Lendas e estórias da Estrada Real tornam o Piódão o destino obrigatório do próximo fim de semana

  • Ciclo “12 em Rede | Aldeias em Festa” começa na Aldeia Histórica do Piódão nos dias 21 e 22 de abril.
  • Teatralizações, cantadores de rua, caminhada cultural, visitas guiadas, workshops, degustações e muita, muita festa animam o programa.

Data: 16/04/18

É já no próximo fim de semana, de 21 e 22 de abril, que o Piódão recebe o primeiro evento do Ciclo “12 em Rede | Aldeias em Festa”. Durante os dois dias, os visitantes vão ter a oportunidade de conhecer melhor esta Aldeia Histórica e, em conjunto com os moradores, descobrirem as lendas e tradições que fazem dela um destino único no país.

“Estrada Real: A Longa Caminhada” é o tema central do programa, preparado ao pormenor com momentos que vão deixar memórias inesquecíveis nos participantes!

A Estrada Real, que atravessa a região do Piódão, é um troço medieval agreste, isolado entre ermos e ravinas da Serra do Açor, que durante séculos ligou Coimbra à Covilhã. Por lá circulavam caravanas de carros de bois, que transportavam da Beira Litoral o peixe e o sal, para levarem no regresso a carne, o queijo e os lanifícios da Beira Interior. Também as mulheres do Piódão caminhavam longos dias nesta interminável estrada, carregadas de ovos para a cidade. Com o passar dos séculos, esta via caiu em desuso, permanecendo as lendas que referem a zona do Piódão como o sítio ideal para foras da lei e proscritos, que se dedicavam a assaltar as caravanas de comerciantes.

São as muitas estórias ligadas à Estrada Real que servem de mote ao programa e que garantem momentos inolvidáveis durante os dois dias de festejos.

No sábado, dia 21, a festa começa no Mercado do Piódão, com comércio tradicional, artesanato ao vivo, personagens históricas, momentos de teatralização e animação musical. Segue-se o Agasalho Hospitaleiro de Peregrinos e Viandantes, ilustrado por um cortejo pelas ruas e pela leitura do edital, acorrendo os cantadores da literatura de cordel a declamarem em verso as peripécias dos viandantes na Estrada Real, os assaltos às caravanas de mercadores e outras tropelias.

Depois de uma visita guiada ao Núcleo Museológico do Piódão, com enfoque nos testemunhos da Estrada Real, terá lugar a gravação de “Quem Conta um Conto, Conta e Pronto”, uma recolha em vídeo de testemunhos de lendas e histórias do Piódão pela comunidade.

Até ao final do dia, os visitantes poderão ainda assistir a um workshop de Flores da Serra do Açor; à projeção de vídeos, fotografias e testemunhos sobre a Estrada Real; à mostra do resultado das Ilustrações elaboradas pelo grupo Urban Sketchers na Estrada Real; a uma mesa redonda informal sobre a história da Estrada Real e a sua importância ao longo dos tempos; e a uma teatralização sobre o Seminário do Piódão, que funcionou entre 1886 e 1906 e que criou um pólo cultural de grande importância para a zona. Durante todo o dia não faltarão comeres fartos e beberes frescos.

No domingo, o maior destaque vai para uma Caminhada Cultural pela Estrada Real, em direção a Chãs d’Égua (de inscrição obrigatória até 20 de abril). Durante o percurso, os caminheiros terão encontros e desencontros no pinhal com larápios e outros bandoleiros, ouvirão a ecoar pelas serranias estórias sobre o bandido João Brandão e assistirão até a um parto assistido nas fragas, vindo o bebé no cesto da merenda – e a criança até será batizada no regresso.

Na aldeia, haverá comércio tradicional, artesanato ao vivo, personagens históricas, momentos de teatralização e animação musical e jogos tradicionais; um showcooking, com degustação “Piódão no Prato”; comeres da caça e beberes da pipa nas tabernas; a inauguração da exposição de ilustrações do ilustrador Delfim Ruas sobre a Estrada Real; e Festejos, Bailias e Folias com Saltimbancos e Histriões. Antes do encerramento dos festejos ainda haverá tempo para o resineiro/detetive mais famoso das Beiras desvendar o misterioso caso do sabão de leite de burra sem ranço.

A festa só acaba em dezembro!

Depois do Piódão, o ciclo “12 em Rede | Aldeias em Festa” prosseguirá com eventos nas restantes 11 Aldeias Históricas de Portugal. A saber: Almeida (18 e 19 de maio), Sortelha (1 e 2 de junho), Linhares da Beira (13 a 15 de julho), Marialva (20 a 22 de julho), Castelo Novo (27 a 29 de julho), Castelo Rodrigo (31 de agosto e 1 de setembro), Castelo Mendo (14 e 15 de setembro), Trancoso (5 a 7 de outubro), Idanha-a-Velha (1 a 4 de novembro), Monsanto (9 a 11 de novembro) e, finalmente, Belmonte (7 a 9 de dezembro).

Serão nove meses de grande animação e que levarão milhares de visitantes às 12 Aldeias Históricas de Portugal. Não falte!

Sobre o ciclo “12 em Rede | Aldeias em Festa”:

Música, gastronomia, animação de rua, História e estórias, oficinas e muita, muita festa são os traços comuns que vão ligar as 12 Aldeias Históricas de Portugal, cada uma com a sua personalidade característica e singular, mas que em conjunto oferecem experiências únicas a quem os visita.

Como ponto de partida da iniciativa “12 em Rede | Aldeias em Festa” está sempre algo que pertence à memória coletiva de cada aldeia. Tanto pode ser uma personagem, uma lenda ou um conto tradicional, como um acontecimento histórico ou um elemento patrimonial. As histórias e estórias das Aldeias Históricas de Portugal vão sair dos livros e do imaginário da comunidade. São símbolos distintivos e únicos, intimamente ligados a cada aldeia, que se transformam em programas com múltiplos pontos de interesse, capazes de criar recordações inesquecíveis nos habitantes e em quem vem de visita.

São 12 eventos, onde os participantes serão convidados a serem residentes temporários. Cada programa, com a duração mínima de dois dias, contará com a participação ativa da comunidade em que acontece, em estreita colaboração com artistas profissionais. Será também dado um foco especial à especificidade dos produtos distintivos das aldeias.

Esta iniciativa é financiada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através, designadamente, dos programas Centro 2020 (Programa Operacional Regional do Centro), via Portugal 2020, e através do Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE).

Deixe uma resposta