Seleção Nacional de Esqui Alpino no Mundial de Juniores com a mira nos Jogos Olímpicos de Pequim 2022

Vanina Oliveira, Manuel Ramos e Baptiste Araújo competem com os melhores esquiadores jovens do planeta, de 50 nações, nas disciplinas de slalom, slalom gigante e Super-G em Narvik, Noruega, entre amanhã (quinta-feira) e o próximo dia 14 de março.

A Seleção Nacional de Esqui Alpino prepara-se para entrar em ação no Mundial Júnior da especialidade, que arranca amanhã (quinta-feira) e decorre até dia 14 de março, em Narvik, Noruega. Uma competição que reúne cerca de 600 pessoas, entre esquiadores e equipas técnicas, de 50 nações, nas modalidades de Slalom, Slalom Gigante, Super-G e Downhill (Portugal não competirá nesta última disciplina).

Os jovens Manuel Ramos, Baptiste Araújo e Vanina Oliveira representarão as cores nacionais nesta exigente competição que, como salienta o selecionador nacional Sérgio Figueiredo, não se esgota em si mesma, mas antes serve de plataforma para o Mundial absoluto e os Jogos Olímpicos, a realizar em 2021 e 2022, respetivamente:

“Competir neste campeonato do Mundo Júnior de Narvik, para estes jovens esquiadores, tem como meta principal obter a experiência competitiva ao mais alto nível, para os preparar para os grandes desafios que os esperam nos próximos dois anos, nomeadamente o Campeonato do Mundo de 2021 e os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022.”

Sérgio Figueiredo sublinha o valor da concorrência, embora, a vários níveis, esta seja ainda uma incógnita. Não só pela “imprevisibilidade” do escalão júnior, mas também pela crise global provocada pelo Corona Vírus: “Não podemos avançar com previsões de classificação, pois são escalões etários muito imprevisíveis, em que os atletas evoluem dramaticamente de um ano para o outro, mas também porque é possível que tenhamos alguns constrangimentos relativamente a atletas oriundos de Itália, Coreia do Sul e China, devido ao Corona Vírus. Ainda não sabemos como as federações daqueles países vão atuar.”

O Presidente da Federação de Desportos de Inverno de Portugal, Pedro Farromba, destaca “a importância da participação dos atletas nacionais num evento desportivo desta dimensão, onde terão a oportunidade de competir com os melhores atletas mundiais dos mesmos escalões etários, servindo também esta competição como preparação para a qualificação olímpica que arrancará daqui a alguns meses.”

Relativamente à participação dos esquiadores nacionais, o programa é o seguinte:

Vanina Oliveira competirá no Super-G (8 de março), combinado alpino (9 de março), slalom gigante (11 de março) e slalom (13 de março).

Manuel Ramos e Baptiste Araújo competem no Slalom Gigante (12 março) e Slalom (13 de março).

É possível seguir a competição em https://narvik2020.no

Sobre a Federação de Desportos de Inverno de Portugal

Há registos que apontam para a introdução do esqui em Portugal por volta de 1918. A partir de 1933 começaram a ser organizadas, com caráter regular, as primeiras competições, o que também resultou nas primeiras participações pontuais de atletas portugueses em olimpíadas de inverno.

No entanto, apenas na última década do século XX, mais concretamente a 15 de maio de 1992, é que foi criada uma federação responsável pela regulamentação dos desportos de inverno em Portugal: a Federação de Desportos de Inverno de Portugal (FDI-Portugal). A autoridade nacional em matéria de desportos relacionados com a neve e gelo tutela as seguintes modalidades: Esqui Alpino, Esqui Nórdico, Esqui Freestyle, Snowboard, Curling, Hóquei no Gelo, Bobsleigh, Skeleton e Luge.

Uma organização sem fins lucrativos, dotada de estatuto de utilidade pública desportiva, com sede na Covilhã, que tem como principais objetivos promover, regulamentar e dirigir, a nível nacional, a prática de desportos relacionados com a neve e gelo, nas vertentes formativa, desportiva e cultural.  Cabe também à FDI- Portugal representar o seu conjunto de modalidades desportivas, junto das organizações desportivas nacionais e internacionais.