criar uma grande expectativa e que até pode ser de extremos. Mas, acima de tudo, é um vinho bastante original”, concluem os enólogos Anselmo Mendes e Diogo Lopes.

O Alvarinho 2012 AdegaMãe é produzido com a casta Alvarinho, em solos Argilo-Calcários, tendo um preço referência recomendado a rondar os 7 euros.

Notas de prova

Cor amarelo citrino. Aroma muito mineral e atlântico. Na boca é intenso com a fruta a revelar-se. Boa acidez a equilibrar o conjunto.

 

CHARDONNAY ADEGAMÃE 2012

“Todo o carácter coerente consigo mesmo tem sempre razão”

Friedrich Schiller

O Chardonnay 2012 AdegaMãe é o que tem o perfil mais clássico da nova gama de monovarietais. Os enólogos Anselmo Mendes e Diogo Lopes admitem que este vinho é “um Chardonnay genuíno”. “Cheira e podia ser um Chardonnay em qualquer lado. Só na acidez se percebe a influência atlântica, mas mantém as tradicionais notas de marmelo e pera. Para preservar a fruta não estagiou em barrica, mas tem um corpo e uma estrutura pouco comuns para um vinho branco”.

O Chardonnay 2012 AdegaMãe é produzido com a casta Chardonnay, em solo Argilo-Calcário, tendo um preço referência recomendado a rondar os 7 euros.

Notas de prova

Cor amarelo citrino. Aroma à casta, com notas de marmelo e frutos de casca amarela. Muito volumoso na boca, é um vinho muito expressivo, com um longo final.

 

VIOGNIER ADEGAMÃE 2012

“Elegância é a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado subtil de se deixar distinguir” 

Paul Valery

O Viognier 2012 AdegaMãe é, da nova gama de monovarietais, “o vinho mais distinto”, assume a equipa de enologia. “É um vinho muito fino, sem exageros e com nuances de flores brancas. É muito polido e elegante, com alguma persistência, mas sem ser carnudo. Evidencia uma ligeira sensação de fruto seco tostado, devido ao estágio em barrica de carvalho francês. É claramente o mais fino dos novos vinhos”, concluem Anselmo Mendes e Diogo Lopes.

O Viognier 2012 AdegaMãe é produzido com a casta Viognier, em solo Argilo-Calcário, tendo um preço referência recomendado a rondar os 7 euros.

Notas de prova

Cor amarelo citrino. Aroma a flores brancas, notas tostadas. Complexo na boca, com volume e equilíbrio. Termina muito guloso com um final tostado.

 

VIOSINHO ADEGAMÃE 2012

“Apenas nos deveria surpreender o ainda podermos ser surpreendidos” 

François La Rochefoucauld

Como admite a equipa de enólogos, “a casta Viosinho foi a que mais impressionou”. “O equilíbrio que evidenciou na vinha e na produção surpreendeu-nos”. O Viosinho AdegaMãe 2012 acaba, portanto, por ser um vinho admirável. “Expressa-se naturalmente na sua intensidade. Com notas de frutas brancas, minerais e ligeiro espargo, revela uma interessante acidez e persistência. É um vinho que refresca e não desaparece. Mais do que uma prova, é uma autêntica experiência e… com alegria!”

O Viosinho 2012 AdegaMãe é produzido com a casta Viosinho, em solo Argilo-Calcário, tendo um preço referência recomendado a rondar os 7 euros.

Notas de prova

Cor amarelo citrino. Aroma exuberante com notas vegetais e ligeiro tropical. Mineralidade. Intenso na boca, termina com uma refrescante acidez. Final persistente.

 

DORY RESERVA TINTO 2010

“Ser diferente é uma qualidade só por si. Só por ser diferente tem de ser defendido” 

Miguel Esteves Cardoso

Quando se lança a convicção de afirmar a região enquanto produtora de vinhos de qualidade, esse objectivo também pode aplicar-se aos vinhos tintos. O Dory Reserva 2010, o primeiro reserva AdegaMãe, nasceu nesse sentido e os resultados são entusiasmantes. Com um excelente comportamento nas provas cegas a que é submetido, chegou já a ser distinguido entre os três melhores vinhos tintos da região de Lisboa e, entre outras competições internacionais, conquistou uma medalha de ouro no concurso Bacchus. “Utilizámos as castas que mais se destacaram na vindima de 2010 e colocámo-las em barrica; observámos o seu comportamento e a evolução na madeira conferiu uma grande elegância”, explicam Anselmo Mendes e Diogo Lopes. “É um vinho que atingiu uma boa concentração, mas com uma frescura sempre presente; tem uma elegância que o permite ombrear com grandes tintos de outras regiões, embora com a vantagem do preço. É um reserva muito original, a influência atlântica também o torna diferenciador”, conclui a equipa de enologia.

O Dory Reserva Tinto 2010 é produzido com as castas Touriga Nacional e Syrah, tendo um preço referência recomendado a rondar os 10 euros.

Notas de prova

Cor rubi profunda. Aroma a frutos pretos, ameixas e amoras, chocolate preto e especiarias. Ligeiro floral. Na boca é um vinho muito elegante, com taninos macios e grande persistência.

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