Dory Reserva. A elegância e frescura do fantástico terroir atlântico

  • AdegaMãe apresenta as mais recentes edições da sua marca emblemática; chegaram os novos Dory Reserva, vinhos que exprimem as particularidades de um terroir único, dividido pela barreira de relevo a sul da Serra de Montejunto: do lado continental o Reserva Tinto; do lado marítimo chega o Reserva Branco.

Torres Vedras, 13 de Novembro de 2018

A atividade épica que os portugueses enfrentaram ao longo de décadas, no Atlântico Norte, embarcados em pequenos dóris na pesca do bacalhau, inspirou aquela que é a principal marca da AdegaMãe: Dory. É essa a referência emblemática dos vinhos da casa, naturalmente vocacionada para exprimir um terroir que se diferencia por ser precisamente atlântico, de influência climática marcadamente marítima, e que acaba por resultar em vinhos que, de uma forma muito original, se destacam pela elegância e frescura. Os expoentes máximos desta marca e deste terroir, os Dory Reserva Tinto e Dory Reserva Branco, acabam agora de ser apresentados, com as colheitas de 2015 e 2017 já disponíveis no mercado.

Inserida na Região de Vinhos de Lisboa, a AdegaMãe tem as vinhas fortemente influenciadas pelo clima Mediterrânico de Influência Atlântica. Em Torres Vedras, entre o mar e a cadeia montanhosa que se prolonga do sistema Montejunto-Estrela, as temperaturas mais moderadas, os verões amenos e as brisas oceânicas, favorecem a maturação das castas brancas, de que resultam vinhos frescos e minerais. É aqui, a cerca de 10 Km do mar, em plena vinha AdegaMãe, na Quinta da Archeira, que evoluem as uvas que dão origem ao Dory Reserva Branco.

Para lá da barreira de relevo a sul da Serra de Montejunto, o clima marítimo é barrado e dá lugar a uma forte influência continental, que permite amplitudes térmicas maiores, noites frescas e verões consideravelmente mais quentes. Aí, na Região de Alenquer, as temperaturas máximas do último mês de agosto (mês decisivo na etapa final de maturação) foram, em média, 4 graus mais elevadas do que, por exemplo, na Quinta da Archeira. Estamos, portanto, perante as condições ideais para a maturação de castas tintas, que originam vinhos elegantes e equilibrados. E é precisamente aí onde estão localizadas as Quintas da Laje e Quinta dos Ferrões, de onde surgem as uvas que dão origem ao Dory Reserva Tinto.

Após o arranque da atividade da AdegaMãe, em 2010, o estudo desenvolvido em torno das influências climáticas, das características dos solos (maioritariamente argilo-calcários), da orografia dos terrenos, e da adaptabilidade e desempenho qualitativo das castas às diferentes condições, permitiu à equipa de enologia implementar a restruturação das vinhas com potencial reconhecido, bem como identificar as melhores parcelas e uvas que sustentam os vinhos mais nobres, como é caso particular dos Dory Reserva agora apresentados, originários das vinhas mais antigas em produção na AdegaMãe.

“A nossa aprendizagem, numa sucessão de vindimas sempre distintas, leva-nos a concluir que estamos numa região com potencial para fazer vinhos brancos ao nível do que de melhor se faz em Portugal. À medida que vamos apresentado os nossos brancos, as pessoas rendem-se à originalidade e ao carácter da sua expressão atlântica. Por outro lado, os tintos vão ao encontro das novas tendências de mercado, que valorizam vinhos frescos, fruta elegante e taninos finos. Com os novos Dory Reserva estamos, mais uma vez, perante vinhos que são o resultado de um terroir único, que se revela tão desafiante como recompensador”, afirma o enólogo da AdegaMãe, Diogo Lopes.

Eis os novos Dory Reserva em detalhe:

Dory Reserva Tinto 2015

Castas: Touriga Nacional, Merlot, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot (da Quinta da Laje e Quinta dos Ferrões, em Alenquer).

Estágio: 14 meses em barricas de 225L de carvalho francês.

Nota de prova: Cor ruby. Notas violetas, pimentão e especiaria. Fruta bem madura e integrada. Boa presença na boca com as notas de fruta a reaparecerem. Termina com elegância.

Preço indicado: 12€

Comentário (enólogo Diogo Lopes): “O Dory Reserva Tinto nasce da melhor vindima de tintos da história da AdegaMãe. O vinho resultou num grande equilíbrio entre a fruta, os taninos e a acidez. Tudo com grande concentração. Acaba por mostrar o potencial da região também para fazer grandes tintos. Aliás, a sua qualidade foi reconhecida, ao ganhar o prémio Escolha da Imprensa em 2018”.

Dory Reserva Branco 2017

Castas: Viosinho, Alvarinho e Chardonnay (da Quinta da Archeira, Ventosa, Torres Vedras).

Estágio: 9 meses de batonnage em barricas de 400L de carvalho francês.

Nota de prova: Perfil borgonhês. Mineralidade, fruta escondida. Muito intenso na boca, madeira muito integrada. Final fresco e intenso.

Preço indicado: 12€

Comentário (enólogo Diogo Lopes): “Acreditamos tratar-se de mais uma confirmação da AdegaMãe entre os grandes brancos da região de Lisboa. É um vinho fresco, vibrante e complexo, na linha do que os grandes brancos devem ser; é o resultado da grande qualidade do terroir atlântico, de uma maturidade cada vez maior das vinhas e da experiência por nós adquirida”.

Sobre a AdegaMãe

A AdegaMãe nasce do investimento do Grupo Riberalves numa nova área de negócio e surge como uma homenagem da família Alves à sua matriarca, Manuela Alves. O conceito de “Mãe” é também a inspiração para um espaço de nascimento, de criação, no qual se pretende potenciar as melhores uvas e fazer nascer os melhores vinhos. Localizada no Concelho de Torres e vocacionada para a produção de vinhos com características muito próprias, graças à proximidade do mar e influência do Clima Atlântico, a AdegaMãe é, igualmente, uma referência para o enoturismo da Região de Lisboa, destacando-se pela arquitetura exclusiva e por todas as atividades desenvolvidas em torno da vinha e do vinho. Sendo uma empresa do Grupo Riberalves, a marca Dory (inspirada nos Dóris, embarcações antigamente utilizadas pelos portugueses na pesca do bacalhau) representa a principal gama de vinhos comercializados. Depois da primeira vindima, realizada em 2010, a AdegaMãe tem vindo a colher reconhecimento no mercado nacional, e internacional, para onde canaliza 60% da sua produção. Nomeada Empresa do Ano no sector do vinho, em 2015, a AdegaMãe aponta, após a vindima de 2018, a uma produção de 1 milhão e 300 mil de garrafas.

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